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Cemulher-MT capacita mais de 200 servidores de Terra Nova do Norte e Nova Guarita

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Foto de um grupo grande de pessoas. Ao fundo uma parede verde.A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) capacitou, no dia 23 de julho, profissionais que atuam na Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher dos municípios de Terra Nova do Norte e Nova Guarita.
Promovido pela Cemulher-MT, sob a coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, o curso orientou os participantes sobre atendimento humanizado às vítimas, identificação dos sinais de violência, aplicação da legislação e realização de encaminhamentos adequados. A iniciativa busca evitar a revitimização e fortalecer a atuação integrada da rede de proteção.
Participaram da capacitação psicólogos, assistentes sociais, policiais, operadores do Direito e estudantes da Rede Estadual de Ensino. Ao todo, 260 pessoas, entre elas 221 servidores públicos, acompanharam as atividades conduzidas pela assessora técnica multidisciplinar da Cemulher-MT, Adriany Carvalho.
A Rede de Enfrentamento reúne órgãos públicos e entidades responsáveis pela prevenção, proteção e atendimento às mulheres em situação de violência, entre eles o Poder Judiciário, o Ministério Público e as secretarias municipais.
Para o juiz da Comarca de Terra Nova do Norte, que também atende Nova Guarita, Iorran Damasceno Oliveira, a atuação integrada da rede é essencial para ampliar as ações preventivas e conscientizar a população.
“Vivemos em tempos em que os dados são alarmantes e os casos de violência contra a mulher aumentam a cada dia. Além da repressão aos crimes, é fundamental investir na prevenção para conscientizar a população, reduzir esses números e alcançar resultados cada vez melhores”, afirmou o magistrado.
Adriany Carvalho destacou o comprometimento dos prefeitos dos dois municípios, que mobilizaram equipes do Poder Executivo para participar da capacitação, além da integração entre as administrações municipais e o Poder Judiciário.
O prefeito de Nova Guarita, Edson Gonzaga Ribeiro ressaltou a importância da iniciativa para qualificar os servidores e ampliar o trabalho desenvolvido pelos municípios.
“É muito importante termos essa capacitação em nossa região. Parabenizo o Judiciário e todos os envolvidos. Depois que assumimos a gestão, passamos a conhecer de perto a realidade de cada município. Precisamos preparar nossas equipes para atuar na prevenção e fortalecer a autonomia das mulheres. Infelizmente, Mato Grosso está entre os estados com maiores índices de violência contra a mulher. Se cada município fizer a sua parte, trabalhando de forma integrada, poderemos mudar essa realidade”, avaliou o prefeito.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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