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TJMT dá posse ao primeiro juiz que ingressa por meio de permuta bilateral

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Foto horizontal que mostra, da esquerda para a direita, o juiz Eduardo Henrique Minosso, o presidente e a vice-presidente do TJMT, respectivamente, desembargadores José Zuquim e Nilza Maria Pôssas. Eles posam para foto mostrando termo de posse e carteira funcional do juiz.Tomou posse como juiz de Direito do Poder Judiciário de Mato Grosso nesta terça-feira (04) Eduardo Henrique Minosso, sendo o primeiro magistrado a ingressar na instituição pela via da permuta bilateral. A posse ocorreu na sala de reuniões da Presidência do Tribunal de Justiça, com a presença do presidente e da vice-presidente do TJMT, magistrados, servidores e familiares do empossado.

Presidente do TJMT, o desembargador José Zuquim Nogueira assinou o termo de posse do juiz Eduardo Henrique Minosso e deu as boas-vindas ao novo colega, destacando que o ato representa não só inovação no Judiciário, mas entra para a história por ser a primeira permuta bilateral do Poder Judiciário de Mato Grosso, em cumprimento à Resolução nº 603/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Resolução nº 12/2025 do Órgão Especial do TJMT.

“Essa permuta bilateral representa a efetividade dessas resoluções porque permite a aproximação dos magistrados aos seus familiares de origem. Então, nós o recebemos de braços abertos e desejamos pleno sucesso, sabedores de que ele terá muito êxito à beira do Rio Arinos. Esperamos que ele venha pra somar aos nossos propósitos, atender a contento a jurisdição em benefício da sociedade, que clama por seus direitos. E nós temos a obrigação de garanti-los”, asseverou Zuquim.

A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho entregou a nova carteira funcional nas mãos do empossado, desejando-lhe êxito na nova jornada profissional e familiar. “Isso é muito importante porque traz o magistrado para o seio da família. Representa também um avanço para que ocorram outras permutas. Eu desejo a ele que seja muito feliz, que tenha sucesso na comarca que ele vai assumir e que Deus o abençoe”, declarou a magistrada.

Foto horizontal que mostra o juiz Eduardo Henrique Minosso do busto pra cima. Ele é um homem branco, de cabelo e barba castanhos escuro, usando óculos de grau e toga. Atrás dele há um quadro de pintura na parede.Para o juiz Eduardo Henrique Minosso, as expectativas da nova jurisdição são as melhores possíveis. “É uma felicidade integrar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que é um tribunal reconhecido nacionalmente como exemplo de eficiência e produtividade”, disse, pontuando também a felicidade em retornar para seu estado natal (do qual somente se ausentou nos dois anos e quatro meses em que exerceu a magistratura em Pernambuco) e para perto da família.

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“Essa permuta me permite ficar mais próximo da minha família, reviver essa convivência, o que não acontecia tanto em Pernambuco por conta da logística, só acontecia nas férias. Então, nesses dois anos, apesar de eu ter sido muito feliz como juiz lá, tinha esse aspecto do pouco convívio com minha família”, conta Minosso.

Em relação à recente implementação da permuta bilateral como forma de movimentação na carreira, o magistrado avalia como um aprimoramento da Justiça. “É claro que a distância da família não é impeditivo para que o juiz exerça de forma responsável, produtiva e adequada a atividade jurisdicional, mas acredito que o juiz mais próximo da família representa um acréscimo. Permitir que o juiz fique mais próximo da família garante que ele tenha mais segurança para decidir e não enfrente nenhum tipo de imprevisibilidade no contato com a família”, comenta.

Participaram da solenidade de posse, a juíza auxiliar da Presidência e secretária-geral do TJMT, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão; a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques Neves; a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli; e o juiz titular da 4ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, Ricardo Alexandre Riccielli Sobrinho.

Foto horizontal que mostra a capa de um termo de posse e compromisso ao lado de uma carteira funcional de juiz de Direito dispostos sobre uma mesa. A carteira funcional é de couro vermelha, com o brasão do Poder Judiciário.Trajetória – O juiz Eduardo Henrique Minosso cursou Direito na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Cáceres. Em 2014, fez seu primeiro estágio na 3ª Vara Cível daquela Comarca. Ele lembra que o titular da unidade era o juiz Ricardo Alexandre Riccielli Sobrinho, atualmente titular da 4ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá. “Ali foi meu primeiro contato com a magistratura. Ele me deu exemplo não só do aspecto profissional, do aspecto jurídico, mas de como se comportar. É um exemplo de humildade, de discrição e, com certeza, me inspirou a depois prestar concurso da magistratura e me tornar magistrado”, relata Minosso.

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Após formado, ele trabalhou como assessor jurídico no Ministério Público Federal (MPF), em Cáceres, por sete anos. Em 2023, tomou posse como juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco, onde atuou por dois anos e quatro meses. Até obter permuta para o TJMT, exercia suas funções na Comarca de São José do Belmonte (PE). Agora passará a atuar na 1ª Vara da Comarca de São José do Rio Claro. Eduardo Henrique Minosso trocou de lotação com a juíza Raisa Tavares Pessoa Nicolau Ribeiro.

O motivo da permuta foi o desejo de ambos em ficarem próximos de suas famílias. Para isso, eles passaram pelo rigoroso processo de análise dos tribunais de origem, atendendo a critérios como serem vitaliciados, inexistência de impedimentos disciplinares ou administrativos, cumprimento das metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça e equivalência entre as unidades judiciárias envolvidas.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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