SAÚDE

Palmeiras se une ao Ministério da Saúde em campanha de vacinação contra o sarampo às vésperas da Copa

O Ministério da Saúde e o Palmeiras realizam neste fim de semana, uma mobilização conjunta de vacinação contra o sarampo no Nubank Parque, em São Paulo. A iniciativa integra a campanha nacional voltada aos brasileiros que pretendem viajar para os Estados Unidos, México e Canadá durante a Copa do Mundo da FIFA 2026, países que concentram atualmente a maior parte dos casos da doença nas Américas.

No sábado, 30, de 10h às 14h haverá um ponto de vacinação no Portão A do Nubank Parque para torcedores que comparecerem à partida entre Palmeiras e Corinthians, válida pela Copa do Brasil Feminina. Já no domingo (31), antes do confronto entre Palmeiras e Chapecoense, o estádio receberá ações de conscientização no gramado com participação do Zé Gotinha, mascote oficial das campanhas de vacinação do Ministério da Saúde, ao lado do Periquito e do Porco Gobbato.

A campanha reforça a importância da atualização da caderneta vacinal antes de viagens internacionais, especialmente diante do aumento expressivo de casos de sarampo nos países que sediarão o Mundial. Estados Unidos, Canadá e México concentram cerca de 67% dos registros da doença nas Américas.

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Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação do sarampo, o Ministério da Saúde alerta que a intensificação do fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de importação de casos. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no SUS e segue como a principal forma de prevenção.

Além da imunização, a parceria prevê ações de comunicação e conscientização com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e evitar a reintrodução da doença no país.

Cenário Epidemiológico

No início de maio, o Rio de Janeiro confirmou um caso de sarampo em uma mulher de 22 anos, sem histórico vacinal, que atua como funcionária de um hotel na cidade. As autoridades de saúde tomaram medidas imediatas: investigação epidemiológica, vacinação de bloqueio na residência, no local de trabalho e na unidade de saúde, além de varredura na área do entorno para detectar possíveis novos casos. O Ministério da Saúde acompanhou o processo em conjunto com as secretarias municipal e estadual.

Trata-se do segundo caso registrado no país em 2026. O primeiro ocorreu em São Paulo: uma criança de seis meses, residente na zona norte da capital, com histórico de viagem recente a La Paz, na Bolívia, onde a doença está em surto ativo. Como resposta, mais de 600 doses foram aplicadas na região entre janeiro e fevereiro.

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Mesmo com esses registros, o Brasil segue sem circulação endêmica do sarampo. Esse status é mantido mesmo depois de o país ter perdido a certificação regional das Américas, devido a surtos em nações como Estados Unidos, Canadá e México.

Ao longo de 2025, o Ministério da Saúde conseguiu interromper a transmissão dos 38 casos importados registrados no período, com base em vigilância ativa, vacinação e bloqueio rápido — estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Hackathon SUS reúne startups das regiões Centro-Oeste e Norte em etapa regional

O Ministério da Saúde realizou, nos dias 15 e 16 de julho, a etapa regional do “Hackathon SUS – Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde (SUS)”, que vai selecionar e premiar startups de todo o país que desenvolvam soluções inovadoras capazes de enfrentar o câncer. O evento, sediado no Hospital Universitário de Brasília (HUB), reuniu os empreendedores selecionados das regiões Centro-Oeste e Norte, que participaram de visita técnica à unidade de oncologia do HUB, acompanharam palestras, tiveram treinamento personalizado e atividades de mentoria.

Durante a abertura, o secretário adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, destacou que as tecnologias destinadas ao SUS precisam atender a critérios relacionados à segurança, eficácia, custo-efetividade e conformidade com normas éticas e regulatórias. “A iniciativa é uma ação continuada de fomento à pesquisa e à aplicação prática das inovações no sistema público”.

O Hackathon SUS é coordenado pelo Ministério da Saúde e conta com uma rede de parceiros, incluindo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Avaliação técnica

O Hackathon SUS conta com 60 especialistas de todo o país envolvidos no processo de curadoria. Na etapa das regiões Centro-Oeste e Norte, os avaliadores analisaram o estágio de desenvolvimento das tecnologias e sua possibilidade de aplicação no Sistema Único de Saúde. “O que importa é ampliar o acesso, garantir um desfecho clínico favorável e, principalmente, preservar a dignidade do paciente na ponta”, afirmou o membro da comissão julgadora Davi Uemoto, da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi).

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O médico oncologista Gustavo Duarte, integrante da comissão, destacou o desenvolvimento de tecnologias nacionais. “O mais importante desse hackathon é o desenvolvimento de tecnologia do Brasil para o próprio Brasil. Estamos valorizando startups brasileiras. Pelas que eu avaliei, a disputa está bem equilibrada e há muitas pessoas interessadas em desenvolver soluções para os desafios da oncologia”, afirmou.

Tecnologias para os pacientes

As seis startups participantes – quatro da Região Centro-Oeste e duas da Região Norte – atuam em diferentes segmentos da saúde e apresentaram tecnologias destinadas tanto

voltadas para a atenção básica quanto à assistência especializada. As propostas incluem dispositivos para diagnóstico, ferramentas de apoio à decisão clínica e soluções voltadas a procedimentos cirúrgicos.

A startup finalista selecionada pela região Centro-Oeste foi a Biotech Tecnologia Genômica Especializada, de Goiânia (GO). A empresa apresentou uma plataforma portátil para diagnóstico molecular do HPV, capaz de realizar a triagem para os tipos do vírus associados ao câncer do colo do útero em cerca de 30 minutos. “Estamos desenvolvendo um dispositivo médico portátil, em formato de maleta, para diagnóstico in vitro. A tecnologia está alinhada à estratégia que o SUS vem implementando para a prevenção desse tipo de câncer, explicou Elisângela Lacerda.

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Pela Região Norte, duas startups irão para a fase nacional uma é de Manaus (AM) e a outra de Porto Velho (RO). A BioSpin Nanotech, representada por Andrey Marcos Pinho da Silva e Thiago Martins, desenvolveu uma tecnologia baseada em nanofibras para cicatrização e regeneração de tecidos moles após cirurgias oncológicas. A proposta inicial prevê a aplicação da película em procedimentos relacionados ao câncer de mama no SUS.

A startup Smart Saag Inova Simples (I.S.), apresentou um dispositivo portátil com inteligência artificial para apoiar a pré-avaliação de pacientes com câncer de pele e outras doenças oncológicas. “Hoje a análise leva em torno de 30 dias. A nossa tecnologia pretende entregar esse pré-diagnóstico em dois minutos, utilizando imagens hiperespectrais e tomografias”, explicou David Lopes Maciel David.

Próximas etapas

Ao final de cada etapa regional serão selecionadas até 3 startups, totalizando até 15 classificadas para a fase nacional, prevista para início de dezembro. A Região Sudeste vai realizar a eliminatória nos dias 06 e 07 de agosto na cidade de São Paulo (SP). O evento na Região Nordeste está previsto para 10 e 11 de setembro em Recife (PE) e, a Região Sul fará a seletiva nos dias 06 e 07 de outubro em Curitiba (PR).

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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