TECNOLOGIA

Mais Inovação Brasil abre novo edital para impulsionar energia limpa e tecnologias no País

O Brasil avança na agenda da transição energética e da reindustrialização sustentável com o lançamento do edital do programa Finep Mais Inovação Brasil. A chamada pública foi lançada em 6 de fevereiro pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e vai apoiar projetos inovadores desenvolvidos por empresas brasileiras em parceria com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs). O prazo para submissão dos projetos é 31 de agosto. 

A iniciativa integra os Programas Estruturantes e Mobilizadores do MCTI e está vinculada ao Programa de Inovação para a Industrialização em Bases Sustentáveis, Mais Inovação Brasil, que tem como foco fortalecer a reindustrialização nacional com base em ciência, tecnologia e inovação, alinhada às missões prioritárias de saúde, transformação digital, transição energética e defesa nacional. 

O edital contempla oito grandes frentes de inovação voltadas à transição energética e à redução de emissões de carbono, reunindo áreas estratégicas para o futuro da indústria e da produção de energia no País. 

Entre elas está o desenvolvimento de tecnologias para geração de energia de baixo carbono, com soluções para fontes como solar, eólica, hidrelétrica, biomassa e nuclear. A chamada pública também apoia projetos em hidrogênio de baixa emissão de carbono, incentivando a produção, o armazenamento e o uso do chamado hidrogênio limpo, especialmente em setores industriais que precisam reduzir suas emissões. 

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Outro eixo importante é o armazenamento de energia, com foco em baterias e sistemas mais eficientes e seguros, fundamentais para ampliar o uso de fontes renováveis. A modernização do setor elétrico também está no centro da iniciativa, com apoio a inovações em transmissão, segurança e resiliência do Sistema Elétrico Brasileiro, tornando a rede mais estável e preparada para novos desafios. 

O edital ainda estimula avanços em biomassa para biocombustíveis, com o desenvolvimento de insumos renováveis, novas variedades de plantas energéticas, microrganismos e enzimas que ampliem a produção sustentável de combustíveis. Na mesma linha, incentiva processos e componentes para combustíveis sustentáveis, como diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF). 

A transformação de resíduos em energia limpa também ganha destaque, com apoio a soluções para biogás e biometano, inclusive com aplicação no transporte. Completa o conjunto de frentes a área de captura, armazenamento e uso de CO₂, que inclui tecnologias para reaproveitamento de carbono e ferramentas digitais para mensurar emissões e pegada de carbono. 

Com esse conjunto de eixos estratégicos, o edital busca impulsionar soluções que contribuam para um modelo de desenvolvimento mais sustentável, competitivo e alinhado às metas climáticas globais. 

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Os recursos vão estimular o desenvolvimento de equipamentos, processos industriais e componentes críticos que contribuam para tornar o Brasil mais competitivo, reduzir a dependência tecnológica externa e ampliar a produção sustentável de energia. 

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que a chamada pública representa um passo concreto na consolidação da nova política industrial brasileira.  “Este edital é uma ferramenta estratégica para fortalecer a indústria nacional com base em ciência e inovação. Estamos estimulando o desenvolvimento de tecnologias que tornam o Brasil mais competitivo, mais sustentável e mais preparado para os desafios da transição energética”, afirmou. 

Segundo a ministra, a iniciativa amplia o apoio público a projetos que agregam valor às cadeias produtivas estratégicas, reduzem a dependência de tecnologias importadas e geram empregos qualificados. 

As propostas devem ser apresentadas por empresas brasileiras, obrigatoriamente em parceria com ICTs, dentro dos formatos de arranjo previstos na chamada pública. Todas as informações estão disponíveis no site da Finep. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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