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Deputados de Mato Grosso repudiam Arthur do Val por falas sexistas contra mulheres ucranianas


Foto: Marcos Lopes

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira (9), uma moção de repúdio contra o deputado Arthur do Val (sem partido), do estado de São Paulo.

Proposta pelo deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC), a manifestação é uma resposta aos áudios de teor sexista atribuídos ao parlamentar paulista direcionado a refugiadas ucranianas, em meio a guerra contra a Rússia.

“As falas que não merecem ser reproduzidas, em razão de seu conteúdo absurdo, revelam seu mal caráter, sua índole perigosa, mesquinha e machista (…). Não se pode permitir que este comportamento se reproduza em nenhum ambiente, especialmente o público”, diz trecho do documento assinado por Dal Molin.

“Não estou aqui para falar que este deputado é isto ou aquilo, mas sim para mostrar para o Brasil com o que não concordamos. Foi infeliz [deputado] e, na minha opinião, falando em grupo fechado ou não, você está expressando o que o seu caráter é. Investido de mandato ou não”, afirmou o autor da propositura.

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Única mulher no Parlamento, Janaína Riva (MDB) também defendeu a aprovação da propositura. Ao citar as dificuldades enfrentadas pelo público feminino, em especial as mulheres ucranianas, a deputada mato-grossense reforçou a necessidade da mudança comportamental a fim de reduzir o preconceito.

“Políticos que tratam a mulher desta forma, como o deputado Arthur do Val tratou, que descrevem mulheres de forma tão pejorativa, merecem sim, na minha opinião perder o mandato”, assevera Janaína. 

“Confesso que acompanhei estarrecido a notícia e demorei uns dois dias para ter coragem de ouvir aquele áudio. Um áudio repugnante, nojento. Como é que um parlamentar que obteve quase 500 mil votos é capaz de expressar em palavras um sentimento tão mesquinho e repugnante contra as mulheres”, complementou o deputado Valdir Barranco (PT).

Os deputados estaduais Suelme Fernandes (PPS) e Sebastião Rezende (PSC) também se posicionaram contra as falas proferidas por Arthur do Val. Eles também endossaram o discurso pela aprovação da Moção de Repúdio.

Fonte: ALMT

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Eliane Xunakalo reivindica ações concretas contra o feminicídio no Estado

A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.

O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.

“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.

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Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.

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Fonte: ALMT – MT

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