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Nova lei regulamenta ocupação no entorno do Manso e reforça debate sobre preservação e turismo sustentável

O Governo de Mato Grosso sancionou nesta terça-feira (19), a Lei nº 13.372/2026, que regulamenta a Área de Preservação Permanente (APP) no entorno do Reservatório do APM Manso (Aproveitamento Múltiplo do Manso), localizado em Chapada dos Guimarães. A legislação, fruto de um projeto de autoria do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), passa a garantir segurança jurídica para mais de 5 mil famílias que vivem, trabalham e empreendem na região do lago.
A nova legislação estabelece critérios para uso e ocupação do solo, diferenciando áreas já consolidadas de regiões com maior preservação ambiental. Nas localidades onde já existem empreendimentos turísticos, pousadas, hotéis, atividades agropecuárias e piscicultura, a faixa de APP poderá variar entre 15 e 30 metros. Já nas áreas sem ocupação consolidada, a faixa mínima de preservação será de 150 metros.
A medida surge em meio a discussões envolvendo interpretações sobre os limites das APPs no entorno do lago. Segundo representantes das associações locais, moradores e empresários enfrentavam insegurança jurídica diante de ações judiciais que defendiam faixas superiores a 300 metros em áreas já consolidadas. A nova lei estadual busca regulamentar a situação e estabelecer parâmetros legais para ocupações existentes.
O texto também reconhece como áreas consolidadas localidades como o Distrito Turístico Paraíso do Manso, João Carro, assentamentos rurais e comunidades tradicionais da região.
Além das regras ambientais, a legislação cria as chamadas Áreas de Urbanização Especial (AUE), destinadas ao planejamento sustentável do entorno do lago. Nessas áreas serão permitidas atividades ligadas ao turismo, comércio local e instalação de equipamentos públicos voltados ao atendimento de visitantes e moradores.
Entre os empreendimentos previstos estão hotéis, pousadas, restaurantes, centros de convenções, marinas públicas e espaços de lazer de baixo impacto ambiental, buscando conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Outro ponto considerado um dos principais avanços da nova lei determina que a Eletrobras Furnas realize a construção de seis praias públicas e estruturas de acesso náutico em comunidades localizadas no entorno do reservatório, incluindo Paraíso do Manso, João Carro, Água Branca e assentamentos da região. Segundo a legislação, os espaços deverão ser administrados pelas próprias comunidades locais.
Lei do Peixamento – A nova legislação se soma a outra proposta apresentada anteriormente pelo deputado Elizeu Nascimento e aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso: a Lei Estadual nº 11.702/2022, conhecida como Lei do Peixamento.
A norma instituiu o Programa de Peixamento na Barragem da Usina Hidrelétrica do Manso, com foco no repovoamento da represa e na recuperação do equilíbrio ambiental da região.
Entre as medidas previstas estão a soltura de espécies aquáticas em diferentes fases de desenvolvimento, incluindo larvas, alevinos e peixes adultos, com o objetivo de ampliar a estocagem pesqueira, fortalecer a fauna aquática local e fomentar a pesca esportiva e o turismo náutico. Pela lei, a responsabilidade pela execução e custeio das ações de peixamento é atribuída à concessionária responsável pela usina hidrelétrica, a Furnas.
Desenvolvimento e acesso – As duas legislações têm como eixo comum a preservação ambiental associada ao fortalecimento econômico e turístico da região do Manso, que nos últimos anos vem registrando crescimento na atividade turística, especialmente no turismo náutico, pesca esportiva e ecoturismo.
O presidente da Associação Pró-Manso, Paulo Martins, afirmou que a sanção da nova lei representa uma conquista aguardada há anos pelas comunidades do entorno do lago.
“Essa lei garante segurança jurídica para milhares de famílias e reconhece o direito das comunidades ao acesso ao lago. As praias públicas representam uma reparação importante depois de mais de 26 anos sem acesso adequado para a população. A Lei nº 13.372/2026 complementa a Lei do Peixamento, nº 11.702/2022, e juntas fortalecem o desenvolvimento sustentável, o turismo e a preservação ambiental do Manso. Em nome das associações do entorno do lago, agradecemos ao deputado Elizeu Nascimento e à Assembleia Legislativa pelo apoio a essas iniciativas”, destacou.
A expectativa é de que as medidas contribuam para ampliar investimentos no entorno do lago, estimular o turismo regional e fortalecer atividades econômicas ligadas ao setor ambiental e turístico, mantendo regras voltadas à preservação dos recursos naturais do Reservatório do Manso.

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Fonte: ALMT – MT

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“CORJA, PETULANTE E DITADOR”: JÚLIO CAMPOS DETONA MAURO MENDES E DISPARA ” ELE ESTAVA QUEBRADO EM 2018 NÓS BANCAMOS A CAMPANHA DELE ” – Assistam 

Deputado estadual sobe o tom contra grupo ligado ao governador, acusa aliados de tentarem tomar o controle do partido e expõe crise interna que pode redefinir o cenário eleitoral de 2026 em Mato Grosso

A crise interna dentro do União Brasil em Mato Grosso ganhou novos capítulos e elevou ainda mais a temperatura da disputa política visando as eleições de 2026. Durante entrevista ao programa Opinião, da TV Pantanal, o deputado estadual Júlio Campos disparou duras críticas contra o ex-governador Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia e aliados do grupo político que atualmente domina a sigla no estado.

Sem economizar nas palavras, Júlio classificou o grupo de Mauro Mendes como uma “corja”, além de acusar os aliados do governador de agirem de maneira “petulante” e “ditatorial” dentro do partido.

Segundo o parlamentar, o União Brasil teria cometido um “grave erro” ao aceitar a entrada de Mauro Mendes e seu grupo político ainda na época do Democratas, antes da fusão que originou a atual legenda.

“Cometemos esse erro grave de aceitar essa corja. Vieram não para ser parceiros ou companheiros, mas inimigos”, disparou Júlio Campos durante a entrevista.

A fala repercutiu fortemente nos bastidores políticos de Mato Grosso e evidencia o racha interno que cresce dentro do União Brasil, principalmente diante da possível pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado.

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Nos bastidores, aliados da família Campos alegam que o grupo ligado a Mauro Mendes estaria tentando assumir o controle definitivo do partido para fortalecer projetos políticos visando 2026, deixando de lado lideranças históricas que ajudaram a construir a antiga base do Democratas no estado.

As declarações de Júlio Campos também reforçam um rompimento cada vez mais evidente entre antigos caciques da legenda e o núcleo político ligado ao governador Mauro Mendes, considerado atualmente uma das figuras mais influentes da política mato-grossense.

O embate interno promete esquentar ainda mais o cenário político estadual nos próximos meses, principalmente com a aproximação das articulações para a disputa ao Governo de Mato Grosso e ao Senado Federal.

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