SAÚDE
Saúde leva oficina de fortalecimento da participação social na atenção primária a todo o Brasil
A participação e o controle social são fundamentais para a gestão democrática do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na atenção primária, presente em todos os municípios brasileiros. Essa é a premissa da Oficina Mobilização Social por uma APS Mais Forte, promovida pelo Ministério da Saúde em todas as regiões do País. Nos últimos dois dias, o evento aconteceu no Rio de Janeiro (RJ) com representantes do Sudeste.
“Tivemos um marco na nossa história com a implantação do SUS, mas também tivemos processos de desconstrução, de subfinanciamento e de enfraquecimento do controle social”, lembrou Yana Almeida, assessora técnica da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (APS), na abertura do evento. “Reconstruir o SUS, e especialmente a APS, é estar aqui hoje ouvindo vocês, que estão nos territórios e nos dizem como as políticas precisam acontecer na prática”, ressaltou.
A oficina reuniu 100 representantes de conselhos estaduais e municipais de saúde, secretarias estaduais e municipais de saúde e movimentos sociais organizados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Entre as pautas de atuação dos profissionais estão saúde da população negra, saúde da população em situação de rua, combate às endemias e cuidado a pessoas que vivem com HIV e pessoas acometidas pela hanseníase.
“A atenção primária, em especial, é uma responsabilidade da gestão, do controle social e da interação entre os dois”, afirmou a conselheira Nacional de Saúde (CNS) Heliana Hemetério, que também representa a Rede Nacional de Lésbicas e Bissexuais Negras Feministas (Candaces), reforçando a importância do processo formativo dos conselheiros com equidade. “É preciso pensar na composição das representações, contemplando mulheres, pessoas negras, LGBTIA+, entre outros. Isso é a política do território vivo”, reforçou.
Conselhos qualificados
A participação social no SUS foi investigada no Censo das Unidades Básicas de Saúde (UBS), publicado neste ano. Em todo o Brasil, 63,7% das UBS ainda não têm um conselho local de saúde ativo, o que revela um desafio para o controle social. Por outro lado, em 52,1% das UBS os agentes comunitários de saúde (ACS) mobilizam a comunidade para a participação em conselho local.
Levando em conta esse cenário, um dos objetivos da oficina é contribuir com a campanha Conselho Local de Saúde, do CNS, que incentiva a criação e o fortalecimento dessas instâncias. Bruna Rodrigues Melo, conselheira de saúde em São Paulo (SP) e representante da União Brasileira de Mulheres (UBM), explicou por que é importante um conselho local presente e forte: “Nós levantamos as demandas da população, verificamos o que chega por meio das ouvidorias, vamos aos locais, fiscalizamos e cobramos as gestões para solucionar os problemas e evitar que eles se repitam. O controle social é bastante importante para a melhoria do SUS”.
Ilda Alexandrino, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte, reforçou a importância da qualificação do trabalho de controle social. Na capital mineira, 300 novos conselheiros já foram treinados por colegas mais experientes. “A meta é capacitar 600 conselheiros por ano. É preciso que eles conheçam seu papel no território e os instrumentos de gestão, que saibam se comunicar com a população e, claro, fiscalizar as políticas públicas, os indicadores de saúde e os direitos dos usuários”, contou.
Ao longo dos dois dias, os participantes debateram os principais desafios enfrentados no território para implementar as ações da Atenção Primária à Saúde (APS) e para a atuação do controle social. Além disso, com apoio dos técnicos do Ministério da Saúde, foram feitas dinâmicas para que os conselheiros pudessem propor estratégias para resolver essas questões.
No final, os grupos de trabalho apresentaram as propostas e compartilharam experiências de sucesso em participação social em seus locais de trabalho. Os debates abrangeram força de trabalho, educação permanente, formação de conselheiros, determinantes sociais de saúde, equidade, financiamento, infraestrutura, educação popular, organização e articulação em saúde, comunicação, acesso e fortalecimento do vínculo territorial e autonomia dos conselhos.
