SAÚDE

Saúde atualiza o sistema Gerencia APS para ampliar e simplificar solicitações às estratégias da atenção primária

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O Ministério da Saúde disponibilizou atualizações no sistema Gerencia APS, ferramenta estratégica voltada aos gestores municipais com acesso  pelo e-Gestor APS.  O objetivo é facilitar o acesso às informações de credenciamento de equipes, programas e serviços da Atenção Primária à Saúde (APS).

“O Gerencia APS é um sistema em constante evolução. A incorporação de novos módulos tem como objetivo tornar mais ágeis e organizadas as solicitações e apoiar os municípios no processo de expansão da atenção primária, facilitando o acesso a incentivos financeiros e programas fundamentais para a população”, afirma o coordenador-geral de Programação de Financiamento da APS, Dirceu Klitzke. 

Com uma experiência mais intuitiva, foram incorporadas novas funcionalidades ao Gerencia APS, como: 

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Isso permite que os gestores solicitem de forma mais ágil e organizada, com acompanhamento do andamento dos processos. 

Organização das solicitações e apoio à tomada de decisão 

O Gerencia APS é um sistema que organiza as solicitações de cofinanciamento da APS, reunindo em um único ambiente os processos de credenciamento e habilitação de equipes, serviços e estabelecimentos, além da alteração de tipologia de equipes e adesão a programas e incentivos federais. 

O sistema também possibilita o monitoramento da situação das solicitações, contribuindo para maior transparência, previsibilidade e segurança na gestão dos recursos da atenção primária. Ao centralizar essas informações, a ferramenta fortalece o planejamento local, facilita a tomada de decisão e promove a conformidade com as políticas públicas e incentivos cofinanciados pelo governo federal, com impacto direto na ampliação do acesso e da cobertura da APS. 

Acompanhe todas as atualizações

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Thaís Ellen S. Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Pesquisa Nacional de Saúde Mental realiza coleta de dados em 197 municípios

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A primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil) está na etapa de coleta de dados em campo e já realizou atividades em 197 municípios de 26 unidades federativas. Ao todo, foram alcançados 619 setores censitários em diferentes regiões do país. O levantamento reúne informações sobre as condições de saúde mental da população adulta, fatores associados ao sofrimento psíquico, desigualdades sociais e acesso aos serviços de cuidado.

Até 28 de agosto, foram realizadas 1.011 entrevistas completas, segundo a equipe técnica responsável pelo estudo. O plano amostral prevê a abordagem de 1.626 setores censitários e 16.260 domicílios, com expectativa de aproximadamente 10 mil entrevistas válidas ao final da coleta. A pesquisa considera a população com 18 anos ou mais, tendo como referência, para a definição da população e do desenho amostral, os parâmetros adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A seleção dos participantes ocorre por amostragem probabilística, em etapas que envolvem municípios, setores censitários, domicílios e moradores.

A pesquisa é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), responsável pela execução técnico-científica do estudo. A coleta de dados iniciou em março de 2026.

Informações sobre saúde mental

A pesquisa investiga a ocorrência de transtornos mentais na população adulta e sua relação com diferentes condições sociais e econômicas. Entre os aspectos analisados estão experiências de violência, situações traumáticas, desigualdades sociais e vulnerabilidades econômicas.

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O levantamento também busca identificar barreiras relacionadas ao acesso aos serviços de saúde mental. As informações produzidas poderão subsidiar análises sobre as necessidades de cuidado da população e contribuir para o planejamento e o monitoramento de ações de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os dados poderão ainda apoiar o acompanhamento de indicadores de saúde mental e a organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), considerando as características e necessidades identificadas na população brasileira.

Segundo Letícia Cardoso, diretora de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, os dados da pesquisa poderão ampliar o conhecimento sobre a situação de saúde mental no país e contribuir para o planejamento das ações de cuidado.

“A pesquisa também poderá servir como linha de base para o acompanhamento de indicadores de saúde mental ao longo do tempo, contribuindo para a organização da rede de cuidado e para as estratégias de vigilância em saúde mental no país”, afirma.

Coleta de dados

A coleta é realizada por equipes que visitam os domicílios selecionados pela amostra. Entre os desafios identificados durante o trabalho de campo estão a recusa de participação e a necessidade de esclarecer dúvidas sobre a pesquisa.

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Parte dos moradores abordados relata desconhecer o levantamento e busca confirmar a legitimidade da atividade antes de responder à entrevista. A preocupação em fornecer informações pessoais a entrevistadores também pode estar relacionada ao contexto de golpes e fraudes. Os pesquisadores observam ainda que o estigma associado aos temas de saúde mental pode influenciar a disposição de algumas pessoas em conversar sobre suas experiências.

Durante a abordagem, os moradores recebem informações sobre a pesquisa e sobre a atividade realizada pelas equipes. O reconhecimento do levantamento por serviços de saúde, gestores locais, lideranças comunitárias e meios de comunicação pode contribuir para esclarecer dúvidas sobre a coleta realizada nos municípios selecionados.

Análise dos dados

Após a conclusão da coleta de dados, as informações serão submetidas a procedimentos de consistência, ponderação amostral e análise estatística.

 A pesquisa pretende produzir informações nacionais que permitam analisar diferentes aspectos da saúde mental da população adulta, incluindo a ocorrência de transtornos mentais, fatores associados ao sofrimento psíquico, condições sociais e econômicas e acesso ao cuidado.

João Moraes
Mistério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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