TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Filha de Alto Garças: Presidente Clarice Claudino dá ordem de serviço para obras do novo fórum
A Comarca de Alto Garças (357 km ao sul de Cuiabá) recebeu a ordem de serviço para o início das obras do novo Fórum da Comarca. O lançamento da pedra fundamental e assinatura da ordem de serviço foi dada na sexta-feira (02 de junho) pela presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
“Estar aqui hoje, em meio a tantas lembranças, não é uma tarefa fácil. A emoção é forte. E hoje é um dia memorável. Memorável especialmente para a Família Claudino, para o senhor José do Carimelo e para a Dona Maria José alto-garcenses que me deram a vida, e aos quais rendo toda graça, gratidão e homenagem. Tenho certeza de que hoje é um dia glorioso para meu pai, que sempre me incentivou a estudar e a romper as barreiras da nossa infância muito simples, e para minha mãe que sequer teve a oportunidade de ir à escola”.
A juíza-diretora do Fórum de Alto Garças, Amanda Pereira Leite Dias, prestou homenagem aos 20 servidores da comarca que ao seu lado desempenham o hercúleo papel de bem atender ao cidadão. “Temos hoje um dia histórico do qual tive a honra de fazer parte. Quero abrir minha fala prestando homenagem aos nossos servidores, que além de servirem ao público com respeito, cordialidade e humildade, se doam para tornar real e palpável o desejo de contribuir com a sociedade alto-garcense. Uma estrutura adequada é importante porque colabora na entrega de uma justiça cada vez mais rápida, efetiva e voltada à pacificação social, e graças a presidência da nossa desembargadora Clarice conseguimos acelerar o início das obras.”
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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