TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Comissão de Adoção celebra Dia das Crianças com acolhidos de Cuiabá e Várzea Grande

Em comemoração ao Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT), vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), distribuiu brinquedos para crianças acolhidas em Casas Lares de Cuiabá e Várzea Grande. A ação, realizada na tarde de quinta-feira (10), contou com o apoio de doações de participantes do Programa Padrinhos e teve como objetivo criar boas lembranças para as crianças durante o período de acolhimento.
 
Nesta edição, a madrinha Elaine Pelicano Emboava doou recursos que foram usados na compra de bonecas e carrinhos para 85 crianças de diferentes idades. “Ela é uma parceira de longa data, sempre disposta a proporcionar momentos de alegria para as crianças e adolescentes em acolhimento. Somos muito gratos por esse gesto tão valioso”, comentou a psicóloga da Ceja-MT, Aretuza Vanessa de Deus.
 
Na Casa Cuiabana 2, onde as primeiras entregas foram feitas, a pequena Sofia* comemorou ao receber uma Barbie. Ela já tinha planos para sua nova amiga: “Quero pintar o cabelo dela de roxo e rosa para combinar com o vestido”, disse. Já Marcos* ficou empolgado com seu carrinho, que veio com uma prancha de surfe: “Como a prancha funciona, tia?”, perguntou.
 
A assistente social da Ceja-MT, Nadir Nadaf, que participou da entrega dos presentes, destacou a alegria que viu nos rostos das crianças. “É um momento de muita felicidade. Ver os sorrisos, os olhos brilhando e todos brincando juntos é emocionante. E os abraços compartilhados mostram o quanto eles precisam saber que são amados e merecem esses momentos de carinho”, afirmou.
 
A juíza auxiliar da CGJ-TJMT, Christiane da Costa Marques Neves, reforçou a importância das doações. “São os parceiros que tornam possíveis ações como essa, especialmente em datas comemorativas importantes para as crianças, como o Dia das Crianças, a Páscoa e, em breve, o Natal”, mencionou.
 
A magistrada lembrou que recentemente a Ceja-MT lançou o Cadastro Virtual do Programa Padrinhos, com objetivo de facilitar e ampliar o apadrinhamento de crianças e adolescentes em todas as comarcas do Estado que dispõem de serviço de acolhimento. A novidade pode ser acessada pelo link: https://padrinhos.tjmt.jus.br/ 
 
“Existem três tipos de apadrinhamento: o provedor, que contribui financeiramente, como pagando um curso de balé ou judô ou doando presentes; o prestador de serviço, que oferece seus serviços profissionais, como um músico que dá aulas nas Casas Lares; e o afetivo, que visita regularmente a criança ou adolescente e pode levá-los para passar finais de semana, feriados ou férias com sua família, conforme regras e autorizações”, explicou a juíza. 
 
* Nomes fictícios para proteger a identidade das crianças. 
 
#Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: montagem com três fotos da entrega de presentes. A assistente social, Nadir, está em pé e recebe as crianças para entregar individualmente os presentes. Ela veste uma calça preta e camisa azul-escuro. Na primeira foto, uma menina de cabelos lisos e vestido azul recebe um pacote rosa. Na foto 2, dois meninos aguardam a vez. Na foto 3, uma menina de vestido vermelho. Todas as crianças estão de costas. Imagem 2: Detalhe da boneca recebida por uma menina. A boneca ainda está na caixa, de cor rosa. 
 
Gabriele Schimanoski 
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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