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E-Lab 65/66 – Tribunal de Justiça vai sediar Encontro de Laboratórios de Inovação do Setor Público

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso e seu Laboratório de Inovação, o InovaJusMT, em parceria com importantes instituições governamentais, promoverão nos dias 29, 30 e 31 de maio de 2023, o E-Lab 65/66. O evento, que será realizado na sede do Tribunal de Justiça, tem como objetivo reunir especialistas e gestores públicos para discutir inovações e soluções tecnológicas aplicáveis ao setor público, além de capacitar os servidores como laboratoristas e estimular a cultura de inovação dentro das instituições.
Além do TJMT, são realizadores do evento o Tribunal de Contas, Governo do Estado, Ministério Público estadual, Assembleia Legislativa e Tribunal Regional Eleitoral.
 
Encontro hibrido – O encontro, que será híbrido, é inédito e traz a aproximação destas instituições no que diz respeito à inovação e interações do ecossistema dentro de Mato Grosso, o que deverá trazer como resultado aprimoramento nas melhores práticas e ferramentas de inovação disponíveis para acelerar os processos de trabalho das instituições, além do debate sobre soluções inovadoras para os desafios enfrentados pelo setor público no estado, que contemplem a agenda 2030 da ONU, e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável-ODS.
 
Serão realizadas palestras, mesas de debate e pitchs (apresentações) no período vespertino, no espaço Gervásio Leite (localizado no Tribunal de Justiça), com transmissão pelos canais da instituição. Já no período vespertino as oficinas ocorrem na Escola dos Servidores do Poder Judiciário e serão 100% presenciais.
 
Convidados – a programação, entre os convidados estão: o especialista em inovação pública e integrante da equipe de projetos do escritório da Agência Nacional de Aviação Civil, Rodrigo Narcizo; a Gestora de Inovação Jurídica do Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Estado do Ceará (ÍrisLab), Mariana Zonari; o professor do Departamento de Computação da UFC e coordenador do Laboratório de Ciência de Dados (InsightLab), José Macedo; o coordenador da Unidade Avançada de Inovação em Laboratório de Minas Gerais (UAILab), juíz Rodrigo Faria e a juíza Aline Vieira Tomas, responsável pelo projeto Simplificar 5.0, de Legal Design e Inteligência Artificial, do TJGO.
 
Ao final do evento, espera-se ter criado uma base sólida para fomentar, ainda mais, a inovação para garantir a melhoria contínua dos serviços prestados à população e criar parcerias em outros projetos entre as instituições, tendo em vista a necessidade de cooperação e integração entre as esferas do poder público para aprimorar a qualidade dos serviços prestados à população. É essencial que gestores públicos estejam atualizados e dispostos a implementar novas tecnologias que possam facilitar e otimizar os processos governamentais e aprimorar a eficiência e qualidade dos serviços prestados pelo poder público à população.
 
Focados na cultura da inovação – O E-Lab 65/66 será uma relevante oportunidade para a capacitação de magistrados e servidores que colaboram diretamente nas atividades do Laboratório de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – InovaJusMT, além de servidores de um modo geral que tenham interesse em se qualificar para atender as demandas de seu setor com ferramentas e técnicas inovadoras, atendendo assim também um dos princípios e objetivos da atual gestão, sob a presidência da desembargadora Clarice Claudino da Silva, que é o de “assegurar a cultura da inovação e a transformação no Poder Judiciário de Mato Grosso”, como prevê o Plano de Diretrizes e Metas para o biênio 2023/2024 do TJMT.
 
Além disso, o evento também atende a Resolução n. 395 do CNJ que instituiu a Política de Gestão da Inovação no âmbito do Poder Judiciário, ante a necessidade de adoção de metodologias ágeis e de recursos tecnológicos para, mediante a otimização dos processos de trabalho, aprimorar a prestação de serviços à população e posicionar o usuário como peça central na execução do serviço público e a Meta Nacional 9, de estimular a Inovação no Poder Judiciário, consistente na realização de ações que visem à difusão da cultura da inovação em suas diversas dimensões e nas interações com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.
 
Saiba um pouco mais sobre inovação pública – Ao utilizar tecnologias e métodos inovadores, é possível otimizar processos e torná-los mais ágeis, transparentes e acessíveis, garantindo maior satisfação do cidadão e economia de recursos públicos.
 
Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, a inovação pública se refere a um conjunto de práticas, técnicas e tecnologias que buscam modernizar e melhorar a administração pública, tornando-a mais eficiente e capaz de atender às necessidades da sociedade. Essas práticas podem incluir a adoção de novas tecnologias, a criação de novos modelos de gestão, a simplificação de processos, a promoção de transparência e participação social, entre outras.
 
As possibilidades da inovação pública são amplas e variadas, podendo abranger desde a melhoria dos serviços até a modernização de processos de licitação, gestão de recursos humanos, arrecadação de tributos e monitoramento de políticas públicas. Além disso, a inovação pública pode contribuir para a redução de custos, diminuição de burocracia e para a construção de uma relação mais efetiva entre o poder público e a sociedade, tendo o ser humano como centro de tudo.
 
 
Josiane Dalmagro
Laboratório de Inovação do TJMT- InovaJusMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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