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Diretoria da Esmagis toma posse e afirma busca da excelência com ênfase em pesquisa e inovação

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A nova diretoria da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso Desembargador João Antônio Neto (Esmagis-MT) tomou posse nesta sexta-feira (10 de março), em solenidade realizada na sede da instituição. A desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos foi empossada diretora-geral e o desembargador Márcio Vidal assumiu como vice-diretor-geral. Eles irão conduzir a Escola no biênio 2023/2024.
 
Na ocasião, também foi dada posse ao Conselho Consultivo da Esmagis-MT que, nesta gestão, é formado pelas desembargadoras Antônia Siqueira Gonçalves e Marilsen Andrade Addario e os desembargadores Mário Roberto Kono de Oliveira, Luiz Ferreira da Silva e Marcos Machado.
 
Na solenidade, Helena Ramos destacou que a nova diretoria irá trabalhar pautada nos valores institucionais da Esmagis – ética, efetividade, inovação, credibilidade, comprometimento e competência -, sempre com olhar atento à visão da Escola: ser excelência na socialização das competências da magistratura mato-grossense, com ênfase em pesquisa e tecnologias inovadoras.
 
A desembargadora ressaltou que também há projetos já desenhados para os próximos dois anos. Dentre tantos, frisou o ‘Umanizzare – Justiça e Alteridade’, “que busca com que juízes tenham olhares diferenciados ao julgar e que sejam sensíveis às mazelas vivenciadas por grande parte de nossa sociedade”. Ela ressaltou que o projeto “será adensado pelas expertises vivenciadas por personalidades conhecidas em vertentes sociais como dependência química, pessoas em situação de rua e pessoas com deficiência, por exemplo.”
 
Em seu pronunciamento, a presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, falou que era uma satisfação “dar posse a um grupo de magistrados que tem o compromisso de levar adiante, não só o aperfeiçoamento dos magistrados, mas também expandir e receber, de outros segmentos, a sabedoria. O saber não ocupa lugar”.
 
Ainda sobre solenidade de posse, que contou com a presença de desembargadores, inclusive de outros estados; juízes; servidores do Poder Judiciário e autoridades de outros poderes; a presidente do TJMT destacou que foi “um momento de reconhecimento público da importância que tem a nossa Escola, enquanto um espaço de aprimoramento constante dos magistrados e também dos parceiros. Esse é um espaço da magistratura, mas também de todos os nossos parceiros. Nós temos uma gama de cursos que também são do interesse de outros segmentos e vice-versa. Vamos aproveitar ao máximo, o potencial do nosso espaço, do nosso corpo docente, com ênfase na educação continuada e na formação cada vez mais ampla e humanizada dos magistrados”.
 
Lembrando que foi diretor-geral da Esmagis, no período de 2007 a 2009, desembargador Marcio Vidal destacou seu comprometimento com a Escola, atuando como membro do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem).
 
“Eu sou da Academia, então, é realmente uma satisfação estar aqui. Agora, o momento é diferente de outrora. Hoje, a exigência é muito maior, mas recebemos com satisfação essa missão, porque o conhecimento nunca foi tão necessário como o momento em que nós estamos vivendo, de um mundo de incertezas. Então, só por meio do conhecimento que nós vamos nos libertar. E a magistratura, como uma instituição importante para sociedade na manutenção da convivência, precisa sempre se atualizar e a atualização é um processo constante”.
 
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho, contou ter feito questão de participar da solenidade porque valoriza a educação e o aprendizado e espera intensificar parcerias da Escola do Legislativo com a Esmagis. “Essa é uma escola que visa aprimorar, dar conhecimento, inovar e ampliar a capacidade de cada um. Entendemos a importância da Escola da Magistratura para uma justiça mais eficaz, mais célere, mais humanizada para todos. Nós estamos prontos a desenvolver grandes parcerias”.
 
Palestras – Após a solenidade, foram proferidas duas palestras. A primeira, com o tema ‘Reconstrução dos direitos humanos na América Latina a partir do Interconstitucionalismo Judicial’, feita pelo pelo presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) e diretor da Escola Superior da Magistratura Tocantinense, desembargador Marco Villas Boas.
 
Na sequência, o diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura, desembargador Levi Caetano, falou sobre a ‘As escolas judiciais e o novo perfil da magistratura brasileira’.
 
Também estiveram presentes a posse, o conselheiro supervisor da Escola Superior de Contas do TCE-MT, Waldir Teis; o diretor-geral da Escola Judicial de Mato Grosso do Sul, Odemilson Roberto Castro Fassa; o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Deosdete Cruz Júnior; o secretário de Estado de Segurança Pública Coronel PM César Augusto Roveri; o presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª região, desembargador Paulo Roberto Ramos Barrionuevo; o secretário-geral da OAB/Seccional Mato Grosso, Fernando Augusto Vieira de Figueiredo; a diretora-geral da Polícia Civil, delegada Daniela Silveira Maidel; a presidente da Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg), Velenice Dias de Almeida; bem como representantes das escolas parceiras da Esmagis-MT.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto1 – imagem retangular colorida. Imagem retangular colorida. Mulher de cabelos pretos curtos fala ao púlpito para plateia e para dispositivo de honra. Foto2 – imagem retangular colorida. Mulher de cabelos loiros, veste roupa verde e fala ao microfone para dois homens e duas mulheres à frente dela. Atrás, pessoas estão sentadas em cadeira. Foto3 – imagem retangular colorida. Três pessoas em pé. Ao centro mulher de cabelo loiro, usa roupa verde. À Direita mulher de cabelo curto usa roupa branca e segura folha de papel. À esquerda homem usa terno azul escuro e segura papel. Todos olham para a foto e todos sorriem.
 
 
Angela Jordão 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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