TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Verde Novo realiza plantio de mudas de árvores no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá

O Programa Verde Novo do Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT) realizou uma atividade de educação ambiental com uma turma de alunos do Instituto Desportivo da Criança que aprenderam mais sobre a importância das árvores, além de realizar o plantio 20 novas mudas no jardim do estacionamento do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. 
 
Os pequenos assistiram uma palestra, ministrada pelo coordenador do Programa Verde Novo, Sergio Savioli Resende, que explicou sobre o trabalho do Juizado Volante Ambiental (Juvam), leis ambientais, a importância da arborização urbana, técnicas de plantio de árvores e demais informações de cuidados com a natureza.
  
Depois de aprender mais sobre teoria ambiental, os alunos foram para o jardim, colocaram as mãos na terra e realizaram o plantio de mudas de árvores das espécies nativas e frutíferas. O Carlos Eduardo da Silva, 9 anos, que participou da ação, afirmou que o processo “foi muito legal, aprendi a plantar, agora posso fazer isso minha casa”.
 
A professora do Instituto Desportivo da Criança, que acompanhou os alunos na atividade ambiental, disse ser uma satisfação preparar essas crianças para o futuro, que “aprenderam sobre o plantio, os cuidados com o meio ambiente, foi a primeira vez que eles participaram de uma oficina ambiental”.
  
A diretora do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, Maria de Lourdes Duarte, falou que essa ação de plantio de árvores foi pensando para beneficiar o cidadão que busca por atendimento na unidade do judiciário, especialmente aqueles que utilizam o transporte público.
 
“Ficamos muito felizes com este plantio realizado pelas crianças. Inclusive, essas mudas que foram plantadas são para beneficiar as pessoas que vêm aqui no Complexo de ônibus, descem na rua e precisam andar por toda essa rampa aqui, no sol quente, até o prédio.  No próximo ano, essas árvores estarão grandes e realizando sombra, oferecendo um conforto”, declarou. 
 
Informações: o Programa Verde Novo, do Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Poder Judiciário de Mato Grosso, tem a missão de conscientização ambiental e fomentar a importância das áreas verdes para as zonas urbanas, em razão de sua contribuição na melhoria da qualidade de vida (qualidade do ar, saúde, temperatura e paisagem urbana) para a população dos centros urbanos. Neste ano de 2024, a equipe trabalha com foco para realizar o plantio de 300 mil novas mudas, em cinco anos.
 
Os esforços têm como foco resgatar o título ‘Cuiabá Cidade Verde’, apelido carinhoso dado à capital mato-grossense pelas grandes extensões de áreas cobertas de vegetação, mas que foram sendo reduzidas com a expansão urbana. 
 
Segundo dados do Programa Verde Novo, desde 2017, mais de 190 mil mudas de árvores nativas e frutíferas foram doadas para moradores ou plantadas em parques, praças e escolas de Cuiabá.
  
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1: mostra três crianças com regador nas mãos, molhando mudas de árvores. Foto 2: alunos estão sentados na cadeira do auditório, assistindo à palestra ambiental.  Foto 3: mostra uma criança agachada no gramado, segurando uma muda de árvore para ser plantada. Foto: Mostra a diretora do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. Ela é uma mulher branca, cabelos curtos, usa óculos de grau. 
 
Carlos Celestino 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Diálogo transforma conflito de décadas e reforça papel da conciliação na Justiça

O poder do diálogo como instrumento de pacificação social mais uma vez ganha destaque no Judiciário mato-grossense com a resolução de um conflito que se arrastava há mais de três décadas. Com a atuação do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Sinop (530 km de Cuiabá), um processo iniciado em 1991 chegou ao fim não por sentença, mas por acordo construído entre as partes, evidenciando a efetividade dos métodos consensuais.

