TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Coordenadores e gestores apresentam legado do Tribunal de Justiça no biênio 2023-2024  

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, se reuniu, na manhã desta terça-feira (05 de novembro), com todas as lideranças da gestão para tratar sobre o alinhamento da gestão no biênio 2023-2024, com o objetivo de obter um panorama das principais realizações de cada área.
 
Conforme a presidente, a reunião é um marco que convida a todos para refletir sobre a jornada percorrida nesses quase dois anos de gestão. “Esse período foi repleto de desafios, de conquistas e exigiu de todos nós muita resiliência, dedicação e um compromisso inabalável com a Justiça, com a sociedade como um todo, porque, afinal, é a sociedade que nós estamos no propósito de servir”, disse.
 
Clarice Claudino aproveitou o momento para reconhecer o empenho, a dedicação e a amorosidade com que cada um se pautou. “Cada uma das áreas que compõe o Tribunal de Justiça de Mato Grosso executou um trabalho incansável. E a colaboração de cada um de vocês foi fundamental para que nós superássemos os obstáculos e alcançássemos resultados que fortaleceram nossa instituição e aprimoraram a prestação de serviços à população. No entanto, mesmo em um momento em que nós estamos praticamente encerrando as nossas atividades, essa chama vida do comprometimento, eu sinto que ela ainda permanece e vai permanecer até o último dia em que estivermos nessa jornada”, asseverou.
 
A desembargadora presidente do TJMT pediu a todos os membros de sua equipe que redobrem a dedicação e o foco em garantir a excelência dos trabalhos, nesses últimos dois meses de seu biênio à frente do Judiciário estadual. “Peço que vocês mantenham o mesmo zelo, o mesmo empenho até o último dia desta gestão, assegurando que entregaremos um legado sólido e inspirador para aqueles que virão depois de nós”, convocou.
 
A presidente ainda aproveitou o momento para destacar o trabalho em equipe que garantiu a boa prestação de serviços à população. “Uma constatação a olhos vistos é exatamente essa sinergia que existe entre todas as áreas durante esse período. E, por isso, nada mais do que a constatação daquilo que, intuitivamente, lá no começo, eu comecei a dizer que quando compunha essa equipe, eu estava compondo também o meu colar de pérolas. E é exatamente essa sensação que eu tenho hoje: nosso colar de pérolas é composto por pérolas da melhor qualidade. Vocês são maravilhosos e é por isso que eu só tenho a agradecer. Muita gratidão a cada um de vocês e essa gratidão vai ser para o resto da vida porque estamos fazendo a diferença na vida de muita gente”, declarou.
 
A diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, destacou o empenho de todos na condução dos trabalhos no Poder Judiciário estadual. “Tenho certeza que cada um de nós fez o seu melhor, se pautando sempre pela diretriz que a desembargadora nos passou que é o diálogo, a harmonia, a interação, a integração entre nós porque, como um colar de pérolas, a gente não pode ficar cada um de um lado e funcionamos mesmo como uma engrenagem onde todos se sentiram e se sentem pertencentes e a participação de cada um teve um papel fundamental para que toda engrenagem funcionasse bem”, avaliou.
 
Participaram da reunião de alinhamento e fizeram suas apresentações a Vice-Diretoria-Geral, Claudenice Deijany Farias de Costa; a assessora jurídica sênior da Presidência, Dalila de Oliveira Matos; os coordenadores de Administração, Auditoria, Comunicação, Financeiro, Gestão de Pessoas, Infância e Juventude, Infraestrutura, Judiciária, Magistrados, Militar, Planejamento, Tecnologia da Informação.
 
Também apresentaram seus balanços os gestores do Laboratório de Inovação – InovajusMT, da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), do Núcleo de Apoio ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), da Justiça Comunitária, do Núcleo de Sustentabilidade, do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), do Núcleo de Previdência (Nuprev), do Núcleo de Precatórios, da Coordenadoria da Corregedoria-Geral da Justiça, da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e da Escola dos Servidores do Poder Judiciário.
 
Dentre os pontos ressaltados nas exposições, estão a melhoria na gestão de processos, as mais de 8 mil decisões proferidas pela Presidência, tanto em matéria administrativa quanto judiciária; o aprimoramento na Gestão de Memória, o programa de Qualidade e Melhoria na área de auditoria, a maior efetividade da Comunicação interna e parceria com outros canais de Comunicação institucional (TRT FM, TV Contas e TV e Rádio Assembleia), a valorização de servidores e magistrados ativos e aposentados, seja por meio de melhorias na área de suporte à saúde e qualidade de vida, quanto nos planos de carreiras; as obras de construção e reforma em 44 comarcas, além da construção de cinco usinas fotovoltaicas, a redução do tempo médio de tramitação dos processos de segundo grau de 252 para 208 dias e as mais de 181 mil decisões proferidas pelo segundo grau.
 
Outros avanços no Poder Judiciário são a criação da entrância única, a realização de 207 concursos de remoção para magistrados, a ascensão de 13 desembargadores, os investimentos em segurança orgânica e construção da cultura de segurança, a redução da taxa de congestionamento em 5,38 pontos percentuais, o que representa o melhor resultado entre os tribunais brasileiros. Na área de Tecnologia da informação, o TJMT é o primeiro tribunal do país a produzir comunicações processuais integradas com o Domicílio Judicial Eletrônico. Dentre as Escolas Judiciais, a Esmagis realizou 160 eventos e a Escola dos Servidores promoveu 106 cursos.
 
