TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Comarca de Mirassol D’Oeste realiza projetos sociais com reeducandos
Homens que cometeram crimes cumprem pena trabalhando e recebendo apoio do Poder Judiciário de Mirassol D’Oeste. Na comarca, são desenvolvidas dezenas de iniciativas de ressocialização e reinserção dos detentos na educação, no mercado de trabalho, na família e na sociedade.
Os projetos abrangem desde oficinas com infratores da Lei Maria da Penha até trabalho extramuros de serviços gerais na Secretaria Municipal de Infraestrutura, passando por fabricação de manilhas e bloquetes, horta hidropônica, artesanato, mão de obra para aprimoramento da Cadeia Pública, remissão por leitura com apoio de professores do país todo que corrigem resenhas de livros lidos, Círculos de Paz e Constelação, além de atendimentos de psicoterapia, assistência social e saúde.
O reeducando Cleiton Gutierres dos Santos, 31, é pedreiro e prestador de serviços gerais. Ele trabalha em obras públicas de Mirassol D’Oeste há cerca de seis meses e conta que considera a iniciativa muito importante. “O trabalho é importante demais porque, além de nos dar remição, ajuda em casa e nós somos vistos com outros olhos pela sociedade. O projeto é bom demais, quero agradecer o tribunal por abrir portas para nós por meio desse projeto. Sem contar que o dia passa rápido, temos liberdade para trabalhar, e já saímos prontos para conseguir um trabalho depois”.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário
Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.
“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.
Reconhecer para transformar
O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.
A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”
“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.
Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.
Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”
Engenharia da equidade
A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.
Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.
Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.
https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso
Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.
https://portalassedio.tjmt.jus.br/
Leia mais:
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Autor: Lídice Lannes
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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