O PEDRA

“Meu nome é Pedra 90”, diz Jaime Campos em vídeo de pré-campanha ao relembrar origem do apelido – veja o video 

Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso resgata história da implantação do bairro Pedra 90, afirma que transformou obstáculos em realizações e reforça sua trajetória administrativa.

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O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jaime Campos, divulgou um vídeo de pré-campanha nas redes sociais em que resgata uma das marcas de sua trajetória política: o apelido “Pedra 90”, associado à implantação do bairro Pedra 90, em Cuiabá, durante sua gestão no Governo do Estado.

“Meu nome é Pedra 90”, afirma Jaime no vídeo, ao lembrar que passou a ser identificado dessa forma pela população em razão de sua participação na criação e no desenvolvimento do bairro, hoje um dos mais populosos da Capital.

Ao longo da gravação, o senador também utiliza uma metáfora para destacar sua forma de administrar. Segundo Jaime, as “pedras” que surgiram em seu caminho nunca foram obstáculos intransponíveis. Pelo contrário, afirma que soube transformá-las em oportunidades, dizendo que, com algumas delas, construiu escolas; com outras, hospitais, pontes, estradas e diversas obras que marcaram sua administração.

A mensagem busca transmitir a ideia de que desafios podem ser superados com trabalho, planejamento e experiência, reforçando a narrativa de realizações ao longo de sua vida pública.

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Nos bastidores da política, o vídeo é visto como mais um movimento estratégico da pré-campanha. Ao colocar o Pedra 90 como símbolo de sua história política, Jaime Campos procura fortalecer sua conexão com um dos maiores colégios eleitorais de Cuiabá e reavivar a memória de obras e investimentos realizados durante sua gestão.

A publicação também sinaliza que a pré-campanha deverá intensificar o resgate de fatos históricos e realizações administrativas como forma de consolidar sua candidatura ao Palácio Paiaguás.

Com um discurso voltado à experiência administrativa e à superação de desafios, Jaime Campos aposta na memória do eleitor e na identificação com sua trajetória para fortalecer seu projeto político visando as eleições de 2026.

Veja o video 

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POLÍTICA MT

Proximidade de Medeiros com Alcolumbre gera cobrança na ala bolsonarista sobre impeachment de Alexandre de Moraes

Candidato ao Senado enfrenta questionamentos em meio à pressão de setores da direita sobre o presidente da Casa; esposa do parlamentar está cedida ao Senado desde 2019 e lotada na estrutura da Presidência

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A relação política entre o deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ganhou espaço no debate político na reta final da campanha em Mato Grosso.

O motivo é o aumento da pressão de setores mais duros do bolsonarismo para que Alcolumbre dê andamento aos pedidos de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A cobrança coloca Medeiros diante de uma situação politicamente delicada: ao mesmo tempo em que mantém um discurso crítico ao STF e procura identificação com o eleitorado conservador, sua proximidade política com Alcolumbre passou a ser questionada por setores que defendem uma ofensiva mais contundente contra o presidente do Senado.

Alcolumbre ocupa posição central nessa discussão porque compete ao presidente do Senado decidir sobre o encaminhamento inicial dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Questionado recentemente no plenário sobre quando colocaria em tramitação pedido contra Moraes, respondeu não haver previsão.

A resistência de Alcolumbre passou a provocar reações de parlamentares identificados com Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, por exemplo, responsabilizou publicamente o presidente do Senado pela falta de avanço do impeachment e elevou o tom das críticas.

É justamente a diferença de tratamento dispensado a Alcolumbre que passou a alimentar cobranças sobre Medeiros dentro do campo conservador.

PRESSÃO BOLSONARISTA

A questão ganhou força porque o impeachment de Alexandre de Moraes se transformou em uma das principais bandeiras de parlamentares da ala mais radical da direita.

Senadores ligados ao bolsonarismo vêm cobrando publicamente uma reação do Senado. Entre eles estão Flávio Bolsonaro, Magno Malta e outros parlamentares que defendem a abertura do procedimento contra Moraes.

Nesse ambiente, qualquer relação política com Alcolumbre passou a ser observada com maior atenção por uma parcela do eleitorado que considera o impeachment uma pauta prioritária.

Medeiros, por sua vez, sustenta uma atuação parlamentar marcada por críticas ao Supremo e a decisões de ministros da Corte.

