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Crianças de 5 a 11 anos das comunidades rurais Pequizeiro e Nova Esperança recebem a primeira dose da vacina contra o coronavírus

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Davi Valle

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As comunidades Pequizeiro e Nova Esperança, localizadas na zona rural de Cuiabá,  receberam na manhã de sábado (5) uma equipe do Programa AMOR – Assistência Médica e Odontológica Rural, que esteve no local para realizar a imunização contra o coronavírus das crianças de 5 a 11 anos. A vacinação aconteceu na Escola Municipal de Educação Básica Rural do Nova Esperança.

Segundo o enfermeiro responsável pela Equipe 1 do Programa AMOR, Marcelo Coelho, cerca de 200 crianças de 5 a 11 anos receberam a primeira dose da vacina. “Comunicamos o líder comunitário da região sobre a vacinação e ele fez o contato com a escola, que já tem os dados das crianças. A própria escola fez a divulgação para as comunidades”, revelou o enfermeiro.

Acompanhando a van do Programa AMOR, uma ambulância da Prefeitura de Cuiabá também esteve presente durante a ação. “Pedimos uma ambulância para nos acompanhar à vacinação das crianças, pois seria um resguardo caso alguma criança apresentasse alguma reação adversa com a vacina. É um suporte que precisávamos ter para emergência, caso isso viesse a acontecer”, explicou Marcelo.

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A dona de casa, Laurita Rodrigues de Paula, 38 anos, não via a hora de vacinar o Antonio Augusto, de 6 anos, tanto que ele foi o primeiro a receber a vacina entre as crianças da comunidade. “Estava ansiosa para vacinar meu filho, porque já me imunizei e os meus outros filhos também, de 18, 15 e 14 anos. Agora estou mais tranquila. Se não fosse a equipe do Programa AMOR, seria difícil para nós, que não temos muitas condições, sair daqui para levar as crianças para vacinar. Para nós é muito importante essa ação”, comentou.

Avó do David Kauan, 11 anos, Deivison Luan, 10 anos e Nielly Maísa, 6 anos, a dona de casa Edivina Martins de Araújo, 48 anos também estava ansiosa por este momento. “Queria muito vacinar as crianças logo para protegê-las da Covid-19, principalmente agora que as aulas vão começar. Para nós é importante demais ter a van do Programa AMOR. A gente mora longe da cidade. Teríamos que pegar ônibus porque não temos condições de pagar táxi para levar em algum postinho para vacinar. Se não fosse a van, a gente não conseguiria vacinar as crianças. Moro há 5 anos aqui no Pequizeiro e eles sempre vêm para dar vacina, fazer consulta médica, dentista, fazer exames. Se não fossem eles, a gente não teria esses serviços”, reconheceu Edivina.

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O médico do Programa AMOR, João Alberto Novis, falou sobre a importância de se vacinar as crianças. “Temos visto nos estudos científicos e na prática diária que a vacinação de crianças realmente protege contra o vírus. Cada vez mais vejo relatos de colegas que trabalham em UTIs pediátricas que de fato tem aumentado o número de crianças internadas e todas elas não vacinadas. Avalio a vacinação das crianças como algo essencial”, afirmou.

Além do enfermeiro Marcelo Coelho e do médico João Alberto Novis, fazem parte da Equipe 1 do Programa AMOR o odontólogo Israel Gomes, a técnica de enfermagem, Odete Neves, a técnica de saúde bucal, Nilda Magalhães, a assistente social, Lina Pereira e o motorista, Gilmar Henrique.

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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados

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Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.

Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.

A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.

Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.

A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.

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Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.

“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”

A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.

A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.

“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”

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A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.

O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.

“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”

No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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