TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Servidores elogiam Corregedoria Participativa em Lucas do Rio Verde

Nessa terça-feira (18 de abril), segundo dia de atividades do Programa Corregedoria Participativa em Lucas do Rio Verde, o corregedor-geral da Justiça, Juvenal Pereira da Silva, iniciou a programação com um bate-papo com os servidores no auditório do Fórum da Comarca. De maneira bem informal escutou as demandas dos servidores para melhoria da prestação jurisdicional em Lucas. O bate-papo agradou servidores mais experientes e os novatos.
 
A gestora judiciária da 1ª Vara Cível, Belques Grisa, atua desde 1998 na Comarca e avaliou que o programa Corregedoria Participativa veio para o bem comum. “Já acompanhei várias vindas da corregedoria e sei que sempre causa uma expectativa nos servidores. Mas eu vejo que a correição vem para o bem. Esta visita trouxe muitas informações para facilitar o nosso trabalho e atender de forma mais eficiente o nosso jurisdicionado. Acho que poderia acontecer esses encontros mais vezes até”, disse.
 
A analista judiciária da 1ª Vara Criminal, Ananda Trentin, tomou posse em 2022 e avaliou a visita da Corregedoria ao Fórum como algo positivo. “Desde a primeira na abertura do programa, o corregedor deixou todo mundo confortável. Fiquei confiante para esperar uma ajuda realmente e não vi com um caráter punitivo. Tem cobrança por desempenho, mas acho que é normal pois a gente só tende a melhorar, cumprir metas e aprender a usar os sistemas a nosso favor, para que cada um faça o melhorar trabalho possível e tenhamos o reconhecimento do selo Diamante, que é o que a corregedoria busca”, destacou.
 
“Por determinação do Conselho Nacional de Justiça, a Corregedoria tem que fazer correções presenciais. Em razão do período pandemia foram feitas de forma virtual e agora retomamos as correições. Estamos presentes com os servidores e magistrados, sentimos a necessidade de cada comarca e instituímos uma corregedoria participativa, na qual ouvimos não só servidor e magistrado, mas também autoridades do Executivo, Legislativo e as instituições de classe, colhendo sugestões para melhorar na prestação da tutela jurisdicional. Afinal, solucionando o litigio, a sociedade vai viver de forma harmônica”, declarou o corregedor-geral.
 
Após o bate-papo no Fórum, o corregedor e a juíza auxiliar da CGJ, Christiane da Costa Marques Neves, visitaram o Núcleo da Defensoria Pública de Lucas do Rio Verde. Foram recebidos pelos defensores Guilherme Rigon (coordenador do núcleo) e Diogo Horita (decano). “Agradecemos a visita é uma grande honra para nós que atendemos o público mais vulnerável, os hipossuficientes sabemos o quanto a parceria de todas as instituições do sistema de justiça é importante para o melhor serviço”, afirma o defensor coordenador.
 
Em seguida, os magistrados visitaram a sede das Promotorias de Justiça do município, foram recepcionados pelo coordenador da unidade, o promotor Saulo Pires de Andrade Martins que apresentou as instalações do novo prédio, inaugurado em 2022.
 
Na parte da tarde, a agenda de visitas continuou e parte da comitiva foi até o Núcleo de Atendimento à Criança, Adolescente, Idoso e Mulher de Lucas do Rio Verde, onde encontraram se com a delegada Ana Terra, que apresentou os projetos que estão em andamento na Comarca e mostrou a estrutura atual do núcleo.
 
Em todas as instituições visitadas o corregedor fazia questão de ouvir como funciona os serviços do sistema de justiça em Lucas e colher sugestões de melhorias. “A Corregedoria está de porta aberta para os representantes das organizações e vocês não devem se sentir acanhados em buscar ajuda”, declarou.
 
A comitiva também cumpriu agenda no 13º Batalhão da Polícia Militar e o Ten. Cel PM Paulo Jailson Secchi apresentou as instalações e falou sobre as demandas da corporação. Os magistrados finalizaram a programação conhecendo a Casa Lar “Jaime Seiti Fuji”, que conta com excelente estrutura para abrigar e acolher, em caráter provisório e emergencial, crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva de abrigo.
 
