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Filha de Alto Garças: Presidente Clarice Claudino dá ordem de serviço para obras do novo fórum

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A Comarca de Alto Garças (357 km ao sul de Cuiabá) recebeu a ordem de serviço para o início das obras do novo Fórum da Comarca. O lançamento da pedra fundamental e assinatura da ordem de serviço foi dada na sexta-feira (02 de junho) pela presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
A vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip, o corregedor-Geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira, o desembargador Guiomar Teodoro Borges, também natural de Alto Garças, e o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Túlio Duailibi, estiveram presentes na solenidade.
 
Natural de Alto Garças, a desembargadora Clarice Claudino não conteve a emoção ao retornar à cidade natal, onde viveu grande parte da vida, ao lado de seu pai ‘José do Carimelo’ e de sua mãe Dona Maria José (in memoian). “Retornar a Alto Garças na condição de presidente do Poder Judiciário, para o lançamento das obras do novo fórum, certamente é motivo de honra e orgulho para meus pais”, definiu a desembargadora.
 
“Estar aqui hoje, em meio a tantas lembranças, não é uma tarefa fácil. A emoção é forte. E hoje é um dia memorável. Memorável especialmente para a Família Claudino, para o senhor José do Carimelo e para a Dona Maria José alto-garcenses que me deram a vida, e aos quais rendo toda graça, gratidão e homenagem. Tenho certeza de que hoje é um dia glorioso para meu pai, que sempre me incentivou a estudar e a romper as barreiras da nossa infância muito simples, e para minha mãe que sequer teve a oportunidade de ir à escola”.
 
Emocionada, a desembargadora fez referência ao local onde o novo fórum será construído, espaço ocupado no passado pela Escola Estadual Doutor Ytrio Corrêa, onde estudou. “Estar aqui, exatamente neste local onde estudei, onde foi meu colégio, onde lecionei e onde tem minha história, as lembranças vieram em torrentes. Será uma obra cheia de história e de significados porque ela vai ser erguida em um local histórico e que virá a atender também necessidades históricas. Em Alto Garças advoguei por muitos anos, aqui tive minhas filhas. Não foi apenas um período de infância e juventude que aqui passei, minhas raízes estão aqui, meu umbigo está ali, fincado no quintal da minha casa, onde vivi a maior parte da minha vida”.
 
O novo fórum denominado “Doutor Agnelo Bezerra Neto” será construído em uma área de 1.790,40 m², doada pelo Governo do Estado, e irá contemplar espaços como vara criminal, plenário do Tribunal do Júri, setor de custódia, salas administrativas e de apoio, arquivo geral, setor de serviços e estacionamento. Além de garantir atendimento ágil e de maior qualidade ao cidadão, a obra também vai atender às políticas de sustentabilidade, com o reaproveitamento da água dos ares condicionados, e de acessibilidade, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Resolução nº 400 e 401, respectivamente.
 
O vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta chamou a atenção para a importância da parceria pública para a oferta de serviços mais eficientes à população. “É uma honra para mim como vice-governador estar de volta a esta cidade tão simbólica para a história do Estado, especialmente para o agronegócio, onde temos grandes produtores e uma sociedade que produziu muito para Mato Grosso, a exemplo da nossa presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino, filha dessa terra. Participar do lançamento desta importante obra, e entender como o governo pode agir para garantir outras melhorias à população é obrigação do agente público”.
 
Instalada em 31 de outubro de 1964, a Comarca de Alto Garças é responsável pela jurisdição de mais de 14 mil habitantes e pelo trâmite de aproximadamente 4.100 processos.
 
A juíza-diretora do Fórum de Alto Garças, Amanda Pereira Leite Dias, prestou homenagem aos 20 servidores da comarca que ao seu lado desempenham o hercúleo papel de bem atender ao cidadão. “Temos hoje um dia histórico do qual tive a honra de fazer parte. Quero abrir minha fala prestando homenagem aos nossos servidores, que além de servirem ao público com respeito, cordialidade e humildade, se doam para tornar real e palpável o desejo de contribuir com a sociedade alto-garcense. Uma estrutura adequada é importante porque colabora na entrega de uma justiça cada vez mais rápida, efetiva e voltada à pacificação social, e graças a presidência da nossa desembargadora Clarice conseguimos acelerar o início das obras.”
 
“Hoje, o Poder Judiciário vem até Alto Garças com o compromisso de dar dignidade ao cidadão. O fórum não é simplesmente um lugar para acomodar juízes e servidores, mas sim para dar aos usuários dignidade em seu atendimento, esse é o papel do Judiciário, e foi isso que viemos cumprir aqui”, enfatizou o corregedor-Geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
O prefeito de Alto Garças, Claudinei Singolano narrou as etapas superadas pelos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo até o lançamento das obras. “A emoção é grande. Desde 2017 o município estava trabalhando com o Judiciário e o Governo do Estado para a construção da nova sede. Tivemos a ajuda de muitas mãos, unidas em prol do novo fórum, e tivemos a sorte de termos tantos desembargadores filhos e filhas de Alto Garças, e agora, com a chegada da desembargadora Clarice Claudino à presidência, temos a oportunidade de viver esse momento histórico de felicidade.”
 
A solenidade ainda contou com a presença do deputado estadual Nininho, de secretários e servidores da Prefeitura de Alto Garças, membros da Câmara de Vereadores, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), servidores do Fórum de Alto Garças, entre membros da Família Claudino, e autoridades locais.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Desembargadora Clarice Claudino veste camisa de manga longa na cor branco off White. Ela segura uma caneta e assina a ordem de serviço para o início das obras do novo Fórum de Alto Garças. Ela olha para a foto e sorri. Ao fundo está um painel com a foto do novo fórum e escrito: Futuras Instalações do Novo Fórum de Alto Garças. Ao lado esquerdo dela está o prefeito, em pé. Ao fundo aparecem a desembargadora Maria Erotides e a juíza-diretora Amanda Pereira. Segunda imagem: No púlpito, a desembargadora Clarice Claudino faz uso da fala após o lançamento das obras. No espaço lotado estão presentes autoridades locais, servidores públicos e moradores. Terceira imagem: A juíza da Comarca de Alto Garças, Amanda Pereira em entrevista à TV.Jus. Ela usa vestido verde com tiara de pedras douradas nos cabelos. 
 
Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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