Em todo o Brasil
Esta foi a 6ª Oficina Mobilização Social por uma APS Mais Forte. Além do Sudeste, o evento passou duas vezes pela região Norte, em estados diferentes, outras duas pelo Nordeste e uma vez pelo Centro-Oeste, reunindo um público de cerca de 700 pessoas. O último encontro será realizado ainda neste mês em Porto Alegre (RS) para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com expectativa de pelo menos 100 participantes.
Após a finalização da agenda na região Sul e com as contribuições colhidas em todas as oficinas, o Ministério da Saúde vai aprimorar políticas nacionais com base nas necessidades reais identificadas. Além disso, será lançado um documento norteador voltado aos conselheiros de saúde de todo o País. O objetivo é fortalecer o vínculo entre comunidade, gestores e profissionais de saúde, estimular a criação de comissões intersetoriais de atenção primária nos conselhos e estimular que a APS responda de maneira mais efetiva e resolutiva nos territórios.
Todas as oficinas são promovidas pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Saúde.
Laísa Queiroz
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Governo do Brasil anuncia R$ 3 milhões em investimento para formação de doulas no SUS durante convenção nacional em Belém
Belém (PA) sediou, entre os dias 14 e 17 de maio, a 10ª Convenção Nacional de Doulas do Brasil (Conadoula). O evento, apoiado pelo Ministério da Saúde, teve como anfitriã a Associação de Doulas do Pará (AdouPA) e trouxe como tema “Da Amazônia ao Brasil que gesta: doula, território e o direito de gestar e nascer com dignidade”.
O encontro, realizado anualmente pela Federação Nacional de Doulas do Brasil (FenadoulasBR) em parceria com um estado-sede, reuniu, nesta edição, doulas, pesquisadoras, gestoras, movimentos sociais e representantes de diversas regiões do país para debater o fortalecimento de políticas públicas dedicadas ao cuidado integral, à humanização do parto e à garantia dos direitos reprodutivos, com foco na doulagem.
O Ministério da Saúde (MS) participou da programação com contribuições estratégicas sobre o papel das doulas no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o evento, foi anunciado um investimento inicial de R$ 3 milhões para a implementação da Estratégia Nacional de Formação de Doulas para o SUS. O anúncio foi feito pela coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Érika Almeida, e representa um passo importante na ampliação e qualificação da atuação dessas profissionais na rede pública.
A edição de 2026 marcou um momento histórico para o movimento ao registrar, pela primeira vez, a participação de representantes dos 27 estados brasileiros, consolidando o caráter verdadeiramente nacional da convenção. A presença ampliada garantiu maior representação de doulas das Regiões Norte e Nordeste, territórios que concentram alguns dos maiores vazios assistenciais do país.
O debate ocorreu também em um contexto significativo, impulsionado pela recente sanção da Lei nº 15.381/2026, que regulamenta a profissão de doula no país, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a centralidade do tema na agenda das políticas públicas de saúde.
A programação incluiu ainda a participação da coordenadora-geral de Regulação e Relações de Trabalho na Saúde, Etel Matielo, na mesa “Interfaces de Informação, Regulação e Gestão do Trabalho da Saúde”. Durante o debate, ela destacou a importância de estruturar e valorizar o trabalho das doulas no SUS. “É fundamental avançar na organização do trabalho e na criação de mecanismos de suporte e formação para que as doulas sejam reconhecidas como parte importante do cuidado em saúde”, afirmou.
Já Érika Almeida também integrou a reunião ampliada para escuta de coletivos de Doulagem Periférica e participou da mesa “Doulagem como Política Pública: perspectivas e debates”. Na ocasião, enfatizou o papel da escuta ativa e da inclusão social na construção de políticas mais equitativas. “A doulagem é também uma estratégia de transformação social, especialmente nos territórios mais vulnerabilizados, e exige um olhar atento às realidades periféricas”, destacou.
A presença do MS na 10ª Conadoula reafirma o compromisso com a valorização do trabalho das doulas e com a construção de políticas públicas estruturadas a partir da formação e qualificação dos trabalhadores e da regulação profissional na área da saúde no Brasil, para promover o cuidado humanizado, a equidade e o direito de gestar e nascer com dignidade em todo o país.
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Caroline Fogaça
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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