ELEIÇÕES 2026
Natasha Slhessarenko fala de estratégias a reviravoltas na disputa ao Governo de MT
A corrida pelo Palácio Paiaguás ganha cada vez mais intensidade e, nesta quarta-feira (22.07), o Cast do Bom abre espaço para ouvir uma das protagonistas desse cenário. A convidada é a médica, professora universitária e pré-candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD), nome escolhido pelo campo progressista para disputar uma eleição que, até aqui, tem sido marcada pelo protagonismo de diferentes correntes da direita no Estado.
Ao vivo, a partir das 19 horas, a entrevista pretende ir além da agenda eleitoral para discutir projetos de Estado, saúde pública, desenvolvimento regional, participação feminina na política e os desafios de construir uma candidatura em um dos estados mais identificados com o conservadorismo brasileiro.
Médica, professora da Universidade Federal de Mato Grosso, pesquisadora e empresária da área da saúde, Natasha construiu uma trajetória profissional que reúne assistência médica, formação de especialistas, produção científica e gestão. Filha da ex-senadora Serys Slhessarenko e do professor e militar Leonardo Slhessarenko, cresceu em um ambiente onde educação, serviço público e participação política sempre fizeram parte da vida familiar.
A entrevista também abordará as estratégias do campo progressista para ampliar seu espaço eleitoral em Mato Grosso. A pré-candidatura de Natasha é sustentada por uma frente formada por PSD, PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede, que busca fortalecer uma alternativa ao eleitorado em uma disputa marcada por diferentes projetos políticos para o Estado.
Outro tema inevitável será a reorganização do cenário conservador. Com Jair Bolsonaro inelegível, novas lideranças disputam protagonismo nacional e regional, enquanto Mato Grosso acompanha uma movimentação intensa entre pré-candidatos de perfil conservador. Assim, inequivocamente, o podcast discutirá como esse novo desenho político influencia a campanha estadual e quais espaços ainda permanecem em aberto na disputa pelo voto do eleitor mato-grossense.
Mais do que uma entrevista sobre eleições, o Cast do Bom pretende provocar uma reflexão sobre o futuro de Mato Grosso, os desafios da gestão pública e o papel das mulheres em espaços tradicionalmente ocupados por homens.
O programa será conduzido pela jornalista Marisa Batalha, diretora de Redação do portal O Bom da Notícia, e contará com a participação especial do publicitário e empresário Palmiro Túlio Pimenta, convidado para contribuir com uma leitura sobre comunicação política, construção de imagem e narrativas eleitorais.
O Cast do Bom será transmitido ao vivo, às 19 horas, pelo canal do O Bom da Notícia no YouTube e pelo Studio 8.
MATO GROSSO
Gisela defende atualização das leis de proteção ao consumidor com nova economia digital
A explosão das fraudes financeiras, o crescimento das apostas on-line e o avanço dos golpes digitais recolocaram a defesa do consumidor no centro de um debate que vai muito além das relações de compra e venda.
Para a pré-candidata Gisela Simona, esse novo cenário exige mudanças na legislação e maior responsabilização das empresas que operam nesses mercados. Aliás, essa foi a principal reflexão apresentada pela presidente do União Brasil em Cuiabá durante participações nesta semana, nos podcasts Hoje & Sempre e Professor Palomares, ao explicar por que escolheu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Sempre que me perguntam por que fui direto para a Câmara Federal, respondo que a defesa do consumidor nasce de uma legislação federal. Se queremos mudar a vida das pessoas de forma concreta, é no Congresso Nacional que essas mudanças precisam acontecer.”
Conhecida em Mato Grosso pela trajetória construída ao longo de mais de duas décadas no Procon, Gisela afirmou que o Código de Defesa do Consumidor continua sendo um dos instrumentos mais importantes da cidadania brasileira, mas avalia que as transformações tecnológicas e financeiras passaram a exigir novas formas de proteção.
Segundo ela, idosos, pessoas de baixa renda e consumidores com pouca familiaridade com os meios digitais continuam sendo os grupos mais vulneráveis diante de contratos complexos, publicidade enganosa e golpes cada vez mais sofisticados.
Entre os exemplos citados está o cartão de crédito consignado, modalidade que se tornou alvo de inúmeras reclamações em órgãos de defesa do consumidor e de ações judiciais em diferentes estados.
Durante os 33 meses de mandato parlamentar, Gisela apresentou proposta para extinguir esse modelo de contratação e ampliar a responsabilização das instituições financeiras em casos de fraude.
“Na maioria das vezes, os criminosos utilizam informações que reproduzem com enorme precisão os dados do consumidor. Não considero justo que todo o prejuízo recaia sobre quem foi vítima do golpe. As instituições também precisam responder quando há falhas na proteção dessas informações.”
Outro tema que ganhou espaço nas entrevistas foi a expansão das plataformas de apostas esportivas. Para a dirigente partidária, o crescimento desse mercado trouxe consequências que ultrapassam o entretenimento e passaram a impactar diretamente o orçamento e a saúde emocional de milhares de famílias.
Ela defendeu regras mais rígidas para a publicidade das apostas, mecanismos de prevenção ao jogo compulsivo e responsabilização tanto das empresas quanto de influenciadores que promovem esse tipo de conteúdo sem alertar para seus riscos.
“Embora o mercado tenha sido regulamentado, isso não significa ausência de responsabilidade. O Congresso precisa continuar aperfeiçoando a legislação para proteger quem hoje enfrenta endividamento, dependência e graves consequências sociais provocadas pelo jogo.”
Ao relembrar sua atuação na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, Gisela afirmou que procurou transformar em propostas legislativas problemas que conheceu durante os anos de atendimento direto à população no Procon.
“Foram mais de vinte anos ouvindo pessoas chegarem com uma cobrança indevida, um contrato que não conseguiam compreender ou um serviço que nunca foi entregue. Ali entendi que proteger o consumidor significa proteger a dignidade das pessoas.”
Ainda para Gisela, a defesa do consumidor deixou de ser uma pauta restrita às relações comerciais e passou a dialogar com temas como tecnologia, inclusão financeira, segurança digital e saúde pública, desafios que tendem a ocupar espaço crescente na agenda do Congresso Nacional nos próximos anos.
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