Paralelo as visitas, o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango, continuou com sua equipe no Fórum dando continuidade às correições programadas. “As correições visam melhorar a nossa atividade. A equipe faz uma análise da unidade, verifica processos que estão atrasados e faz um relatório com recomendações para serem cumpridas. Também colhemos boas práticas e replicamos para as demais unidades. Com isso quem ganha é o jurisdicionado, que terá seu processo respondido com menor tempo”, explica Emerson Cajango.
 
Na quarta-feira (19), a comitiva se reunirá com o Sindicato dos Oficiais de Justiça (Sindojus) no Fórum, e com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, no Paço Municipal para tratar de assuntos relacionados ao Judiciário na Comarca. A tarde, a comitiva se desloca até Nova Mutum onde cumprirá agenda com representantes dos Poderes nos dois dias seguintes.
 
Esta é a quarta atividade realizada pelo Programa em 2023, que teve início em fevereiro e já passou pelas comarcas do Vale do São Lourenço (Jaciara, Juscimeira, Dom Aquino e Poxoréu), Sorriso, Vera, Sinop e Cláudia.
 
O objetivo da Corregedoria Participativa é dialogar com todos os segmentos que integram ou utilizam o sistema Judiciário Estadual. A iniciativa busca aprimorar a prestação de serviços jurisdicionais e aproximar ainda mais a Justiça da sociedade.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida. O corregedor está em pé, no plenário do Fórum. Sentados nas poltronas estão servidores e servidoras durante bate-papo com o magistrado. Segunda imagem: Servidora Belques posa para foto. Ela está com os cabelos presos e usa uma blusa cinza sem mangas. Terceira imagem: Corregedor e juíza Christiane em visita à delegacia da mulher de Lucas do Rio Verde. Eles conversam com a delegada, que está entre eles, na foto. Quarta imagem: Juiz Emerson Cajango e dois magistrados de Lucas do Rio Verde durante as correições. Eles estão sentados à mesa. 
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Imprensa da CGJ-MT 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aposentado com doença grave mantém direito e TJ ajusta cálculo de juros em devolução

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Tribunal confirma direito à isenção parcial e restituição de descontos indevidos, com ajuste nos juros.

  • Forma de cálculo dos juros é corrigida e passa a seguir regras específicas dos tributos.

Um aposentado com doença incapacitante garantiu na Justiça o direito de pagar menos contribuição previdenciária e de receber de volta valores descontados indevidamente. Ao analisar novos recursos, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve esse entendimento, mas fez um ajuste importante: corrigiu a forma de aplicação dos juros sobre os valores a serem devolvidos.

O caso foi julgado pela Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, sob relatoria do desembargador Rodrigo Roberto Curvo. Por unanimidade, o colegiado acolheu parcialmente os embargos apresentados pelo Estado e pelo órgão previdenciário, apenas para esclarecer pontos da decisão anterior.

Regra especial mantida

Um dos questionamentos era sobre qual regra deveria ser aplicada a um período específico entre 2020 e 2021. O Tribunal afastou a alegação de omissão e deixou claro que aposentados com doença incapacitante seguem uma regra diferenciada, mais benéfica, mesmo diante de mudanças na legislação geral.

Com isso, foi mantido o entendimento de que o contribuinte não poderia ser submetido a uma cobrança mais onerosa nesse intervalo, preservando o direito já reconhecido anteriormente.

Correção nos juros

A mudança ocorreu na forma de calcular os juros sobre os valores que deverão ser devolvidos. O Tribunal reconheceu que a contribuição previdenciária tem natureza tributária e, por isso deve seguir regras próprias.

Na prática, ficou definido que, em alguns casos, será aplicada a taxa Selic desde o pagamento indevido. Em outros, os juros passam a contar apenas após o fim definitivo do processo. A correção monetária, por sua vez, continua sendo aplicada desde cada desconto indevido.

A decisão mantém o direito do aposentado à restituição dos valores pagos a mais, com parâmetros mais claros para a fase de cálculo, garantindo maior segurança jurídica na execução da decisão.

Processo nº 1035380-92.2022.8.11.0041

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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