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Solo Seguro: Corregedoria entrega títulos de propriedade a 55 famílias em Itiquira

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Cinquenta e cinco famílias de Itiquira (a 357 km de Cuiabá) receberam os títulos definitivos de suas propriedades. A entrega aconteceu no Paço Municipal “Rosa Pereira Campos” e contemplou moradores do Núcleo Urbano ONG IV e dos Conjuntos Habitacionais Apoena e João de Barro.
 
A iniciativa integra a 2ª edição da Semana Nacional de Regularização Fundiária Solo Seguro – Amazônia Legal, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com as corregedorias-gerais dos estados da Amazônia. Em Mato Grosso, a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) conta com o apoio do Ministério Público, cartórios e do Instituto de Terras de Mato Grosso (INTERMAT).
 
O corregedor-geral da Justiça, Juvenal Pereira da Silva, destacou o impacto social do programa: “Nossa expectativa é entregar 8.400 títulos de propriedade nesta edição. A iniciativa reafirma nosso compromisso com a justiça social e a garantia dos direitos dos cidadãos mato-grossenses. A CGJ-TJMT, em colaboração com parceiros, mantém o compromisso de proporcionar segurança jurídica e dignidade por meio da regularização fundiária”, afirmou.
 
A juíza diretora do Fórum de Itiquira, Fernanda Mayumi Kobayashi, uniu esforços com os parceiros e representantes dos cartórios de 1º e 2º Ofícios do município para o registro dos documentos por meio do Programa de Regularização Fundiária Urbana (REURB) para que as entregas ocorressem na terça-feira (26).
 
O prefeito de Itiquira, Fabiano Dalla Valle, ressaltou a importância das parcerias para a realização do programa e reafirmou o compromisso com a regularização de imóveis no município. “Nossa meta é regularizar todos os imóveis pendentes. Hoje, entregamos títulos a 55 famílias, totalizando 197 beneficiadas ao longo deste processo. É uma ação que transforma a vida das pessoas, garantindo segurança jurídica e qualidade de vida”, declarou.
 
Semana Nacional Solo Seguro – Amazônia Legal – Promovida pela Corregedoria Nacional de Justiça e abrange estados da Amazônia Legal, incluindo Mato Grosso. O objetivo é fomentar ações de regularização fundiária urbana e rural, garantindo direitos sociais, jurídicos e ambientais para milhares de famílias.
 
Além das entregas de títulos, a Corregedoria de Mato Grosso promoveu, no dia 28 de novembro, o Seminário Solo Seguro – Amazônia Legal, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá. O evento contou com painéis sobre governança de terras, regularização fundiária e o papel do Poder Judiciário como impulsionador de soluções humanizadas e sustentáveis, com transmissão ao vivo pelo canal do TJMT no YouTube.
 
#ParaTodosVerem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto: Beneficiários do Solo Seguro estão reunidos em um auditório. Todos estão de pé, e alguns estão segurando o título de propriedade dos seus imóveis. Ao fundo, é possível identificar as bandeiras do município, do Brasil e do estado, do lado esquerdo da imagem.
 
 
Alcione dos Anjos (com informações da Prefeitura de Itiquira)
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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