TECNOLOGIA
Dia Internacional da Proteção de Dados: veja como a ciência brasileira trabalha pela segurança digital
Em um mundo hiperconectado, seus dados são seu ativo mais valioso. E, para garantir a segurança digital no País, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investe em programas de inteligência artificial e infraestrutura digital segura. Neste Dia Internacional da Proteção de Dados (28 de janeiro), o Governo do Brasil garante que a inovação caminhe lado a lado com a segurança jurídica e a privacidade estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O futuro da proteção de dados no Brasil passa pelo fortalecimento da pesquisa científica. O MCTI fomenta estudos em criptografia quântica, defesa cibernética e soberania de dados. Assim, o ministério prepara o País — por meio da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setad) e do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital (Decti) — para enfrentar ameaças digitais complexas e garantir que a tecnologia brasileira seja sinônimo de confiança e segurança.
O Brasil celebra pelo quinto ano consecutivo o Dia Internacional da Proteção de Dados. Internacionalmente, o marco foi criado em 2006 para promover a conscientização sobre a importância de garantir a privacidade dos dados pessoais. A data é uma oportunidade para organizações públicas e privadas contribuírem para a disseminação da cultura da privacidade digital e inserirem-se no contexto global de proteção de dados.
O que você precisa saber para se proteger
Proteger seus dados pessoais não exige que você seja um especialista em tecnologia, mas sim que adote uma postura crítica no dia a dia. A encarregada pelo tratamento de dados pessoais do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Fernanda Sperling, unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, lista os riscos mais comuns à privacidade:
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Coleta excessiva: quando uma empresa, órgão ou site solicita dados que nada tem a ver com o serviço
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Desvio de finalidade: quando os dados do usuário são utilizados para um propósito distinto do que foi autorizado
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Dificuldade de exclusão: apagar dados previamente fornecidos é um direito, o que muitas empresas desrespeitam
Fernanda também dá algumas dicas para lidar com estas situações:
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CPF desnecessário: se não for para uma nota fiscal ou obrigação legal, o consumidor não é obrigado a fornecer a informação
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Cuidado com o “Aceitar Tudo” nos cookies: ao entrar em sites, não clique apenas no botão azul de “Aceitar”. Se tiver a opção “Configurar” ou “Rejeitar Não Essenciais”, use-a.
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Não faça testes de redes sociais: testes de “Como você será daqui a 20 anos” são iscas para coletar seus dados de perfil e de seus amigos
Se caso tiver seus dados pessoais roubados, troque senhas imediatamente, ative a autenticação de dois fatores, contate seu banco, registre um boletim de ocorrência on-line na Polícia Civil para provar o ocorrido, notifique a Receita Federal e procure órgãos como o Procon ou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para denunciar e buscar reparação.
TECNOLOGIA
Como usar a carta celeste? A ciência explica
Observar as estrelas é uma prática milenar, usada para agricultura, navegação marítima e para medir a passagem do tempo. A carta celeste é uma representação gráfica do céu noturno, um mapa das estrelas, mostrando a localização de astros, constelações e galáxias, sendo usada a partir de uma data, hora e localização.
A carta celeste pode ajudar a entender o que se observa no céu como um guia no universo. Podendo ser utilizada por qualquer pessoa que queira aprender mais sobre estrelas e constelações, sem equipamento especial para usar.
Por onde começar?
É necessário usar a carta própria para a sua localização e no horário especificado por aplicativos ou websites, pois as estrelas mudam de posições conforme o tempo passa. Com o mapa em mãos:
- Fique de frente para a direção sul;
- Coloque sua carta voltada para o céu, alinhando a indicação “Sul” do papel com o sul real;
- Oriente-se por constelações de fácil reconhecimento, como a do Cruzeiro do Sul, o cinturão de Órion ou algum planeta que esteja brilhando intensamente no momento.
A partir daí, ficará mais fácil para se guiar e encontrar as demais constelações. O astrônomo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Eugênio Reis, explica as melhores condições para observar as estrelas com a carta celeste “Procure um local com pouca ou nenhuma poluição luminosa, com o céu limpo sem nuvens e horizonte desimpedido, de preferência, para ajudar na visualização.”
Todos os meses, o Mast, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com sede no Rio de Janeiro (RJ), publica sua carta celeste para esta cidade. Também é possível baixar ou visualizar uma carta celeste de acordo com sua localidade e horário desejado por aplicativos ou websites.
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