DECISÃO ELEITORAL

TRE multa Pedro Taques em R$ 10 mil por impulsionar conteúdo contra Mauro Mendes nas redes sociais

Corte entendeu que publicação patrocinada extrapolou os limites permitidos pela legislação eleitoral ao promover críticas contra adversário político durante o período de pré-campanha.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) condenou o ex-governador Pedro Taques ao pagamento de multa de R$ 10 mil por impulsionar, nas redes sociais, uma publicação com críticas ao também ex-governador Mauro Mendes, relacionada ao chamado “Caso Oi”.

A decisão foi proferida nesta terça-feira (30), seguindo o voto do relator, o juiz Eduardo Calmon, em representação apresentada pela Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas.

Segundo a ação, Taques patrocinou publicações no Instagram e no Facebook com conteúdo considerado ofensivo ao adversário político, ultrapassando, na avaliação da federação autora, os limites da crítica política permitida pela legislação eleitoral.

Durante o processo, Pedro Taques sustentou que não houve pedido explícito de voto nas publicações, argumentando que o conteúdo se limitava à exposição de fatos de interesse público. Assim como Mauro Mendes, Taques é apontado como pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Entretanto, ao fundamentar seu voto, o relator destacou que a legislação eleitoral permite o impulsionamento de conteúdos com caráter positivo ou de promoção do próprio pré-candidato, mas não autoriza o patrocínio de publicações destinadas a atacar adversários. Na prática, o impulsionamento consiste no pagamento às plataformas digitais para ampliar o alcance das postagens.

Leia Também:  Emenda de Diego viabiliza exames mamografia e Papanicolau em Guarantã do Norte

Caso Oi

As publicações impulsionadas por Taques faziam referência ao chamado “Caso Oi”, envolvendo questionamentos sobre operações financeiras relacionadas ao pagamento de uma dívida do Governo de Mato Grosso com a operadora de telefonia.

Nas publicações, Taques afirmava que o filho de Mauro Mendes seria sócio de fundos de investimento que teriam participado de operações milionárias envolvendo recursos ligados ao acordo firmado com a operadora Oi.

Mauro Mendes nega qualquer irregularidade nas operações, afirma que a negociação trouxe vantagens ao Estado e tem recorrido ao Judiciário para contestar acusações relacionadas ao caso, inclusive ajuizando ações contra Pedro Taques e profissionais da imprensa que abordaram o tema.

Com a decisão do TRE-MT, fica mantida a penalidade de R$ 10 mil ao ex-governador pelo impulsionamento das publicações, reforçando o entendimento da Justiça Eleitoral de que a contratação de publicidade paga para atacar adversários não é permitida pelas regras eleitorais vigentes.

Propaganda

POLÍTICA MT

Pivetta insinua que Wellington Fagundes é um velho gaga sem condições de fazer gestão 

Governador intensifica ataques ao principal adversário na disputa pelo Palácio Paiaguás, questiona idade, histórico político e atuação do senador, enquanto embate eleitoral ganha novos capítulos.

A pré-campanha ao Governo de Mato Grosso ganhou novos contornos nesta segunda-feira (30). O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) elevou o tom das críticas ao senador Wellington Fagundes (PL) e passou a questionar publicamente se o adversário teria condições de assumir, pela primeira vez, um cargo no Executivo Estadual em razão da idade.

Durante entrevista, Pivetta afirmou que o debate eleitoral deve levar em consideração o histórico de cada candidato e declarou que não acredita que a terceira idade seja o momento ideal para iniciar a gestão de um governo.

“Vamos discutir o comportamento, vamos discutir o histórico de cada candidato, o que cada um fez nas suas respectivas vidas. (…) Eu não acredito que a terceira idade seja o momento de iniciar isso”, afirmou.

A declaração foi interpretada como uma referência direta aos 69 anos de Wellington Fagundes, que disputa o Governo do Estado pela primeira vez. O próprio Pivetta tem 67 anos.

Além da idade, o governador voltou a fazer críticas ao histórico político do senador. Segundo ele, não se recorda de ações relevantes de Wellington em favor de Mato Grosso durante os anos da gestão do ex-governador Mauro Mendes. Em contrapartida, destacou a atuação do senador Jayme Campos em pautas como a Ferrovia Estadual e nas articulações envolvendo as BRs 163 e 174.

Leia Também:  Deputado Valdir Barranco comemora criação do assentamento na Gleba Gama, em Nova Guarita

Pivetta também voltou a citar o livro Os Ben$ que os Políticos Fazem, do jornalista Chico de Gois, obra que aborda a evolução patrimonial de políticos brasileiros, sugerindo que o material seja consultado durante o debate eleitoral.

Nos últimos meses, o governador tem ampliado o tom dos ataques ao senador, fazendo declarações e insinuações sobre sua trajetória política. Em entrevistas anteriores, também levantou suspeitas relacionadas à destinação de emendas parlamentares, sem apresentar provas públicas das acusações.

Por sua vez, Wellington Fagundes tem evitado responder diretamente às provocações, concentrando seu discurso na apresentação de propostas e lembrando episódios envolvendo o próprio governador, sinalizando que pretende manter a disputa no campo político.

Com a aproximação do período eleitoral, a tendência é que o confronto entre os dois principais pré-candidatos ao Palácio Paiaguás se intensifique, transformando a troca de declarações em um dos principais eixos da disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA