ELEIÇÕES 2026

União Brasil marca lançamento da pré-campanha de Mauro Mendes ao Senado e de Virgínia Mendes à Câmara Federal

Evento na AMM deve reunir lideranças políticas e consolidar estratégia eleitoral do grupo governista para as eleições de 2026

O União Brasil agendou para o próximo dia 24 de junho, às 18 horas, na sede da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá, o lançamento oficial da pré-campanha do governador Mauro Mendes ao Senado Federal e da primeira-dama Virgínia Mendes à Câmara dos Deputados.

O material de convocação divulgado pelo partido apresenta os nomes de Mauro Mendes como pré-candidato ao Senado e de Virgínia Mendes como pré-candidata a deputada federal, sinalizando o início da mobilização eleitoral do grupo político que atualmente comanda o Palácio Paiaguás.

A expectativa é de que o evento reúna prefeitos, vereadores, deputados estaduais, lideranças partidárias e representantes de diversos municípios mato-grossenses. A movimentação é vista nos bastidores como um importante passo para a construção da estratégia eleitoral do União Brasil visando as eleições de 2026.

Mauro Mendes chega ao processo eleitoral após dois mandatos consecutivos à frente do Governo de Mato Grosso e desponta como um dos principais nomes para a disputa ao Senado. Já Virgínia Mendes, reconhecida pela atuação em projetos sociais e ações voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade, deve disputar pela primeira vez um cargo eletivo.

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A entrada da primeira-dama na corrida eleitoral é considerada um dos movimentos mais relevantes do grupo governista para o próximo pleito, ampliando a presença política da família Mendes nas eleições de 2026.

O lançamento da pré-campanha também deverá servir para demonstrar a força política do União Brasil no Estado e medir o apoio de lideranças municipais ao projeto que busca manter influência nos principais espaços de poder de Mato Grosso nos próximos anos.

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POLÍTICA MT

Abilio se posiciona contra reajuste de 11% na tarifa de água e busca barrar aumento

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se posicionou contra o aumento de 11,93% na tarifa de água e esgoto, mas afirma que o reajuste decorre de uma sentença arbitral originada em processos e decisões tomadas durante gestões anteriores. Segundo a Prefeitura, a cobrança é resultado de medidas que deixaram de ser adotadas nos últimos anos, especialmente durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, e que acabaram gerando passivos contratuais agora reconhecidos em arbitragem.

Apesar da decisão arbitral favorável à concessionária Águas Cuiabá, a gestão municipal sustenta que continuará buscando alternativas jurídicas para tentar impedir ou reduzir o impacto do reajuste sobre a população. A determinação do prefeito é que todos os instrumentos administrativos e judiciais disponíveis sejam utilizados na defesa dos consumidores.

De acordo com o município, a discussão está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão, firmado em 2012, e envolve fatos ocorridos entre 2013 e 2019. A sentença arbitral que reconheceu o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi baseada em atos administrativos e pareceres emitidos antes da atual gestão.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a Sentença Arbitral Parcial proferida no Procedimento Arbitral CMA nº 775 reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato e determinou que a recomposição ocorra por meio de aumento tarifário de 11,93%.

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De acordo com a PGM, a decisão arbitral teve como base parecer técnico emitido pela extinta Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão.

*Prefeitura mantém batalha na Justiça*

A discussão na Câmara Arbitral teve decisão favorável à concessionária, no entanto, exigem ações judiciais em andamento que podem impactar no contrato de concessão dos serviços de água e esgoto.

Segundo o procurador-geral do município, Luiz Junior, o percentual de 11,93% já foi consolidado na esfera arbitral, mas os processos judiciais continuam tramitando. Atualmente, uma mesa técnica foi instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para discutir as ações que tratam do contrato de concessão.

Participam das discussões representantes do Ministério Público de Mato Grosso, autor de algumas das ações, da Cuiabá Regula, da Procuradoria-Geral do Município e demais órgãos envolvidos.

“A questão arbitral, quanto ao percentual de 11,93% já foi decidida, mas os processos judiciais seguem em andamento e estão sendo debatidos nessa mesa técnica instalada no Tribunal de Contas”, afirmou o procurador.

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A administração municipal sustenta que continuará adotando todas as medidas cabíveis para defender os interesses da população e buscar alternativas para evitar o impacto do reajuste nas contas de água e esgoto.

*Entenda*

O pedido de reajuste apresentado pela Águas Cuiabá está vinculado à primeira revisão ordinária do contrato de concessão e a mecanismos de recomposição econômico-financeira previstos contratualmente.

A Cuiabá Regula esclareceu que o procedimento arbitral foi iniciado em 2022, antes da criação da autarquia, e que sua participação ocorre apenas por sucessão legal da extinta Arsec. A agência afirma que não participou dos atos que deram origem ao litígio e que sua atuação se restringe à análise técnica dos cálculos e à verificação do cumprimento das regras contratuais.

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