SAÚDE

Painel nacional amplia transparência sobre a vacinação contra a febre amarela e reforça ações de vigilância no país

O Ministério da Saúde lançou o novo Painel da Vacinação contra a Febre Amarela, ferramenta que apresenta, de forma clara e atualizada, informações sobre a cobertura vacinal em todo o Brasil. A iniciativa amplia o acesso a dados estratégicos para gestores, profissionais de saúde e a população, fortalecendo as ações de prevenção e vigilância da doença.

Voltado ao monitoramento da imunização, o painel reúne informações sobre diferentes públicos: crianças a partir de 9 meses, com reforço aos 4 anos; pessoas de 5 a 59 anos sem histórico vacinal (dose única); adultos que necessitam de segunda dose; e idosos, cujo esquema vacinal deve ser avaliado individualmente. Entre as prioridades indicadas pelo Ministério da Saúde estão o reforço da vacinação em estados com circulação ativa do vírus — São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Roraima — e a manutenção da vigilância de casos humanos e epizootias em primatas não humanos.

Transparência

Com acesso aberto ao público, o painel reforça o compromisso da pasta com a transparência e com decisões orientadas por evidências. O recurso também evidencia a atuação integrada entre a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), por meio do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas), e a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), representada pelo Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis (DPNI). A parceria amplia e qualifica os instrumentos de monitoramento das ações de imunização no país.

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Ao comentar o lançamento, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, destacou a importância do novo recurso para o fortalecimento das políticas públicas de vacinação. “O painel é mais um passo para garantir que cada decisão em imunização seja guiada por evidências sólidas, fortalecendo a proteção da população e a resposta integrada às doenças imunopreveníveis”, afirmou.

Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, a informação qualificada é um pilar estratégico da saúde pública. “Com o novo painel, avançamos na construção de uma saúde digital centrada nas pessoas, com dados acessíveis, interoperáveis e orientados à ação. A ferramenta fortalece a gestão pública ao ampliar a capacidade analítica dos dados de vacinação, com foco na equidade e na resposta territorializada às necessidades da população”.

Integração

Para o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a oferta de dados claros e integrados é essencial para o aprimoramento das estratégias de vacinação. “Em um cenário de desafios constantes para manter altas coberturas vacinais, ferramentas que organizam e qualificam as informações de saúde tornam-se essenciais para apoiar gestores, pesquisadores e profissionais na tomada de decisões”, ressaltou.

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O painel é resultado de um esforço conjunto para qualificar, de forma contínua, o monitoramento da vacinação no país, comentou Paulo Sellera, diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Dados e Informações Estratégicas em Saúde. “A ferramenta permite identificar com precisão as áreas com baixa cobertura vacinal e direcionar ações de vigilância mais eficazes,

contribuindo para o planejamento estratégico em todos os níveis de gestão e para a alocação mais eficiente de recursos.”

O painel reforça ainda o papel do Programa Nacional de Imunizações como uma das políticas públicas mais importantes da saúde brasileira. A vacinação contra a febre amarela segue como a principal forma de prevenção de casos graves da doença — que pode causar febre alta, icterícia, hemorragias e falência de órgãos — e auxilia na identificação de grupos mais vulneráveis, como homens expostos a áreas rurais e de mata, além de turistas, ribeirinhos e populações que vivem ou trabalham em regiões de floresta.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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