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O problema político levantado pelos críticos está exatamente nessa combinação: Medeiros critica duramente o STF, mas mantém uma relação política com a estrutura do Senado comandada por Alcolumbre, justamente o presidente pressionado pela ala bolsonarista a dar andamento ao impeachment de Moraes.

ESPOSA DE MEDEIROS ESTÁ NA PRESIDÊNCIA DO SENADO

Outro componente acrescentou combustível à discussão.

Ruth Shizue Yamamoto Medeiros, esposa de José Medeiros, é servidora efetiva da Prefeitura de Rondonópolis e está cedida ao Senado Federal desde 2019.

Dados oficiais do Senado registram Ruth Medeiros como servidora cedida e lotada na estrutura da Presidência da Casa.

Segundo as informações apresentadas, a cessão começou ainda em 2019, período da primeira passagem de Davi Alcolumbre pela Presidência do Senado. Ela permaneceu na estrutura durante a gestão de Rodrigo Pacheco e continua vinculada à Presidência com o retorno de Alcolumbre ao comando da Casa.

Registros reproduzidos na publicação anterior apontam ainda que Ruth mantém vínculo funcional com a Prefeitura de Rondonópolis, onde ingressou no serviço público em 2002.

A existência desses vínculos, por si só, não comprova irregularidade, favorecimento ou qualquer tipo de contrapartida política. A legalidade de eventuais pagamentos simultâneos depende das regras da cessão, da natureza das verbas recebidas e das normas aplicáveis ao caso.

Politicamente, porém, a situação passou a ser incorporada ao debate sobre a relação entre Medeiros e a cúpula do Senado.

Para os críticos do candidato, a presença de sua esposa justamente na estrutura da Presidência amplia a cobrança por explicações sobre a relação política mantida com Alcolumbre.

MEDEIROS REBATE CRÍTICAS

Medeiros já reagiu publicamente à repercussão do assunto. O deputado afirma que não “passa pano” para Alcolumbre e sustenta que já fez críticas ao presidente do Senado.

Sobre a situação profissional da esposa, o parlamentar argumenta que ela é servidora concursada e que a cessão para o Senado ocorre dentro das regras do serviço público.

Medeiros também rejeita a interpretação de que a atividade profissional de sua esposa interfira em seus posicionamentos políticos ou determine sua postura em relação ao presidente do Senado.

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Essa é a versão apresentada pelo candidato e precisa ser considerada no debate.

A controvérsia, entretanto, ocorre justamente quando integrantes do bolsonarismo aumentam o tom contra Alcolumbre.

A cobrança que chega a Medeiros não está baseada na comprovação de alguma irregularidade, mas na coerência política exigida por setores mais duros da própria direita entre o discurso contra o Supremo e a postura adotada diante do presidente do Senado.

RETA FINAL

A discussão ganha relevância adicional porque Medeiros disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado.

Na pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (18), Mauro Mendes aparece com 52,3%, Janaina Riva com 32,4% e José Medeiros com 23,1%. Como o eleitor escolhe dois candidatos ao Senado, a soma das intenções de voto ultrapassa 100%.

O levantamento coloca Medeiros, naquele momento da pesquisa, fora das duas primeiras posições da disputa. Isso, entretanto, não permite afirmar que seu desempenho eleitoral seja consequência da relação com Alcolumbre, já que a pesquisa não investigou a motivação dos eleitores.

Esse cuidado é fundamental: existe uma controvérsia política concreta envolvendo a postura diante de Alcolumbre, mas não há levantamento disponível que permita transformar essa controvérsia em causa direta do desempenho eleitoral de Medeiros.

O que está documentado é que setores bolsonaristas pressionam Alcolumbre pelo impeachment de Alexandre de Moraes e que Medeiros, candidato que busca representar esse eleitorado em Mato Grosso, passou a ser confrontado politicamente com sua relação com a estrutura comandada pelo presidente do Senado.

Na reta final, o assunto acrescenta mais um componente à disputa pelo voto conservador.

Enquanto a ala mais radical do bolsonarismo cobra enfrentamento direto a Alcolumbre, Medeiros precisa conciliar essa pressão com uma relação política construída dentro do Senado e explicar ao eleitorado por que essa proximidade não compromete sua defesa das pautas conservadoras.

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