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Judiciário lança manual para padronizar procedimentos do Mutirão Pai Presente em Mato Grosso

Imagem da capa do manual do Programa Pai Presente. Em destaque, mãos adultas e infantis sobrepostas, com o logotipo do programa: "PAI PRESENTE" e o desenho de uma mão grande envolvendo uma mão pequena. O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), lança um manual inédito voltado à padronização dos procedimentos do Mutirão Pai Presente, que visa promover o reconhecimento voluntário da paternidade de forma simples, gratuita e humanizada em todo o Estado.

Elaborado com base nas diretrizes constitucionais e legais vigentes, bem como nas experiências práticas de diversas comarcas do Estado, o documento apresenta orientações detalhadas para magistrados(as), servidores(as), cartórios, Defensoria Pública e demais instituições parceiras, com foco especial nas ações coordenadas pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) e pelas diretorias de foro nas averiguações de paternidade.

O manual reúne, de forma completa, rotinas, fluxogramas visuais, modelos de documentos e instruções para a organização anual dos mutirões e das ações que ocorrem durante todo o ano e de forma concentrada na primeira semana de agosto, promovendo maior segurança e uniformidade no atendimento ao público e na tramitação dos procedimentos de reconhecimento de paternidade em Mato Grosso.

Para o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, o Manual é um avanço essencial para garantir uniformidade e segurança na condução das ações em todo o Estado. “Ele traduz em orientações claras e objetivas aquilo que temos como prioridade: assegurar o direito à identidade de crianças e adolescentes com agilidade, qualidade e acolhimento. Com essa ferramenta, proporcionamos aos magistrados, servidores e parceiros um guia estruturado que contribui para tornar o procedimento mais eficiente e menos burocrático, ampliando o alcance dessa importante política pública do Poder Judiciário.”

Banner da campanha “Pai Presente” mostra um pai empurrando seu filho em um balanço no parque, ambos sorrindo. Ao lado, há um QR code, logotipos institucionais e a frase: “O reconhecimento que todo filho espera.” A coordenadora do Nupemec, juíza Cristiane Padim da Silva, destacou o caráter estruturante da iniciativa. “Este manual representa mais do que a padronização de rotinas: é a materialização de um compromisso ético e institucional com o direito à identidade. Ao sistematizar os fluxos do Mutirão Pai Presente, promovemos não apenas segurança jurídica, mas também uma cultura de cuidado e pertencimento. O reconhecimento da paternidade é, antes de tudo, um ato de justiça afetiva, e a atuação articulada entre Corregedoria, Nupemec, Cejuscs e diretorias de foro traduz o espírito colaborativo que deve guiar o sistema de Justiça.”

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O manual já está disponível digitalmente e pode ser acessado pelas unidades judiciárias e demais interessados.

“Importante destacar que Corregedoria teve a colaboração do brilhante magistrado Wanderlei José dos Reis, que nos brindou a todos com seus anos de experiência à frente do programa”, agradeceu a juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas. “Ele abraçou o projeto e desenvolveu o Manual, estabelecendo um conjunto de diretrizes e procedimentos claros que contribuirá para que o Poder Judiciário, como um todo, cumpra de forma objetiva e uníssona, otimizando o tempo de tramitação e facilitando, principalmente, a uniformização dos trabalhos em todo o Estado de Mato Grosso”.

Responsável direto pela elaboração do manual, atuando como juiz colaborador da Corregedoria, o juiz Wanderlei José dos Reis, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões, juiz diretor do foro substituto e juiz coordenador do Cejusc da Comarca de Rondonópolis e coordenador suplente do Nupemec, descreveu que o manual representa uma conquista institucional muito importante do Judiciário de Mato Grosso, fruto do comprometimento da Corregedoria e do Nupemec.

“A Corregedoria e o Nupemec tiveram a sensibilidade de constatar essa necessidade. Fico feliz em contribuir. Esse manual sistematiza o passo a passo do reconhecimento de paternidade, permitindo que servidores e magistrados atuem de forma padronizada com segurança e celeridade, garantindo dignidade a milhares de crianças e adolescentes, pois com o apoio do manual, todos poderão organizar com eficiência e padronização os atendimentos, audiências e encaminhamentos aos laboratórios e aos cartórios extrajudiciais”, explica o juiz.

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“Organizar, compilar e trazer um material completo, claro e objetivo com certeza irá facilitar doravante a execução do Mutirão Pai Presente em todas as comarcas. Acredito que a incumbência e responsabilidade a mim pela elaboração desse manual tem muito a ver com minha trajetória e identidade com esse projeto, desde quando fui diretor do foro da comarca de Sorriso durante vários anos, atuei na condução do Projeto Pai Presente, quando se chamava ainda Projeto Pequeno Cidadão, gestado aqui em Mato Grosso, diga-se de passagem. Já há alguns anos, em Rondonópolis tenho a oportunidade dada por Deus de seguir com esse mutirão no CEJUSC e, não só isso, contribuir agora com a elaboração do manual para que ele seja mais bem executado em todas as 79 comarcas do Estado”, completou o juiz.

Abertura do Mutirão – O lançamento do Manual do Mutirão Pai Presente irá ocorrer no dia 04 de agosto, no Fórum da Capital, durante a abertura oficial do Mutirão 2025 nas diversas comarcas do Estado. A expectativa é ampliar o número de reconhecimentos espontâneos e reduzir o sub-registro de paternidade em Mato Grosso.

O Mutirão é coordenado pela Corregedoria-Geral da Justiça e pelo Nupemec, em parceria com os Cejuscs e diretorias de foro de todas as comarcas.

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Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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