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TJMT apresenta boas práticas do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa a conselheiro do CNJ

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) recebeu a visita institucional do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desembargador Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, juntamente com o juiz auxiliar do CNJ, Marcelo Salmaso. Os magistrados assistiram às apresentações de boas práticas do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), que foram realizadas na Sala de Reunião da Presidência do TJMT.
 
Uma das boas práticas apresentadas foi o programa “Eu e Você na Construção da Paz” dos municípios de Campo Verde e Campo Novo do Parecis. O programa, que se tornou referência para outros estados do Brasil, visa a prevenção da violência no ambiente escolar e está ancorado em quatro dimensões: institucional, pedagógica, relacional e social.
 
As apresentações foram realizadas pela juíza Coordenadora do Cejusc e Instrutora de Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz de Campo Verde, Maria Lúcia Prati e pela assistente Social e Instrutora de Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz, Thaís Cunha, Campo Novo do Parecis.
 
Para o conselheiro do CNJ, desembargador Alexandre Teixeira, a avaliação do programa é positiva, e ressaltou a importância do trabalho em conjunto nesta ação.
“A Justiça Restaurativa em Mato Grosso é uma realidade que já está se consolidando de uma maneira bastante significativa, já é uma realidade profunda, concreta. Essa é a prova de que, quando vários atores sociais conseguem dialogar e trabalhar com o mesmo objetivo que é a paz, a gente consegue melhorar bastante o ambiente e melhorar o mundo a partir das pessoas que convivem nesse ambiente”, destacou o conselheiro.
 
O juiz auxiliar do CNJ, Marcelo Salmaso, complementou a análise mencionando “que foi possível perceber nas ações de Campo Verde e de Campo Novo a Justiça Restaurativa implementada em sua máxima potência, e propõe como um instrumento de transformação da convivência social, iniciado com foco na transformação da convivência dentro do ambiente Escolar que promove o pertencimento nos alunos, professores, gestores para se sentirem parte da instituição”.
 
Também foram apresentados os programas ‘Servidores da Paz’, com a assessora de Relações Institucionais do NugJur, Katiane Boschetti da Silveira, e o ‘Sistema de Gestão de Facilitadores’ do TJMT, com o gestor geral do NugJur, Rauny Viana.
 
Representando o Poder Judiciário de Mato Grosso, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça e coordenador do NugJur, Túlio Duailibi, ressaltou a importância de receber os integrantes do CNJ e apresentar os bons exemplos do TJMT.
 
“É um marco muito importante para o Poder Judiciário de Mato Grosso receber o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça para conhecer um pouco daquilo que praticamos em termos de política pública na área voltada para a Justiça Restaurativa. E esses programas que temos desenvolvido em parceria com os municípios e com a rede da educação têm um potencial muito grande de mostrar que é possível fazer algo diferente para auxiliar no processo de transformação, com um ambiente mais harmonioso e mais tranquilo, especialmente nas escolas.”
 
Luana Daubian
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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