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Servidores e servidoras de várias comarcas do interior de Mato Grosso participaram, na manhã desta quarta-feira (20 de abril), de mais uma edição do “Plantão Tira-Dúvidas”. Desta vez os assuntos foram as funcionalidades do ClickJud e Pesquisa de Antecedentes Criminais (SIAP). A iniciativa, que ocorre de forma virtual, permite maior abrangência de participação e é uma oportunidade para sanar dúvidas referentes ao tema proposto para cada encontro.
 

O Plantão Tira-Dúvidas é realizado pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância, vinculado á Corregedoria-Geral da Justiça em conjunto, nesta edição, com o Departamento de Suporte e Aplicações da Coordenadoria de Tecnologia e Informação e apoio da Coordenadoria de Planejamento.
 
Roberta Torres, gestora geral da Comarca de Peixoto de Azevedo (a 691 km ao norte da Capital), participou da sala virtual e avalia o Plantão Tira-Dúvidas de forma positiva, principalmente por ser realizado de forma on-line. “Achei muito interessante, vale muito a pena. Mandei e-mail para todos da comarca para participarem porque é muito importante receber essas informações.”
 
Para o gestor da Terceira Vara da Comarca de Nova Mutum (823 km a leste de Cuiabá), Joemir Boabaid de Brito essa é uma boa iniciativa. “Foi bem proveitosa e que informa muito sobre o assunto abordado. A gente aprende os macetes dos temas que estão sendo tratados e de forma virtual ajuda muito”, disse.
 
A diretora do Dapi, Renata Bueno diz que o Plantão Tira-Dúvidas tem o objetivo de aproximação da Primeira Instância e também Tribunal de Justiça para auxiliar nas dúvidas mais comuns que ocorrem no dia-a-dia, sobre qualquer assunto.
 
“A essência do Plantão é o compartilhamento de informações, com ajuda dos parceiros das áreas, como Coordenadoria Judiciário, Coplan, Coordenadoria de Tecnologia da Informação, Escola dos Servidores. Estamos unindo forças para tirar melhorar as rotinas de trabalhos. Sugestões para outros plantões são bem-vindas. Juntos levaremos conhecimento, trocando experiências. É esse o propósito”, comenta.
 
A gestora do Laboratório de Fluxo do Processo Judicial Eletrônico (PJe), Rosemeire Pincerato conta que após as primeira edições do Plantão Tira-Dúvidas houve muitas solicitações por parte do público interno para que a inovação ocorresse de forma frequente.
 
“É um bate-papo que tem ajudado muito a alinhar conhecimento da nossa rotina para facilitar o trabalho de todos. O plantão começou de forma despretensiosa com a ideia de tirar algumas dúvidas sobre o E-carta, depois fizemos com servidores das vars de Violência Doméstica. Recebemos muitos pedidos para que isso se tornasse uma rotina graças às proporções que o Plantão foi tomando. Estamos tentando manter isso para beneficio de todos”, afirma.
 
O plantão tira-dúvidas está sendo realizado semanalmente. Esse é a quarta edição. O primeiro Plantão foi sobre Integração entre E-Carta e PJe; depois ocorreu sobre Rotinas de Secretarias nos Feitos de Violência Doméstica e o último, realizado na semana passada, foi sobre desarquivamento de processos no sistema Apolo.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. 
Imagem 1: Print de tela do Plantão Tira-Dúvidas onde aparecem sete dos mais de 90 participantes na sala virtual.
 
Leia no link abaixo mais sobre o assunto:
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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