TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Comarca de Mirassol D’Oeste realiza projetos sociais com reeducandos


Homens que cometeram crimes cumprem pena trabalhando e recebendo apoio do Poder Judiciário de Mirassol D’Oeste. Na comarca, são desenvolvidas dezenas de iniciativas de ressocialização e reinserção dos detentos na educação, no mercado de trabalho, na família e na sociedade.
 
Conforme explica a juíza Sabrina Galdino Rodrigues, da Vara de Execução Penal, a intenção é acolher as pessoas privadas de liberdade ao ingressarem no sistema prisional, durante o cumprimento da pena e depois do cárcere.
 
Os projetos abrangem desde oficinas com infratores da Lei Maria da Penha até trabalho extramuros de serviços gerais na Secretaria Municipal de Infraestrutura, passando por fabricação de manilhas e bloquetes, horta hidropônica, artesanato, mão de obra para aprimoramento da Cadeia Pública, remissão por leitura com apoio de professores do país todo que corrigem resenhas de livros lidos, Círculos de Paz e Constelação, além de atendimentos de psicoterapia, assistência social e saúde.
 
“Nossa preocupação é que essa pessoa possa, de fato, ter oportunidades ao sair do cárcere. Não pode começar a partir da saída, mas lá atrás, quando ela ingressa e participa de todos esses projetos. Tudo isso no intuito de que esse reeducando seja trabalhado desde o momento em que ele entra, e, a partir do momento em que ele sai, há também uma rede de apoio para evitar que ele volte a reincidir na prática delitiva”, frisa a magistrada.
 
O reeducando Cleiton Gutierres dos Santos, 31, é pedreiro e prestador de serviços gerais. Ele trabalha em obras públicas de Mirassol D’Oeste há cerca de seis meses e conta que considera a iniciativa muito importante. “O trabalho é importante demais porque, além de nos dar remição, ajuda em casa e nós somos vistos com outros olhos pela sociedade. O projeto é bom demais, quero agradecer o tribunal por abrir portas para nós por meio desse projeto. Sem contar que o dia passa rápido, temos liberdade para trabalhar, e já saímos prontos para conseguir um trabalho depois”.
 
De acordo com a direção da Cadeia Pública de Mirassol D’Oeste, há atualmente 185 homens presos no município, sendo 23 trabalhando externamente e 12 internamente.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem:
Imagem 1: Foto horizontal da juíza Sabrina Galdino está em frente ao Fórum de Mirassol D’Oeste. Ela veste blusa branca, tem cabelos castanhos e usa óculos.
Imagem 2: Foto horizontal de três homens trabalhando com enxadas e barras de ferro na formação de sarjeta (meio-fio) na Avenida Trancredo Neves, em Mirassol D’Oeste. Eles usam camisa e calça jeans e usam bonés. Vemos no chão as escavações na terra e no asfalto.
Imagem 3: Foto horizontal de Cleiton Gutierres dos Santos. Ele usa boné marrom, máscara de proteção facial branca e veste camisa branca. Ao fundo, vemos os outros reeducandos trabalhando na sarjeta da avenida.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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