POLÍTICA EM MATO GROSSO
Da montagem das chapas ao embate eleitoral: o que já está em jogo nestas eleições de 2026
Palmiro Pimenta/Da Redação
Fechada a janela partidária, após improvisos e muita engenharia política, os políticos já estão começando a se acomodar em suas novas legendas, e reorganizando as filiações para estas eleições de 2026. É nesse contexto que a Federação criada com a junção entre União Brasil e Partido Progressista começa a se movimentar em Mato Grosso, estruturando as chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal.
Em recente entrevista à imprensa, o deputado Julio Campos destacou o desafio de montar chapas fortes nas proporcionais, enquanto aguardam algumas definições internas para saber se a Federação União Progressista investirá neste pleito em candidatura própria ou se segue, à exemplo, de Mauro Mendes, presidente do União Brasil e pré-candidato ao Senado da República, dando apoio ao governador Otaviano Pivetta(Republicanos).
Para o parlamentar estadual, neste primeiro momento a prioridade foi construir chapas fortes nas proporcionais e com com metas claras: eleger quatro deputados estaduais e alcançar de duas a três cadeiras das oito que compõem a bancada de Mato Grosso na Câmara Federal. Números que, se confirmados, podem posicionar o bloco como força decisiva no estado.
“Dos nove nomes que compõem a chapa do União Progressista para a Câmara dos Deputados estão políticos que já foram, inclusive, testados nas urnas e com grande chances de vitória nas eleições de outubro deste ano, como Fábio Garcia que busca a reeleição, e Gisela Simona, que vem sendo igualmente sondada para ser vice de Otaviano Pivetta (Republicanos), na diputa pelo comando do Palácio Paiaguás. E como mulher, negra e cuiabana, isto, claro, daria à composição um certo charme. Gisela, inclusive, chegou a ser convidada a compor a chapa de Eduardo Botelho, quando o deputado disputou as eleições municipais de 2024”, asseverou o parlamentar.
Ao também apontar uma aposta calculada dos dois partidos em nomes com recall eleitoral e capilaridade regional como Nilson Leitão (presidente do PP) . Além de lideranças regionais como e Victório Galli, Magali, Edinei, Eduardo Sanches, Ronair Nunes. Podendo inserir nesta lista a ex-primeira-dama Virginia Mendes caso decida entrar na corrida eleitoral e o e Coronel Roveri. Um mosaico que tenta equilibrar voto de opinião e voto territorial.
Esta mesma lista foi detalhada por Gisela Simona, presidente do diretório do União, em Cuiabá, durante entrevista nesta última semana, no podcast Provoca Ação. Ao confirmar 21 pré-candidatos na disputa à Assembleia Legislativa e nove à Câmara Federal, reforçando o otimismo interno com a possibilidade de atingir as metas traçadas pela Federação.
Mas foi ao tratar da própria atuação, ao sair do campo da matemática eleitoral, que Gisela trouxe um contraponto crítico ao novo ambiente político atual.
Ao reafirmar sua intenção de disputar a reeleição, Gisela chamou atenção para a mudança no perfil das campanhas.
Ao longo de sua fala, a parlamentar estabeleceu um contraste direto entre duas estratagemas que tendem a se enfrentar em 2026. De um lado, a política construída no contato direto, na articulação com lideranças locais e na escuta ativa das demandas regionais. De outro, uma dinâmica cada vez mais orientada pelas redes sociais, onde visibilidade nem sempre se traduz em ‘sola de sapato’, nem tampouco, em compromisso político, ao se referir ao fenômeno que vem sendo cada vez mais conhecido como uma ‘política tiktoker’.
Assim, Gisela não apenas criticou a superficialidade de candidaturas que se pautam em grande parte nas redes socais, mas apontou igualmente um risco concreto: o distanciamento entre representação política e realidade social.
Para Gisela, candidatos que não constroem vínculos presenciais, tendem a chegar ao processo legislativo com pouca capacidade de formular políticas públicas conectadas às demandas reais.
A crítica, no entanto, não ignora a força do ambiente digital, pelo contrário, revela uma disputa em curso: quem conseguirá equilibrar presença nas redes com enraizamento político no território.
É nesse cenário, que a eleição de 2026 em Mato Grosso começa a se desenhar. Em uma disputa por cadeiras dentro de um embate entre formas distintas de legitimação política. Tendo de um lado, a trajetória, o histórico e a construção gradual de base. E de outro, a estratégia da ascensão, mediada por algoritmos. Revelando que a consistência política será mediada por um eleitor cada vez mais exposto à informação e à performance digital.
MATO GROSSO
Inscrições para o programa Jovem Senador 2026 encerram nesta sexta (17)
As inscrições para o programa Jovem Senador 2026, do Senado Federal, encerram nesta sexta-feira (17.4). Os estudantes da Rede Estadual de Mato Grosso, interessados em participar, podem se inscrever na coordenação de sua unidade escolar, que indicará qual professor da escola será o orientador.
O programa, que tem o objetivo de incentivar a reflexão dos estudantes sobre política, democracia e cidadania, busca promover o conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento do Poder Legislativo brasileiro.
No total, serão escolhidos 27 estudantes vencedores, sendo um representante de cada estado e do Distrito Federal, além de professores orientadores.
Eles serão selecionados por meio de um concurso de redação com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”.
Os selecionados também participarão da Semana de Vivência Legislativa, no período de 17 a 21 de agosto, em Brasília.
Seleção
A prova de redação é aplicada na própria escola do candidato. O material necessário para a participação no concurso, incluindo a ficha de inscrição e a folha de redação, está disponível no site do Senado.
A Secretaria de Educação ou as Diretorias Regionais de Educação (DREs) deverão receber as redações até o dia 30 de abril. Cada secretaria deve formar uma comissão julgadora para selecionar as três melhores.
Por fim, as redações da etapa estadual ou distrital, acompanhadas da ficha de inscrição dos finalistas, deverão ser enviadas ao Senado Federal pelas secretarias de Educação até o dia 29 de maio de 2026. O Senado elegerá o vencedor de cada unidade federativa entre os três textos.
Cronograma
Etapa Escolar
Elaboração das redações pelos estudantes – 2/2 a 17/4/2026
Avaliação das redações pelas escolas e entrega para a secretaria de Educação – 18 a 30/4/2026
Seleção etapa estadual/distrital
Prazo final – 29/5/2026
Etapa Senado
Prazo final – 12/6/2026
Anúncio dos vencedores
Prazo final – 26/6/2026
Semana de Vivência Legislativa – 17 a 21/8/2026
Fonte: Governo MT – MT
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