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Parque Tecnológico é inaugurado em Várzea Grande após dez anos de espera e promete fortalecer a economia

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Parque Tecnológico é inaugurado em Várzea Grande e impulsiona inovação, pesquisas e novos investimentos

Após mais de dez anos de espera, Várzea Grande passa a integrar o mapa da inovação brasileira com a inauguração, nesta quinta-feira (25), do Parque Tecnológico, que será o Centro de Inovação de Mato Grosso. Instalado no bairro Chapéu do Sol, o complexo representa um marco para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do Estado.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura de Várzea Grande. Para viabilizar a conclusão das obras de infraestrutura no entorno do empreendimento, o município investiu R$ 3,9 milhões em contrapartida. Sob a gestão da prefeita Flávia Moretti, a ordem de serviço foi emitida nos primeiros dias de mandato, garantindo as condições técnicas de acesso ao parque.

“Esta obra é fundamental para fomentar investimentos e o desenvolvimento de novas tecnologias, não apenas para o comércio estadual, mas também para o fortalecimento da economia local. Várzea Grande retoma, agora, seu protagonismo como um polo de inovação”, afirmou a prefeita Flávia Moretti, destacando que acompanha o projeto desde 2008, quando presidia a subseção local da OAB.

A administração do complexo ficará sob responsabilidade do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), referência nacional no setor. O objetivo é integrar governo, universidades, startups e iniciativa privada para desenvolver soluções voltadas aos desafios de Mato Grosso, especialmente nas áreas de segurança alimentar, sustentabilidade e agronegócio.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, classificou o empreendimento como uma “semente de prosperidade” para o Estado e ressaltou que o parque é resultado de um esforço coletivo, construído ao longo de diferentes gestões.

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“Temos a convicção absoluta do êxito deste projeto, fundamentada no início das atividades deste Parque Tecnológico”, afirmou. O governador também reconheceu a contribuição de idealizadores da proposta, como o ex-deputado Allan Kardec, além do trabalho desenvolvido pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Alencar Brescancim.

Segundo o secretário, grandes empresas já fazem parte do ecossistema do parque. Entre os destaques está a instalação de um supercomputador, em parceria com a Lenovo, que funcionará como um moderno data center para o monitoramento do microclima de Mato Grosso. A tecnologia permitirá maior previsibilidade climática para produtores rurais e dará suporte ao Corpo de Bombeiros no combate de alta precisão aos incêndios florestais.

O parque também abriga projetos voltados à sustentabilidade, como o desenvolvimento de equipamentos para eliminar o uso de mercúrio na extração de ouro. Na área da saúde, uma parceria com o Hospital Albert Einstein desenvolverá pesquisas para monitoramento e combate à leishmaniose e à hanseníase.

Outro destaque é a instalação de uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), viabilizada pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que já atraiu 16 empresas de quatro estados brasileiros para atuar no complexo.

Incentivos e interesse da iniciativa privada

De acordo com a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabiana Nagazawa, a procura pelo parque superou as expectativas. Cerca de 50 empresas já manifestaram oficialmente interesse em integrar o complexo, enquanto universidades públicas e privadas iniciaram a implantação de laboratórios de pesquisa.

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Para fortalecer a atração de investimentos, a Prefeitura de Várzea Grande concluiu um projeto de lei que prevê incentivos fiscais e regulatórios. Elaborado em conjunto com a direção do parque e consultores especializados em polos tecnológicos, o texto foi encaminhado em regime de prioridade para votação na Câmara Municipal.

Empresários e pesquisadores interessados em integrar o ecossistema do Parque Tecnológico podem retirar o formulário de manifestação de interesse na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico ou na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec-MT).

O complexo também conta com um posto permanente de atendimento da Prefeitura, voltado à consultoria, suporte técnico para inovação industrial e capacitação de mão de obra qualificada, fortalecendo o ambiente de desenvolvimento tecnológico e geração de novos negócios em Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande amplia inclusão e anuncia novas medidas para crianças neurodivergentes e PCDs

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A noite desta segunda-feira (31) foi marcada por acolhimento, escuta e novas perspectivas para famílias de crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência em Várzea Grande. Realizado no Complexo Esportivo Fiotão, o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu famílias, profissionais e representantes das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social para apresentar avanços e novas ações voltadas à inclusão no município.

