TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Presidente e desembargadora do TJMT participam de Congresso de Direito Empresarial da OAB

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e a desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira participaram da palestra magna de abertura do III Congresso de Direito Empresarial da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), na noite dessa quarta-feira (18 de setembro), em Cuiabá. 
 
Em sua parte da palestra, a desembargadora presidente falou sobre o histórico dos métodos autocompositivos de solução de conflitos, que fazem parte da cultura pacificadora que ela defende há décadas. Clarice Claudino contou como foi o movimento de quebrar a resistência que muitos advogados tinham com a conciliação e a mediação e falou dos avanços atuais. 
 
“Em 2011, quando começamos a divulgar a Resolução 125, era muito pouca a receptividade da advocacia, era muito mais perplexidade do que aceitação e nós caminhamos juntos com vocês nessa conscientização. Hoje, eu parabenizo o crescimento da advocacia mato-grossense como um todo, nessa percepção do quanto os tempos precisam de uma renovação, os tempos clamam por uma consensualidade cada vez maior. O Direito Empresarial é um dos segmentos mais importantes para a política da consensualidade e se vocês estão buscando essa integração, de novas maneiras de fazer o Direito, é porque nossa advocacia está atenta, acompanhando e à frente de muitas bandeiras que temos visto pelo Brasil”, destacou.
 
A desembargadora mais recente empossada do TJMT, Anglizey de Oliveira, também palestrou na solenidade, falando sobre a importância da mediação na solução dos conflitos empresariais e também sobre o uso da tecnologia atualmente na solução dos litígios processuais.
  
“Já participei de várias edições desse evento, acho muito importante o conhecimento compartilhado nos diversos fóruns porque o Direito Empresarial é um direito em constante movimento e evolução. Nós precisamos estar sempre atualizados, então é muito importante essa troca do Judiciário com a advocacia, juristas e estudantes”, pontuou a desembargadora.
 
A anfitriã do evento, presidente da OAB-MT, Gisela Alves Cardoso, também ressaltou a importância da parceria entre o Poder Judiciário e a advocacia: “esse evento traz o Direito Empresarial nas suas diversas vertentes. Vamos falar de tributação, recuperação, reestruturação, governança, então vai ser um evento bastante enriquecedor para a advocacia. Contamos com a participação de magistrados, desembargadores, Tribunal de Justiça, sempre muito parceiro nos eventos jurídicos que a OAB realiza”.
 
 A programação do congresso segue nesta quinta-feira (19 de setembro), com a participação de outros magistrados do TJMT, como os desembargadores Hélio Nishiyama, Marcos Regenold e o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
O evento é realizado pela Comissão de Direito Empresarial da OAB-MT, Escola Superior da Advocacia (ESA), com apoio da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA/MT).
 
#Paratodosverem 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida da bancada com o dispositivo de autoridades. As pessoas estão sentadas, a presidente Clarice Claudino fala e ao fundo está escrito na tela III Congressos de Direito Empresarial OAB Mato Grosso. Imagem 2: foto horizontal colorida da presidente Clarice falando em um microfone. Ela é uma mulher branca, de cabelos curtos loiros, veste roupa preta e colar de pérolas. 
 
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro 
Coordenadoria de Comunicação do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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