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Círculo de Paz é realizado com servidores da Comarca de Várzea Grande

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Os servidores e servidoras da Comarca de Várzea Grande puderam experimentar na prática os benefícios de uma ferramenta que promove o diálogo e a escuta ativa. Pela primeira vez, 29 trabalhadores do Fórum participaram, na quarta-feira (21 de junho), de um círculo de construção de paz, um dos pilares da Justiça Restaurativa que está sendo amplamente divulgado pela gestão da presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino.
 
A instrutora do círculo de paz e servidora do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (NugJur) Sandra Félix, afirma que esta iniciativa será replicada em toda a estrutura do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
“O propósito da gestão é trazer o círculo de construção de paz para dentro da nossa instituição. Aqui em Várzea Grande, ao todo, 440 pessoas poderão ser impactadas por essa vivência. Começamos hoje com um grupo de 29 servidores e servidoras que já colhem os frutos dessa ferramenta que tem o poder de solucionar os conflitos e transformar vidas”, disse Sandra.
 
A dinâmica foi amplamente elogiada por todos os presentes. A servidora Bruna Maia, que trabalha no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Várzea Grande (Cejusc VG), havia atuado anteriormente como enfermeira e já conhecia algumas práticas integrativas no âmbito da Saúde, porém, ficou muito feliz em saber que o Poder Judiciário também está seguindo este caminho.
 
“Eu nunca tinha participado de um círculo de paz, a minha vivência anterior foi com práticas semelhantes. Eu achei maravilhoso o cuidado que o Tribunal está tendo com os servidores e oportunizar que todos nós façamos este exercício de autorreflexão e autocuidado”, pontuou Bruna.
 
As vantagens alcançadas pela prática restaurativa vão além da esfera pessoal e também podem atingir o âmbito dos relacionamentos profissionais. A gestora do Juizado Especial Jardim Glória, Vanusa Coimbra, estava muito ansiosa e curiosa para participar da vivência e constatou que os valores compartilhados no círculo de construção de paz podem ser empregados no seu cotidiano laboral.
 
“O círculo promove a empatia e faz com que os servidores possam enxergar além do processo frio. Ele devolve a humanidade a todos os atores envolvidos nos processos que chegam até nós todos os dias. Isso pode ser útil para mim em diversas formas, posso aplicar dentro da minha secretaria e também posso replicar este conhecimento nas minhas relações pessoais e familiares”, ressaltou Vanusa.
 
O fortalecimento do vínculo com os colegas, a melhora na comunicação e o reforço do senso de equipe foram trabalhados com os servidores para melhorar ainda mais o serviço prestado à sociedade.
 
Círculos de paz em expansão – A metodologia de trabalho e as ferramentas da Justiça Restaurativa já foram apresentadas para a Prefeitura Municipal de Várzea Grande e devem ser aplicadas nas secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social.
 
Nas próximas semanas, as minutas do acordo entre o Poder Judiciário e o Executivo Municipal estarão finalizadas e os círculos de construção de paz poderão ser realizados para promover a solução de conflitos. “Este termo de parceria é muito importante para que nós possamos levar esta prática também para as escolas e outros espaços”, comentou Valéria Monteiro, gestora do Cejusc Várzea Grande.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: servidores do Fórum de Várzea Grande em pé, dispostos em círculo com os braços esticados e dedos juntos uns aos outros.
 
Laura Meireles
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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