TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Rondonópolis lança projeto para incentivar talentos e prevenir uso de drogas

Publicados

em

O projeto “Arte Jurídica”, lançado pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, titular do 2º Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Rondonópolis (212 Km a sul da Capital), tem como proposta promover em escolas públicas e particulares, principalmente em bairros considerados vulneráveis, oficinas para incentivar a descoberta de talentos artísticos de crianças e adolescentes
 
Na visão da magistrada, além de despertar possibilidades artísticas, o Arte Jurídica tem como ideia afastar crianças e adolescentes do contato e envolvimento com substâncias entorpecentes. O projeto também pretende realizar palestras para os estudantes com detalhamento das situações psicológicas, psiquiátricas e jurídicas provocadas pelas drogas.
 
Segundo a doutora, o Arte Jurídica, que vai ao encontro da Política Nacional de Drogas, integra Estado e sociedade por meio de atividades práticas para valorizar as habilidades das crianças e jovens para que possam ter poder de decisão e autonomia diante do universo cultural ao qual estão inseridos. “O projeto visa prevenir e combater o envolvimento do indivíduo com as drogas e com o crime, que delas decorrem, e trazê-lo, com verdadeiras perspectivas de futuro, ao maior sucesso profissional e pessoal”, frisou Tatyana Lopes.
 
A juíza apontou ainda que pretende levar a simulação de júris para o interior dos estabelecimentos de ensino para que a comunidade escolar, de forma geral, compreenda como funciona o instituto jurídico e a ligação entre efeito e causa que envolve a dependência química e outros delitos, a exemplo de casos considerados crimes dolosos contra a vida, cuja competência é do Tribunal do Júri.
 
A reitora da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), professora-doutora Analy Polizel, colocou a instituição de ensino superior à disposição do projeto, comprometendo-se a também envolver estudantes na execução do projeto conforme a área de cada curso.
 
O capitão Gilmarkes Rodrigues dos Santos, da Polícia Militar, ressaltou a importância de ações como essa para a prevenção de crimes em sentido amplo, já que o uso de substâncias entorpecentes é a causa de diversos outros crimes. O policial prometeu envolver no Arte Jurídica o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), desenvolvido no Estado pela Polícia Militar.
 
O lançamento do projeto, com a participação da Orquestra Musical Harmonia Celeste, conduzida pelo maestro Rogério Cardoso, também foi prestigiado pelo promotor de Justiça Fernando Bosso, pelo jurista Stalyn Paniago, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), diretores de escolas municipais e estaduais, membros da sociedade civil e voluntários do projeto.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens. Foto 1 – imagem colorida em formato horizontal: apresentação da orquestra Harmonia Celeste. Foto 2 – imagem colorida em formato vertical: doutora Tatyana Lopes.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Comarca de Pontes e Lacerda suspende expediente forense e prorroga prazos processuais
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

Publicados

em

O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

Leia Também:  Alunos de Várzea Grande recebem palestra sobre prevenção à violência contra a mulher

A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

Leia Também:  Judiciário de Mato Grosso disponibiliza calendário forense oficial 2023

A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA