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Desembargador Mário Kono media painel sobre autocomposição e sistema multiportas no 19º Fonamec

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O desembargador Mário Kono representou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) no 19.º Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (Fonamec), realizado em Curitiba (PR), ao atuar como moderador do Painel 4 – “Solução adequada de conflitos: autocomposição, sistema multiportas e efetividade”. O encontro reuniu especialistas de todo o país para debater estratégias de fortalecimento das soluções consensuais no Judiciário.

Durante o painel, foram discutidos os avanços e desafios na implementação do sistema multiportas, modelo que amplia as formas de resolução de conflitos para além da sentença judicial, priorizando mecanismos como mediação e conciliação. A proposta é garantir mais celeridade, eficiência e protagonismo das partes envolvidas.

Atuação no debate

Na condução dos trabalhos, o desembargador Mário Kono promoveu o diálogo entre os participantes do Painel 4, incentivando reflexões sobre a efetividade das práticas autocompositivas e o papel das instituições na consolidação de uma cultura de pacificação social.

“O principal ponto levantado no painel foi a necessidade de implementar reformas que garantam mais efetividade e o aprimoramento das técnicas autocompositivas. Esse tema mobilizou diversas comissões ao longo do evento, reforçando a importância de evolução contínua dessas práticas. Também foram discutidas, tanto nas oficinas quanto na plenária, propostas voltadas à modernização, ampliação e especialização do atendimento nos métodos consensuais, além da melhoria da prestação dos serviços pelos Cejuscs em todo o Brasil”, destacou o desembargador.

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Participação do TJMT

Além do desembargador, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso também esteve representado por outros magistrados e servidores que atuam diretamente na política de tratamento adequado de conflitos. Participaram do evento a juíza coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Cristiane Padim, o juiz Eduardo Calmon, a juíza Adriana Conigam, o gestor-geral do Nupemec, Sebastião José de Queiroz Júnior, e a servidora Keila Cunha.

O Fonamec é considerado um dos principais espaços de diálogo sobre mediação e conciliação no país, reunindo representantes do Judiciário, advocacia, Ministério Público, Defensoria Pública e comunidade acadêmica para o intercâmbio de experiências e aprimoramento das políticas públicas voltadas à resolução de conflitos.

*Fotos: TJPR

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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