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Gestão da Qualidade no Poder Judiciário é tema de aula em curso de formação de juízes substitutos


Implementação do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade no Poder Judiciário como importante ferramenta para o andamento eficiente da Comarca foi um dos temas abordados na tarde desta quinta-feira (4 de fevereiro) durante o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), destinado aos 25 juízes substitutos recém-empossados. As explicações foram passadas pelo juiz auxiliar da Corregedoria de Mato Grosso e do Conselho Nacional de Justiça, Emerson Luis Pereira Cajango, durante a aula presencial realizada na sede da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT).
 
Um dos pontos específicos abordados foi o método de gestão PDCA (Planejar, Desenvolver, Checar e Agir) em que, segundo ele, o ciclo é contínuo e deve sempre ser refeito com a ajuda da equipe que os novos magistrados terão no interior do Estado. “Quem é a equipe de vocês? Servidores do Gabinete e do Cartório. Vocês serão juízes de Vara Única e todo mundo é equipe. Comigo se reúne até quem faz a limpeza do chão e a guarda. Trabalha no Fórum é equipe e você precisa contar com eles. Vai fazer reuniões setorizadas. O guarda não precisa participar da reunião que vai tratar da Meta 2, mas precisa do alinhamento quanto à questão de fluxo no ambiente, uso de máscara, por exemplo.”
 
Outro ponto importante abordado foi o fato de que cada unidade judiciária tem seu próprio sistema de gestão específico. “Ao chegar na unidade o que é preciso? Conhecer quem são os usuários de processos de trabalho, manter comunicação interna atualizada, treinar e valorizar sua equipe, não esqueçam desta parte que é muito importante. Também é preciso incentivar a criatividade e inovação nas práticas de trabalho, fomentar as novas ideias, harmonizar, gerenciar o ambiente de trabalho.”
 
Durante a aula, os alunos puderam tirar dúvidas e participar ofertando experiências já vividas por eles.
 
Também foram abordados os seguintes assuntos: Direcionadores Estratégicos; Comunicação Interna; Implementação do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade no Poder Judiciário; Organização do Ambiente de Trabalho; Infraestrutura; Monitoramento da Produtividade (medição, análise e melhoria de processo de trabalho); Ouvidoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; Ordem dos Advogados do Brasil e o Judiciário; Ministério Público e o Judiciário.
 
Saiba mais sobre o assunto lendo as matérias correlatas abaixo. Para conhecer a íntegra do Curso Oficial de Formação Integral acesse esse link
 
 
 
 
 
 
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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