CONTAS PÚBLICAS

Pivetta defende modelo de gestão de Mato Grosso como referência para o Brasil

Governador reeleito cita responsabilidade fiscal, redução da máquina pública e eficiência como pilares para diminuir o peso do Estado sobre trabalhadores

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O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu que o modelo de gestão adotado no Estado desde 2019 possa servir de referência para a administração federal. Em entrevista à CNN Brasil, nesta terça-feira (6), ele destacou medidas relacionadas à responsabilidade fiscal, redução dos custos da estrutura pública e busca por eficiência.

Segundo Pivetta, o equilíbrio das contas públicas e a redução da estrutura administrativa seriam caminhos para diminuir o peso do Estado sobre o trabalhador e criar condições para o desenvolvimento econômico. Ele também defendeu que o Governo Federal mantenha controle sobre os gastos e avance em reformas.

“Precisamos de um Governo Federal que tenha responsabilidade fiscal, que não gaste de forma irresponsável e que tenha coragem para fazer as reformas de que o país precisa”, afirmou.

Entre as medidas que Pivetta apresentou como parte do modelo adotado em Mato Grosso estão o fortalecimento das regras de responsabilidade fiscal, a revisão dos incentivos fiscais, a reedição do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) e a reforma administrativa. 

Na avaliação do governador, a redução da máquina pública deve estar acompanhada da manutenção da capacidade do Estado de oferecer serviços e realizar investimentos. Ele afirmou que a administração pública precisa estar direcionada à entrega de resultados à população.

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“É preciso diminuir o tamanho da máquina pública, fazer o Estado custar e pesar menos sobre o trabalhador. Em Mato Grosso, nós fazemos isso com responsabilidade e foco em resultados”, declarou.

Pivetta também defendeu que a estrutura estatal seja voltada para a prestação de serviços públicos e para a execução de obras consideradas necessárias ao desenvolvimento. Para ele, a atuação do poder público não deve criar obstáculos ao crescimento econômico.

“A máquina pública tem que servir para prestar os serviços e fazer as obras necessárias para o país prosperar, e não para ficar segurando, travando o desenvolvimento. O Estado precisa estar a serviço da população e do desenvolvimento”, afirmou. 

A declaração ocorre dois dias após Pivetta ser reeleito governador de Mato Grosso no primeiro turno das eleições de 2026. Segundo dados do TSE, ele recebeu 60,77% dos votos válidos. 

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Mauro e Pivetta tiveram campanhas com menor custo por voto entre os principais candidatos

Dados declarados à Justiça Eleitoral mostram que Mauro gastou R$ 2,53 por voto na disputa ao Senado, enquanto Pivetta registrou R$ 5,50 na corrida pelo Governo de Mato Grosso

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Os resultados das eleições em Mato Grosso revelam diferenças significativas no custo por voto entre os candidatos que disputaram o Governo e o Senado. Entre os principais nomes das duas corridas, Mauro Mendes (União) e Otaviano Pivetta (Republicanos) apresentaram algumas das menores relações entre despesas declaradas e votos conquistados.

Reeleito governador, Pivetta recebeu 1.128.099 votos e declarou despesas de R$ 6,20 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 5,50 por voto. A campanha arrecadou R$ 7,53 milhões.

O cálculo considera o total de despesas declarado por cada candidatura dividido pela quantidade de votos obtidos. Na prática, a cada R$ 1 milhão desembolsado, a campanha de Pivetta conquistou aproximadamente 181,9 mil votos.

Entre os principais adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás, Wellington Fagundes (PL) declarou R$ 6,85 milhões em gastos e recebeu 430.442 votos, alcançando um custo aproximado de R$ 15,93 por voto.

Natasha Slhessarenko (PSD), por sua vez, teve despesas de R$ 4,67 milhões e obteve 281.548 votos, o equivalente a R$ 16,60 por voto.

Rafaell Milas (Missão) gastou R$ 48,4 mil e recebeu 10.300 votos, com relação de R$ 4,70 por voto. Sargento Laudicério (Agir) declarou R$ 65 mil em despesas para 3.210 votos, chegando a R$ 20,26 por voto.

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Maurício Coelho (Mobiliza) apresentou uma situação diferente: declarou apenas R$ 657,83 em gastos e recebeu 2.694 votos, resultando matematicamente em R$ 0,24 por voto. A campanha teve arrecadação declarada de R$ 3.550.

Mauro registra R$ 2,53 por voto na disputa ao Senado

Na corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado, Mauro Mendes declarou R$ 3 milhões em despesas e recebeu 1.187.352 votos. A relação foi de R$ 2,53 por voto.

José Medeiros (PL), também eleito, gastou R$ 4,26 milhões e conquistou 977.777 votos, com custo aproximado de R$ 4,36 por voto.

Janaina Riva (MDB) declarou R$ 1,75 milhão em despesas e recebeu 519.434 votos, chegando a R$ 3,38 por voto. Carlos Fávaro (PSD) gastou R$ 2,26 milhões e obteve 411.020 votos, com média de R$ 5,52. Já Pedro Taques (PSB) declarou R$ 2,28 milhões para 224.621 votos, o equivalente a R$ 10,18 por voto.

Antônio Galvan (Avante) registrou custo de R$ 5,83 por voto e Coronel Darwin (Democrata), R$ 5,78. Margareth Buzetti (PP) apresentou a maior relação entre os candidatos ao Senado citados no levantamento: foram R$ 2,98 milhões em despesas para 65.559 votos, ou R$ 45,52 por voto.

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Beny Godoy (Agir) declarou R$ 47,1 mil em gastos e recebeu 1.854 votos, resultando em R$ 25,44 por voto. Professor Nelson Ferreira (Agir) gastou R$ 1 mil e obteve 5.563 votos, o que representa R$ 0,18 por voto.

Os valores usados na comparação correspondem às despesas informadas nas prestações de contas eleitorais. Por isso, o chamado “custo por voto” funciona como uma relação matemática entre gastos e desempenho nas urnas e não significa que esse valor tenha sido desembolsado diretamente pelo candidato para cada eleitor.

Parte relevante do financiamento das campanhas brasileiras também é formada por recursos públicos. Em 2026, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, alcançou R$ 4,96 bilhões, distribuídos nacionalmente aos partidos conforme os critérios e regras previstos na legislação eleitoral.

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