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Judiciário lamenta falecimento de magistrado do Trabalho Nicanor Fávero Filho

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O Poder Judiciário de Mato Grosso lamenta o falecimento do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, Nicanor Fávero Filho, na madrugada deste domingo (29 de maio). Ele estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
 
“É uma grande perda para a magistratura do trabalho. Nicanor é um dos grandes nomes da área e queremos expressar nosso pesar aos amigos e familiares. Que sejam confortados nesse momento”, declarou a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Helena Póvoas.
 
O desembargador iniciou na magistratura do trabalho em setembro de 1993 e tomou posse como Desembargador do Trabalho em dezembro de 2017. Ocupou o cargo de Presidente e Corregedor do TRT-23 no biênio 2020/2021. Atualmente, compunha a Segunda Turma de Julgamento do Tribunal.
 
Nicanor chegou a se afastar do cargo em março de 2021, quando iniciou um tratamento de saúde. Mas logo retornou às atividades participando das sessões telepresenciais de julgamento da 2ª Turma.
 
Natural de Ribeirão Preto (SP), graduou-se em Relações Internacionais e Direito pela Universidade de Brasília. Era especialista em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes e mestre em Direito e Relações Sociais pela PUC-SP.
 
O velório ocorre nesta segunda-feira (30), a partir das 9h, no saguão do prédio da Corte do TRT-23, em Cuiabá.
 
Andhressa Barboza/Foto: TRT
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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