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Decretos convocam plebiscitos para desmembramento de Nova Poxoréu e Ilhas de Ocupação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou, na edição do Diário Oficial Eletrônico desta quarta-feira (22), convocações para plebiscitos que envolvem a população de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza. De autoria da Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, os decretos legislativos para desmembramento e incorporação de áreas desses municípios haviam sido aprovados em sessão plenária do dia 15 de julho, após reuniões técnicas para debater o Estudo de Viabilidade Municipal.

O Decreto Legislativo nº 82 convoca plebiscito para consulta às populações dos municípios de Primavera do Leste e de Poxoréu sobre o desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, pertencente a Poxoréu, e a sua incorporação a Primavera do Leste. O distrito, atualmente, é um aglomerado urbano com cerca de 20 mil habitantes que fica a pouco mais de 5 km de Primavera do Leste e a cerca de 50 km da sede de Poxoréu.

O decreto propõe que a consulta seja realizada no mesmo dia das eleições gerais deste ano (próximo 4 de outubro), pela Justiça Eleitoral. Na data, o eleitor deverá responder “sim” ou “não”, em voto secreto, à pergunta: “Você é favorável ao desmembramento do distrito de Nova Poxoréu do município de Poxoréu e à sua incorporação ao município de Primavera do Leste?”. A alteração territorial será considerada aprovada se a maioria dos eleitores se manifestar favorável.

Município de Poxoréu.

Município de Poxoréu.

Foto: HENRIQUE COSTA PIMENTA BRAGA

Já o Decreto Legislativo nº 83 dispõe sobre convocação de plebiscito para consulta às populações dos municípios de Cotriguaçu e de Colniza a respeito do desmembramento das chamadas Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu. Essas “ilhas”, segundo a justificativa do projeto aprovado, correspondem a 250 lotes em uma área com mais de 100 mil hectares, que, apesar de fazer parte do território de Colniza, está funcional, econômica e socialmente vinculada a Cotriguaçu.

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Por questão de economia, esse decreto também propõe à Justiça Eleitoral que a consulta seja realizada junto com as próximas eleições. Os cidadãos de Cotriguaçu e Colniza deverão responder, de forma secreta, “sim” ou “não” à pergunta: “Você é favorável ao desmembramento das ‘Ilhas de Ocupação’ do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu do município de Colniza e a sua incorporação ao município de Cotriguaçu?”. A alteração territorial será considerada aprovada se a maioria dos eleitores se manifestar favorável.

Legislação federal – A Lei Complementar nº 230, de 15 de abril de 2026, estabelece normas gerais aplicáveis ao desmembramento de parte de um município e incorporação a outro. Essa norma prevê que, para esse caso, a competência cabe à assembleia legislativa do respectivo estado, que também deve tomar as providências necessárias para a realização do Estudo de Viabilidade Municipal. Determina ainda que, aprovado o decreto legislativo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve tomar providências para a realização do plebiscito, preferencialmente na mesma data das eleições gerais ou municipais.

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De acordo com a lei, depois de proclamado o resultado da consulta popular pelo Tribunal Regional Eleitoral, o processo será concluído com a aprovação de projeto de lei e a publicação da lei estadual que fixará os novos limites territoriais dos municípios, caso o resultado seja favorável ao desmembramento. O plebiscito deverá ser único e consultar a população dos dois municípios envolvidos.

Estudos de Viabilidade Municipal – Entre os requisitos para desmembramento, previstos pela Lei Complementar nº 230, está a realização e divulgação do Estudo de Viabilidade Municipal (EVM).

O EVM sobre o distrito de Nova Poxoréu define a situação como uma “anomalia federativa”, já que Poxoréu detém o território e recebe a transferência (FPM) calculada pela população do distrito, sendo que é Primavera do Leste que presta e paga, na prática, a saúde, a educação e a infraestrutura da população. Segundo o estudo, os moradores do distrito vivem, trabalham, estudam e votam em Primavera do Leste.

Já o EVM elaborado para o caso das “Ilhas de Ocupação” demonstrou viabilidade técnica da alteração territorial. No aspecto econômico-financeiro e fiscal, o estudo constatou que a medida não acarreta colapso para nenhum dos municípios. No aspecto de infraestrutura e serviços públicos, verificou que Cotriguaçu já presta, de forma majoritária, os serviços essenciais à população da área por meio da subprefeitura do Distrito de Nova União. No aspecto urbanístico e social, evidenciou um sentimento de pertencimento consistente e documentado, bem como a contiguidade territorial e a coerência cadastral entre a área e o município de Cotriguaçu.

Fonte: ALMT – MT

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Veto de Medeiros enterra articulação com MDB e PL descarta Janaina Riva na chapa ao Senado

Presidente estadual do PL confirma que resistência de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas e afasta, ao menos neste momento, qualquer composição com o MDB para a disputa ao Senado.

O PL de Mato Grosso colocou um ponto final nas especulações sobre uma possível composição com o MDB para a disputa ao Senado nas eleições de 2026. Durante a convenção estadual da legenda, realizada nesta quarta-feira (22), o presidente estadual do partido, Ananias Filho, confirmou que a possibilidade de aliança foi descartada em razão da posição firme do deputado federal José Medeiros (PL), já homologado como candidato ao Senado ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL).

Segundo Ananias, a resistência de Medeiros em dividir o palanque com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) será respeitada pela direção partidária. O dirigente afirmou que o parlamentar possui restrições políticas ao MDB e que, como candidato da legenda, sua posição precisa ser considerada nas negociações.

A declaração praticamente encerra as conversas que vinham sendo travadas nos bastidores desde o início da pré-campanha. A possibilidade de uma aproximação entre PL e MDB era debatida em razão da relação familiar entre Janaina Riva e Wellington Fagundes, mas o entendimento interno do partido caminhou em outra direção.

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Outro ponto anunciado por Ananias foi que o PL ainda não definiu se apoiará oficialmente um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a prioridade da legenda será concentrar esforços na eleição de seus próprios candidatos, não estando descartada, inclusive, a estratégia de não orientar um segundo voto ao eleitorado caso isso seja considerado eleitoralmente mais vantajoso.

A posição oficial também consolida um impasse que se arrasta há meses dentro do partido. Desde março, José Medeiros vinha manifestando publicamente sua oposição a qualquer entendimento com o MDB, argumentando que uma composição com Janaina Riva seria incompatível com o perfil conservador defendido pelo PL. Em declarações anteriores, o deputado chegou a afirmar que uma eventual aliança atenderia mais a uma questão familiar do que a um projeto político da legenda.

Nos bastidores, o veto de Medeiros gerou divergências dentro do partido. Enquanto alguns dirigentes avaliavam que a força eleitoral de Janaina poderia ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia a manutenção de uma chapa exclusivamente identificada com os princípios do PL.

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O próprio Wellington Fagundes evitou aprofundar o debate nos últimos meses, afirmando reiteradamente que qualquer definição dependeria da direção nacional do partido. Ainda assim, dirigentes reconheciam que o desempenho eleitoral de Janaina alterava significativamente o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado.

Com a declaração feita durante a convenção estadual, o PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Dessa forma, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária liderada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia da legenda de construir uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

Com informações da Gazeta Digital.

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