A prefeita Flávia Moretti destacou que a principal proposta da gestão é integrar as três áreas para garantir que as famílias tenham acesso aos serviços de forma mais simples e humanizada.

“Meu sonho é que as famílias atípicas tenham as três secretarias trabalhando juntas: Assistência Social, Saúde e Educação. É isso que estamos construindo. Cada passo que damos representa uma evolução e mostra que estamos avançando para garantir os direitos dessas crianças”, afirmou.

Entre as novidades está a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e PCDs, que terão acesso ao processo de matrícula dez dias antes da abertura para os demais estudantes. A gestão também anunciou a criação de novas unidades para descentralizar o atendimento especializado e a implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas com maior número de estudantes desse público.

Outra mudança será a criação de um fluxo integrado de atendimento desde a matrícula. A proposta é reunir informações e relatórios da criança durante sua trajetória na rede municipal, garantindo que, ao seguir para a rede estadual, ela leve consigo o histórico necessário para dar continuidade ao atendimento.

“Vamos mudar desde o processo de matrícula. A criança vai ter seu histórico e todo o acompanhamento registrado. Isso é garantir o direito dela desde a entrada na escola”, explicou Flávia.

A proposta também prevê uma comunicação mais próxima entre Educação, Saúde e Assistência Social. Quando professores, coordenadores ou diretores identificarem que uma família precisa de apoio, a própria escola poderá acionar as secretarias responsáveis para encaminhar a demanda.

“Se a escola detectar que aquela família precisa de apoio da Saúde ou da Assistência Social, essas secretarias poderão ser acionadas. A escola será esse canal de comunicação para facilitar o acesso das famílias aos serviços”, destacou a prefeita.

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A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a construção das políticas públicas precisa partir da escuta das famílias.

“Quem conhece a dor da inclusão é a família que convive diariamente com essa criança. Eu não sou uma mãe atípica e, por mais que consiga dimensionar o tamanho do desafio, nunca vou sentir completamente o que vocês vivem. Por isso, preciso ouvir”, afirmou.

Maria Fernanda lembrou ainda que uma das primeiras ações da gestão foi buscar melhores condições para o atendimento especializado, com a transferência do João Ribeiro para uma sede própria.

Novidades na Saúde

Na área da Saúde, o secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que passou a funcionar em um espaço com melhores condições de acessibilidade. O município também está construindo uma nova sede do serviço, com previsão de salas sensoriais, fisioterapia, ginásio e ambientes voltados ao desenvolvimento da autonomia.

Outra medida é a descentralização do atendimento, com a Unidade Descentralizada de Reabilitação (UDR) na região do São Mateus, aproximando os serviços das famílias que vivem nas regiões mais afastadas.

Famílias como parte da construção

O encontro também reforçou a importância da participação das famílias na construção das políticas públicas. Para Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas de Várzea Grande, a presença dos responsáveis demonstra a importância do diálogo com a gestão.

“Entendemos que estamos sendo ouvidos, e a quantidade de famílias presentes aqui já demonstra a importância desse diálogo”, afirmou.

Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e PCDs estão matriculadas na rede municipal, número que deve crescer nos próximos anos. Por isso, a prefeita reforçou que a informação precisa chegar a todas as famílias.

“A gente precisa chegar até essas famílias. Quando encontrarem outra família que não veio, levem a informação. Ela terá os mesmos direitos e as mesmas orientações”, pediu Flávia.

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Mais do que apresentar novos serviços, o encontro no Fiotão reforçou o compromisso de construir uma rede de atendimento integrada, em que a criança seja acolhida desde a matrícula e tenha seus direitos acompanhados pelas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. O trabalho tem como ponto de partida a escuta das famílias e como objetivo garantir mais inclusão, cuidado e oportunidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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