Houve ainda a implantação da 1ª Central Integrada de Alternativas Penais, de 10 Escritórios Sociais e da Central de Regulação de Vagas Prisionais. A Justiça Comunitária realizou o total de 29.253 atendimentos. O Tribunal implantou seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, com 11 unidades que receberam 140 toneladas de resíduos. No âmbito da Justiça Restaurativa, foram 105 cursos de formação de facilitadores de círculo de construção de paz, 57 palestras de sensibilização, 4.478 círculos de construção de paz, que atingiram a mais de 44 mil pessoas e a instauração de 26 leis municipais instituindo a Justiça Restaurativa na educação pública.
 
A instalação do Núcleo de Previdência resultou na obtenção do nível 4 do Pró-Gestão em relação ao Regime Próprio de Previdência Social. O Núcleo de Precatórios passou a contar com o portal de gestão de precatórios. No primeiro grau de jurisdição, também houve queda na taxa de congestionamento e até o final deste ano, todas as comarcas terão sido correicionadas pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, pessoalmente, algo inédito na história do Tribunal.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto colorida que mostra a mesa em formato de U da sala de reuniões da Presidência do TJMT lotada. Na cabeceira, está a presidente ladeada dos juízes auxiliares. Atrás deles, há um mastro com as bandeiras do Brasil, de Mato grosso e do Poder Judiciário estadual.
 
Celly Silva/Foto: Dani Cunha  
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT  
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJMT mantém condenação de mulheres por tráfico em Alta Floresta com base em provas digitais

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • A defesa pediu absolvição, desclassificação do tráfico para uso pessoal e redução das penas.

  • O Tribunal negou tudo e manteve as condenações, reconhecendo provas suficientes de tráfico e atuação conjunta.

A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, negar provimento ao recurso de apelação interposto por três mulheres condenadas por envolvimento com o tráfico de drogas em Alta Floresta. O colegiado manteve integralmente a sentença de primeiro grau, reconhecendo a robustez das provas, especialmente os elementos digitais extraídos de aparelhos celulares.

O caso teve origem em setembro de 2019, após denúncia anônima que apontava intensa movimentação típica de comércio de drogas em kitnets localizadas na Avenida Mato Grosso. Durante a ação policial, foram apreendidos 158,3 gramas de maconha, divididos entre um bloco maior e porções menores, além de balança de precisão e utensílios utilizados para fracionamento, como dichavador.

Condenações mantidas

Duas das acusadas foram condenadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas fixadas em 8 anos de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 1.200 dias-multa cada. A terceira ré foi condenada apenas por tráfico, com pena de 5 anos de reclusão, também em regime semiaberto, e 500 dias-multa, sendo absolvida da acusação de associação.

A defesa buscava a absolvição por falta de provas, a desclassificação do crime para uso pessoal e, subsidiariamente, a aplicação do chamado tráfico privilegiado, que poderia reduzir a pena. Todos os pedidos foram rejeitados.

Provas digitais foram decisivas

O relator destacou que a condenação não se baseou apenas na apreensão da droga, mas em um conjunto probatório consistente. Entre os principais elementos estão conversas extraídas dos celulares das acusadas, que indicavam claramente a comercialização de entorpecentes.

As mensagens revelaram:

  • Negociações de venda de drogas com terceiros

  • Uso de linguagem codificada, como “chá” para se referir à maconha

  • Organização de entregas e divisão de tarefas

  • Participação em grupos de WhatsApp voltados ao tráfico

  • Registros fotográficos de drogas sendo pesadas e embaladas

Em um dos aparelhos, uma das rés se identificava como “lojista”, afirmando adquirir drogas para revenda, elemento considerado determinante para afastar a tese de consumo pessoal.

No caso de duas das acusadas, o tribunal entendeu que ficou comprovado o vínculo estável e permanente exigido para o crime de associação para o tráfico. Segundo o acórdão, elas conviviam no mesmo imóvel, compartilhavam o espaço para armazenamento das drogas e mantinham comunicação constante sobre a atividade ilícita.

A tentativa de uma das rés de assumir sozinha a responsabilidade pelo tráfico foi considerada isolada e incompatível com o restante das provas, especialmente os dados digitais.

Uso pessoal foi descartado

Para a terceira acusada, que alegou ser usuária, o tribunal afastou a possibilidade de desclassificação para porte de drogas para consumo próprio. A decisão considerou que, apesar da menor quantidade apreendida com ela e da ausência de instrumentos típicos de venda, as mensagens no celular evidenciavam atuação na revenda de entorpecentes.

Tráfico privilegiado negado

O pedido de redução de pena com base no chamado tráfico privilegiado também foi rejeitado. No entendimento do colegiado:

  • Para as duas rés condenadas por associação, o benefício é automaticamente incompatível

  • Para a terceira, as provas demonstraram dedicação à atividade criminosa, o que também impede a aplicação da minorante

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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