ELEIÇÕES 2026

Derrotados nas urnas: nomes tradicionais ficam fora da próxima Assembleia de Mato Grosso

Resultado das urnas impede a reeleição de deputados experientes e provoca mudanças na composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso a partir de 2027

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As eleições de 2026 provocaram uma renovação significativa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Nomes conhecidos da política estadual, que atualmente ocupam cadeiras no Parlamento, não conseguiram votos suficientes para garantir presença na próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2027.

Entre os parlamentares que ficaram fora da nova composição está Eduardo Botelho, que recebeu 37.359 votos, mas não alcançou uma das 24 vagas disponíveis.

A derrota ocorre dois anos após Botelho ter disputado a Prefeitura de Cuiabá. Em 2024, o então candidato pelo União Brasil chegou ao segundo turno, mas acabou derrotado por Abilio Brunini. Em 2026, voltou a concentrar sua atuação política na disputa por uma vaga na Assembleia, porém não conseguiu retornar ao Legislativo.

Outro nome de peso que não estará na próxima legislatura é Júlio Campos. Integrante de uma das famílias mais tradicionais da política mato-grossense, o ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal recebeu 18.517 votos, número insuficiente para garantir uma das cadeiras.

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A campanha de Júlio ocorreu em meio a divergências dentro do grupo político. Durante o processo eleitoral, ele declarou apoio a Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo do Estado, enquanto o União Brasil integrava formalmente a coligação de Otaviano Pivetta (Republicanos).

A situação foi marcada por divergências relacionadas à candidatura de Jayme Campos ao Governo e ao comando estadual do União Brasil. O cenário acabou diferenciando a posição de Júlio daquela adotada oficialmente por sua própria legenda.

Outros deputados também ficam de fora

A lista de parlamentares que não conseguiram renovar o mandato inclui ainda Juca do Guaraná, do PSDB. Ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá antes de chegar à Assembleia, Juca recebeu 17.349 votos, mas não garantiu uma cadeira.

Apesar da derrota de Juca, a Federação PSDB/Cidadania conseguiu manter representação no Legislativo estadual, com Carlos Avallone e Chico Guarnieri entre os eleitos.

Também não conseguiu retornar à Assembleia o deputado Paulo Araújo, que contabilizou 30.338 votos. Mesmo com uma votação expressiva, o parlamentar ficou fora das 24 vagas que serão ocupadas a partir de fevereiro de 2027.

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Outro integrante da atual composição que não estará na próxima legislatura é Elizeu Nascimento, que recebeu 17.663 votos.

Os resultados reforçam uma característica do sistema proporcional: uma votação individual elevada não garante, necessariamente, a eleição. A distribuição das cadeiras considera também o desempenho dos partidos e federações, além dos quocientes eleitoral e partidário e das regras de distribuição das vagas.

Dessa forma, candidatos com milhares de votos podem ficar sem mandato, enquanto concorrentes com votação individual menor conseguem uma cadeira em razão do desempenho de sua legenda.

Mesmo com a saída de nomes experientes, a próxima Assembleia terá uma composição renovada, com novos parlamentares assumindo espaço no Legislativo estadual a partir de 2027.

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POLÍTICA MT

Wellington Fagundes reconhece derrota e parabeniza Pivetta: “Respeito a decisão das urnas”

Candidato ao Governo de Mato Grosso agradeceu os mais de 430 mil votos recebidos e afirmou que continuará atuando na política e na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) reconheceu o resultado das eleições deste domingo (4) e parabenizou Otaviano Pivetta (Republicanos), eleito para comandar o Estado.

Fagundes recebeu 430.442 votos, correspondentes a 23,19% dos votos válidos, enquanto Pivetta alcançou 1.128.099 votos, ou 60,77%.

Em uma publicação nas redes sociais, Wellington agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura e afirmou respeitar a decisão expressa nas urnas.

“A vontade da população se manifestou nas urnas. Respeito essa decisão e agradeço de coração a todos que estiveram ao nosso lado e confiaram em mim”, declarou.

Além de reconhecer a vitória de Pivetta, o candidato também cumprimentou os eleitos para o Senado, Mauro Mendes (Republicanos) e José Medeiros (PL).

“Parabenizo o governador eleito, Otaviano Pivetta, pela vitória ao governo do Estado, e Mauro Mendes para o Senado. E também cumprimento José Medeiros, eleito pelo nosso partido PL e a nossa coligação”, afirmou.

CONTINUIDADE NA POLÍTICA

Apesar da derrota na disputa pelo Palácio Paiaguás, Wellington Fagundes sinalizou que pretende permanecer ativo na política. Segundo ele, o trabalho agora também estará voltado à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.

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Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Continuarei firme na luta para elegermos Flávio Bolsonaro presidente e recolocar o Brasil nos trilhos. Obrigado pela confiança e por cada voto”, concluiu Wellington.

O resultado encerra a disputa pelo Governo de Mato Grosso e consolida Pivetta como o próximo governador eleito do Estado.

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