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Definição da vice de Flávio Bolsonaro pode redesenhar cenário em MT e abrir caminho para aliança com Pivetta e recuo de Wellington

Negociações para a composição da chapa presidencial do PL envolvem diretamente Mato Grosso, onde uma eventual desistência de Wellington Fagundes ao Governo é apontada como peça-chave para viabilizar acordo com o Republicanos.

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A definição da candidata a vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República passou a ter reflexos diretos na política de Mato Grosso. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, as negociações entre o PL e o Republicanos incluem discussões sobre os palanques estaduais e podem culminar em uma reconfiguração da corrida ao Palácio Paiaguás.

Segundo a publicação, uma eventual desistência do senador Wellington Fagundes (PL) da disputa ao Governo de Mato Grosso passou a ser tratada como um dos fatores que poderiam facilitar um entendimento entre as duas legendas, abrindo espaço para que o PL apoie a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

No centro das articulações está o nome da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, cotada para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A escolha, entretanto, ainda enfrenta resistência dentro do Republicanos, já que a filiação recente de Daniella ao partido e a falta de diálogo prévio com a direção nacional provocaram desconforto entre lideranças da legenda.

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Integrantes do Republicanos avaliam que a composição nacional depende de uma série de ajustes políticos, entre eles a definição dos palanques estaduais, especialmente em Mato Grosso, considerado estratégico para a construção da aliança entre os partidos.

A reportagem também destaca que Daniella passou a atuar de forma mais intensa na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, coordenando propostas voltadas ao eleitorado feminino e participando de agendas públicas ao lado do pré-candidato. Apesar disso, o PL ainda mantém outros nomes sendo avaliados para a vaga de vice, como os das parlamentares Tereza Cristina, Simone Marquetto, Clarissa Tércio, Júlia Zanatta, Bia Kicis e da vereadora Priscila Costa.

Outro ponto citado pela Folha de S.Paulo é que o Republicanos ainda não bateu o martelo sobre uma aliança nacional com o PL. A legenda admite até mesmo permanecer neutra na eleição presidencial, permitindo que os diretórios estaduais tenham liberdade para apoiar diferentes candidaturas, enquanto as negociações continuam.

No caso de Mato Grosso, porém, o cenário ganha contornos específicos. A publicação afirma que uma das exigências do Republicanos para avançar na composição seria justamente o apoio do PL ao projeto de reeleição de Otaviano Pivetta. Atualmente, o partido de Jair Bolsonaro mantém a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado, situação que poderá ser revista caso o acordo nacional avance.

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A matéria ainda informa que, apesar das conversas em andamento, não houve até o momento uma negociação formal sobre a composição da vice-presidência, e que outros entendimentos políticos em diferentes estados também precisarão ser concluídos antes de qualquer definição oficial.

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POLÍTICA NACIONAL

Lei fortalece seguro rural e fundo para catástrofes que atinjam a produção

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O apoio financeiro do poder público às empresas de seguro rural passa a ser despesa obrigatória e livre do contingenciamento, entre outras medidas de incentivo ao setor. É o que determina a Lei 15.526, sancionada com vetos nesta terça-feira (29) e publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (30).

A norma busca tirar do papel o chamado “Fundo Catástrofe”, criado em 2010 para socorrer as seguradoras do setor em casos extraordinários de prejuízo às colheitas, mas até hoje inoperante.

O texto teve origem no Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). Para ela, a lei dá mais estabilidade para as atividades no campo.

“Um seguro rural mais eficiente ajuda a enfrentar as adversidades, preservar a produção e garantir a continuidade do abastecimento. Quando protegemos quem produz, protegemos também a segurança alimentar de todos os brasileiros”, afirmou a senadora em publicação nas redes sociais nesta quarta.

No Senado, o projeto foi aprovado em 3 de setembro, sob relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que manteve a maior parte do substitutivo (versão alternativa) dos deputados.

Seguro mais barato

Segundo o texto, as subvenções econômicas concedidas a cada ano serão “limitadas ao montante previsto no projeto de lei orçamentária anual encaminhado pelo Poder Executivo federal ao Congresso Nacional”. 

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Deverá haver articulação com estados e municípios para que estes complementem o auxílio às seguradoras, para baratear o seguro. Em nível federal, o apoio ocorre por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Fundo Catástrofe

Ao apresentar o projeto, Tereza Cristina apontou que o Fundo Catástrofe, criado pela Lei Complementar 137, de 2010, não prosperou por falta de regulamentação e de aportes contínuos de recursos. A nova norma permite que o Executivo designe provisoriamente uma instituição existente para organizar o fundo. Além disso, prevê:

  • o fim do limite da contribuição da União ao fundo. Antes, o limite era de R$ 2 bilhões na adesão ao fundo, e R$ 4 bilhões em títulos públicos;
  • o incentivo do investimento de sociedades seguradoras com cotista, que será requisito para obter a subvenção econômica do PSR;
  • contribuição da União por meio de ações de empresas ou imóveis.

O fundo poderá diluir os riscos para empresas resseguradoras ou para o mercado financeiro, por meio de Letra de Risco de Seguros (LRS).

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Vetos

O governo federal barrou trecho que explicitava que o setor seria isento de “todos os tributos federais incidentes, direta ou indiretamente, sobre o seguro rural”. Para o Poder Executivo, a medida diminuiria a arrecadação federal sem obedecer a legislação fiscal, que exige estudo do impacto orçamentário e medidas de compensação.

Conforme o rito legislativo, os parlamentares ainda deverão decidir se derrubam ou mantêm o veto.

Empréstimos

Os produtores que possuem seguro rural terão prioridade nas linhas de crédito criadas pelo governo para prorrogar ou renegociar dívidas. Agora o poder público poderá exigir a contratação de seguro rural como condição para acesso ao crédito de custeio agropecuário. A exigência era proibida pela Lei 10.823, de 2003 (Lei do Seguro Rural).

Para o relator Bagattoli, os tomadores de empréstimo terão mais segurança para usar o contrato de seguro como garantia de que honrarão as parcelas. O banco ainda poderá exigir as indenizações da seguradora, caso ocorra um sinistro, como a perda da lavoura. Isso poderá diminuir os juros dos financiamentos e torná-los mais acessíveis, na avaliação do senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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