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Servidores buscam excelência no atendimento ao público

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“Às vezes usamos a desculpa de que é preciso um ambiente ideal para ser excelente, o que não é verdade, o que precisamos é fazer uma escolha pessoal: de ser o melhor, de fazer o melhor que a gente pode com o que nós temos”. A frase é do consultor e palestrante, Igor Henrique Rodrigues, que desde a última segunda-feira (2/05), ministra o curso “Práticas eficazes para atendimento de excelência” para 490 servidores do Primeiro Grau do Judiciário de Mato Grosso. As aulas marcam a retomada das capacitações presenciais na Escola dos Servidores, em Cuiabá.
  
Divididos em turmas de 35 alunos, o curso que terá duração de 16 horas, ocorrerá por setores até o mês de julho. Servidores que ocupam os cargos de oficial de justiça, distribuidor, analista e técnico, gestor-geral e gestor-judiciário, além dos servidores da Central de Processamento Eletrônico (CPE), participam da capacitação que tem o objetivo de preparar e equilibrar conhecimentos entre as áreas e servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.
 
 
Segundo o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça, Flávio de Paiva Pinto, a solicitação pelo curso foi da Corregedoria com base nos planejamentos da gestão e dos próprios pedidos dos(as) servidores(as) ao longo do Programa Corregedoria em Ação, que visita comarcas polo do Estado.
 
“Desde o inicio da gestão entendemos a importância do capital intelectual da organização e investimos no servidor, sempre com o foco na melhoraria da prestação do serviço. Ano passado já capacitamos 300 servidores de maneira virtual neste tema e agora com a queda dos casos e a retomada do trabalho presencial o corregedor José Zuquim sugeriu fazermos o encontro presencial justamente para humanizar mais o nosso trabalho. É com a troca de experiências e no convívio que a gente aprende e até por conta disso, optamos por separar as turmas por categorias para facilitar essa dinâmica. Mas, além disso, o objetivo maior é dizer ao servidor que prestamos um serviço de qualidade e de excelência. Não à toa escolhemos o curso práticas eficazes para atendimento de excelência, que traz um olhar mais humanizado, mas sem deixar de pensar na entrega ao cliente/usuário”, argumentou.
 
A diretora de Departamento de Planejamento e Estudos da Escola dos Servidores, Isabel Cristina de Carvalho Calorio, também celebrou a retomada dos cursos presenciais após quase dois anos de pandemia. “É um momento de felicidade para nós. E apesar do trabalho contínuo de capacitação durante a pandemia, é muito bom voltar a receber todos em nossa escola. A Corregedoria está de parabéns pela iniciativa, que irá capacitar servidores não só de Cuiabá, mas também das 79 comarcas”, destacou.
 
 
 
Busca pela excelência – O palestrante, Igor Rodrigues destacou ainda que um dos desafios não é falar das técnicas, mas sim o porquê que não se aplica aquilo que as pessoas já sabem. “Atender com excelência é enxergar possiblidades ao invés de limitações, é enxergar que sempre temos uma escolha e ser excelente é uma escolha pessoal. Enquanto eu não opto por isso eu não sou uma pessoa proativa e um ser humano completo, pois um ser humano completo é consciente do que ele faz e das consequências do que ele faz. Então precisamos colocar em prática aquilo que já sabemos”, pontuou.
 
Com muita interatividade a turma participou ativamente das dinâmicas propostas, o que ajudou na fixação do conteúdo e na mudança de comportamento. “O professor ele é só um condutor, o importante aqui é a troca de conhecimento e de experiências, independente do local onde você está alocado. E mais do isso a mudança nunca vai nascer do outro, ela começa por mim, é o meu dever, é a minha responsabilidade. Você está trabalhando no TJMT, independente de ser concursado ou não, por uma escolha sua, cabe a você fazer valer a pena. Deixe o vitimismo de lado e foque em dar o seu melhor. Quando eu paro de olhar para as condições externas e me entendo como ser humano, um ser superior, livre, que é dotado de conhecimento e possuo capacidade eu consigo fazer uma entrega diferente mesmo diante de um cenário limitando, desafiador, de um cliente mal humorado. Se eu quero, vou ser sempre meu melhor”, conclui Rodrigues.
 
Para o gestor do Núcleo de Atuação Estratégica (NAI), Eduardo José Graça da Costa, a capacitação mostrou que a excelência pode ser atingida independente das dificuldades. “A frase: a mudança começa em cada um de nós é muito impactante, pois mostra que é possível ser excelente independente das circunstancias. E iniciativas como essa, que aprimoram nosso conhecimento são sempre bem vindas”, destacou.
 
 
Mesmo pensamento da servidora da CPE, Katia Loredana. “É preciso buscar sempre superar as expectativas do usuário, e o Igor mostrou que mudando a maneira como agimos, focando na solução e não no problema é possível prestar um serviço de qualidade. Realmente muito estimulante”.
 
O assessor de gabinete do NAI, Gilberto Rodrigo Rodrigues dos Santos, também parabenizou a Corregedoria pela iniciativa. “Essa capacitação também destaca o ser humano, mostra que precisamos pensar no usuário, que está lá na ponta, que a gente precisa entregar um trabalho de qualidade para eles. E que é possível fazer o nosso melhor para eles”, finalizou.
 
Resoluções e aprendizados – O curso atende a Resolução nº192/CNJ/2014, que dispõe sobre a Política Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Servidores do Poder Judiciário e a Lei Complementar nº 301/2008, artigos 2º e 5º que estabelecem a necessidade de promoção continuada de ações de capacitações.
 
Dentre os aprendizados estão: apresentar-se aos clientes internos e externos; aumentar a segurança na transmissão de informação; sensibilizar quanto a informações relevantes a respeito de regras de etiqueta que devem ser observadas no convívio social e profissional; capacitar a equipe de atendimento para o desenvolvimento de habilidades essenciais, por meio de uma abordagem dinâmica sobre a importância do relacionamento com os clientes internos e externos, mesclando conceitos e práticas para possibilitar aos participantes o conhecimento e retorno corporativo, quando o canal de relacionamento for virtual e fortalecer a missão, a visão de futuro, os atributos de valores e princípios institucionais do TJMT e os impactos das atividades da equipe de atendimento nesse contexto.
 

Foto 1 – Imagem colorida do coordenador Flávio. Ele usa camisa vermelha e terno azul e terno preto, óculos e cracha.  Durante conversa com alunos.

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Foto2 – imagem retangular colorida com todos os participantes do curso em uma escadaria.

 
Larissa Klein  
Assessoria de imprensa CGJ
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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