TECNOLOGIA
Inscrições abertas para a 2ª edição do Prêmio Futuras Cientistas
Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Futuras Cientistas, iniciativa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (CAPES/MEC). As jovens interessadas têm até o dia 17 de julho para se inscrever por meio do formulário virtual disponível no https://www.gov.br/cetene/pt-br/areas-de-atuacao/futuras-cientistas.
A premiação será concedida a 27 estudantes, uma por estado, que tenham participado e sido aprovadas no Módulo Imersão Científica do Futuras Cientistas 2024, realizado pelo Cetene, e vão ingressar na graduação em uma universidade pública. Ainda será levada em conta a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
“Também serão reconhecidas 27 professoras inspiradoras, uma por estado, e 15 pesquisadoras tutoras, três por região do país, que desenvolveram projetos de excelência durante a imersão científica. O prêmio Futuras Cientistas é mais que uma homenagem, é um compromisso com um futuro mais diverso, inclusivo e transformador na ciência”, enfatizou a coordenadora do programa Futuras Cientistas, Giovanna Machado.
A iniciativa tem como objetivo incentivar, valorizar e dar visibilidade a alunas, professoras e tutoras de escolas públicas estaduais, em espaços de desenvolvimento científico, como forma de estimular o aumento da participação feminina nos espaços de desenvolvimento científico das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que estimular a participação das meninas na ciência é uma prioridade da pasta.
“Queremos garantir que todas tenham oportunidade de se ver e de se reconhecer como protagonistas. É fundamental fortalecer os instrumentos que dispomos e avançar na construção e implementação de políticas públicas capazes de democratizar e garantir a participação feminina de forma permanente em espaços de pesquisa. Vamos enfrentar as desigualdade de gênero juntas”, disse.
Serão reservadas 20% do total de 69 prêmios para candidatas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. Outros 5% destinados às pessoas com deficiência, e o mesmo percentual para mulheres transsexuais, transgênero, travestis e intersexo. O resultado com a relação das vencedoras será publicado em setembro deste ano e a entrega do prêmio ocorrerá em novembro e o repasse financeiro às premiadas em dezembro.
Para esclarecimentos sobre processo de seleção ou para outras informações, envie um e-mail para o endereço [email protected].
TECNOLOGIA
MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial.
Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.
A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.
Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou.
O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação. Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.
Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida.
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