“A conciliação tem se consolidado como um dos instrumentos mais eficazes para a promoção de uma justiça mais célere, humana e eficiente. Em um cenário em que o acúmulo de processos representa um desafio significativo ao Poder Judiciário, iniciativas que priorizam o diálogo e o entendimento entre as partes revelam-se indispensáveis. É nesse contexto que se destaca o papel dos Cejuscs, espaços vocacionados à construção de soluções consensuais. Mais do que simples alternativas ao modelo tradicional de julgamento, os Cejuscs representam uma mudança de paradigma: substituem a lógica adversarial e de conflito pela cultura da pacificação social”, avaliou o juiz Cristiano dos Santos Fialho, da Terceira Vara Cível e coordenador do Cejusc de Sinop.

Segundo o magistrado, o caso solucionado é emblemático. “Um processo judicial que tramitava desde o ano de 1991, já em fase de liquidação e cumprimento de sentença, gerou outras demandas conexas e permaneceu por décadas sem um desfecho definitivo, consumindo tempo, recursos e energia de todos os envolvidos. No entanto, por meio da atuação qualificada do Cejusc, foi possível estabelecer um ambiente propício ao diálogo, permitindo que os próprios interessados construíssem, de forma conjunta, uma solução justa e equilibrada. A conclusão desse caso demonstra que, mesmo em litígios antigos e complexos, a conciliação pode ser o caminho mais adequado”.

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O magistrado também pontuou a fundamental habilidade da mediadora judicial Doracy Candido de Souza em sua atuação. “A condução da mediadora foi marcada por sensibilidade, técnica e equilíbrio, características essenciais para a construção de um ambiente de confiança”.

A gestora do Cejusc de Sinop, Silvana Cavalcanti, também destacou o alcance da conciliação. “Um processo de 1991 chegou ao fim, e não foi por uma sentença, mas pelo diálogo. Após mais de 30 anos de tramitação, utilizamos as ferramentas de conciliação e mediação para construir um acordo que parecia impossível. Esse caso real prova que a escuta ativa e a autocomposição são capazes de encerrar conflitos que duram gerações. Mais do que rapidez, a conciliação entrega humanidade e paz social. O diálogo é sempre o melhor caminho para a justiça definitiva”, afirmou.

“Na condução da audiência, percebi que uma recontextualização das falas faria toda a diferença, e fez. Reconhecer os sentimentos e as lutas dos envolvidos foi essencial para que eles conseguissem trilhar o caminho para um diálogo de soluções, com resultado positivo, no qual ambos ganharam, pois o acordo pôs fim ao sofrimento psicológico e financeiro”, conta a mediadora Doracy Candido de Souza.

Caso emblemático

A demanda envolvia uma idosa de 92 anos e o espólio de seu esposo. Após décadas de tramitação, inclusive com fase de execução e bloqueios que impactavam diretamente a renda da idosa, as partes optaram por buscar uma solução consensual.

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Em 2025, foi proposta uma ação com o objetivo de reavaliar o conflito e abrir espaço para negociação. O caso foi encaminhado ao Cejusc de Sinop, onde foram realizadas três sessões de mediação por videoconferência, conduzidas pela mediadora judicial Doracy Candido de Souza.

O advogado David Mayer, que atuou na defesa da idosa de 92 anos e do espólio do esposo dela, destacou a condução técnica e humana do processo de mediação e agradeceu a atuação da mediadora.

“A atuação do Cejusc, por meio da mediadora judicial Doracy Candido de Souza, foi de altíssima qualidade, tanto sob o aspecto técnico, quanto humano. A postura de manter aberto o canal de diálogo, espaçar as sessões para reflexão, esclarecer de forma transparente os efeitos do acordo e respeitar a autonomia das partes foi fundamental para que se alcançasse uma solução consensual em um litígio antigo, complexo e emocionalmente desgastante. Sem essa intervenção qualificada, era muito provável que o conflito prosseguisse por muitos anos”, afirmou.

O advogado pontua ainda que o trabalho desenvolvido permitiu a construção de um acordo amplo, encerrando não apenas o processo originário, mas também ações conexas. As partes renunciaram a créditos recíprocos, estabeleceram que não haveria valores a pagar ou receber futuramente e pactuaram o levantamento de valores já bloqueados, garantindo maior segurança e dignidade à idosa envolvida.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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