TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário mato-grossense inspira escola com ações baseadas em princípios da sustentabilidade

Repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar. Os 5R’s da Sustentabilidade formam um estilo de vida ecológico, mais responsável ambientalmente e que minimiza o impacto dos resíduos produzidos pelos seres humanos em nosso planeta.
 
E é justamente esse modelo de pensar e se relacionar com o meio ambiente que faz parte da rotina da Escola Estadual Professora Edith Pererira Barbosa, vencedora da 2ª Gincana de Resíduos Recicláveis ‘Amigos do Meio Ambiente’, promovida pelo Judiciário de Mato Grosso.
 
Os mais de 800 alunos da escola campeã da ação idealizada pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Rondonópolis recolheram cerca de duas toneladas e meia de materiais recicláveis nos arredores da região da escola. A iniciativa fez parte das ações realizadas em comemoração à Semana Nacional do Meio Ambiente no município.
 
A promoção da sustentabilidade é uma política institucional do Poder Judiciário de Mato Grosso e atende à Resolução Nº 400 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva práticas que contribuam para o desenvolvimento ambiental, social, cultural e econômico, melhorando o meio ambiente e a qualidade de vida do quadro do Poder Judiciário, da comunidade local e da sociedade como um todo.
 
Além da arrecadação, separação e higienização dos resíduos durante todo o ano, enviados para a Cooperativa Nova Esperança, que reúne trabalhadores da reciclagem no município, a instituição promove ações sustentáveis (e de cunho social) para diminuir o impacto ambiental e trazer mais dignidade à população, como a não utilização de copos e materiais descartáveis pelos alunos e profissionais da educação e o ‘Reutilizar Solidário’, um bazar para doação, troca e reutilização de roupas usadas pelos estudantes, professores e moradores da comunidade.
 
A diretora da Escola, Patrícia Karina Barbosa Ereio, ressalta que os trabalhos já são feitos há dois anos e que os projetos sustentáveis da instituição de ensino também são abertos à comunidade. “Tudo se estende não apenas aos alunos, mas para os pais e moradores dos bairros vizinhos. A escola é de fato um lugar aberto a todos. Então, realmente a gente tem uma política voltada à questão ambiental, para poder melhorar a qualidade de vida dessa comunidade.”
 
Outros Projetos Sociais
 
A Escola fica localizada em um bairro periférico do município de Rondonópolis, com alunos e moradores em situação de vulnerabilidade social. Para amenizar um dos aspectos decorrentes dessa situação, o Grêmio Estudantil da unidade de ensino idealizou o projeto ‘Meninas Solidárias’, que disponibiliza absorventes e outros produtos de higiene para meninas e mulheres em situação de emergência.
 
De acordo com Patrícia Karina Barbosa Ereio, a oferta de absorventes inclusive aumentou a frequência das alunas na escola. “É uma prática que demonstra a importância do olhar social e que foi encabeçada pelo próprio Grêmio Estudantil da Escola. Esses materiais de higiene são doados voluntariamente por alunas, funcionários, professores e pessoas da comunidade.”
 
Para a diretora, deixar a escola de portas abertas à comunidade gera o sentimento de pertencimento a todos, estudantes e moradores, e também é um dos principais reflexos que incentivam e mobilizam os alunos a se dedicarem às atividades, como a da gincana realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. “O portão da escola fica aberto, não só para professores e funcionários. Se tiver algum morador da comunidade que necessite, ele pode adentrar o portão da escola, escolher o que precisa nos projetos (não há registro ou controle dos itens) e retirar o que quiser. E isso vem dando muito certo.”
 
O adolescente Nilmar Dias Carvalho tem 13 anos e é estudante do sétimo ano da Escola Estadual Professora Edith Pererira Barbosa, ele foi um dos alunos mais ativos e participantes da 2ª Gincana ‘Amigos do Meio Ambiente’. O jovem esteve presente em todas as ações de coleta e separação dos materiais e chegou a subir no caminhão da cooperativa de reciclagem para ajudar a amarrar os resíduos recolhidos. “Desde que a diretora falou do projeto eu corri atrás, separei e coletei tudo que encontrava na rua para levar pra escola. A gente trabalhava em dupla, em equipe, um ajudava ao outro. Meu pai foi meu maior incentivador. Para nós, é uma gentileza ganhar.”
 
O aluno possui uma trajetória de vida de superação, foi criado pela avó que faleceu recentemente e ainda possui deficiência intelectual. Ainda assim, Nilmar fez questão de deixar um incentivo para as escolas que irão participar da próxima gincana. “A ação é muito importante para nós, porque traz um mundo melhor pra gente. Então, para quem não ganhou este ano, é só continuar tentando que talvez no próximo ano ganhe.”
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto1: Fotografia colorida do pátio da escola estadual com área reservada para descarte correto de materiais recicláveis. Estrutura de metal com duas com duas bolsas de descarte. Foto 2: Fotografia colorida da entrada da escola, com espaço destinado ao projeto Reutilizar Solitário. Na foto temos três mesas lotadas de roupas e calçados para doação e reutilização consciente. Foto 3: Foto colorida de bebedouro e espaço para armazenamento de canecas e copos, para não utilização de materiais recicláveis. Foto 4: Foto colorida de alunos em fila descartando materiais. Em primeiro plano temos um estudante com o uniforme da escola colocando uma caixa de papelão dentro da bolsa de descarte de materiais recicláveis.
 
 
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJMT mantém condenação por poluição sonora em Rondonópolis

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Tribunal mantém condenação por som acima do permitido em área residencial.

  • Penalidade segue válida após decisão colegiada; entenda os efeitos no texto.

A Justiça de Mato Grosso reforçou que exagerar no volume do som pode ir além de um incômodo: pode virar crime. A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça manteve a condenação de um morador de Rondonópolis por poluição sonora, após constatar níveis de ruído muito acima do permitido.

De acordo com o processo, a medição realizada pela Polícia Militar Ambiental registrou 95,2 decibéis em área residencial, quase o dobro do limite recomendado. Após o desligamento do som automotivo, o nível caiu para 41,3 decibéis, o que confirmou a origem do barulho.

Crime sem precisar de dano comprovado

Ao analisar o recurso da defesa, que pedia a absolvição por falta de provas, o relator, desembargador Wesley Sanchez Lacerda destacou que o crime de poluição sonora é de natureza formal. Isso significa que não é necessário comprovar prejuízo concreto à saúde, basta que o volume tenha potencial de causar danos.

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O colegiado também considerou válidos o relatório técnico e os depoimentos prestados em juízo, inclusive por agentes públicos, que confirmaram a regularidade da medição e o excesso de ruído.

Provas suficientes e condenação mantida

A defesa alegava que a condenação se baseava apenas em provas da fase inicial da investigação, mas o Tribunal entendeu que os elementos foram confirmados durante o processo. Para os magistrados, o conjunto de provas foi suficiente para sustentar a responsabilidade do réu.

Com a decisão unânime, foi mantida a pena de 1 ano de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por medida restritiva de direitos, além do pagamento de multa.

Processo nº 0002274-47.2020.8.11.0003

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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