BASTIDORES ELEIÇÕES 2026

Veja quem são os 50 convencionais que decidirão a disputa entre Jayme e Mauro no União Brasil

Convenção marcada para o dia 30 de julho colocará frente a frente os grupos do senador Jayme Campos e do ex-governador Mauro Mendes na definição dos rumos do partido em Mato Grosso.

A convenção estadual do União Brasil, marcada para 30 de julho, promete ser um dos eventos mais importantes da política mato-grossense neste período pré-eleitoral. O encontro reunirá 50 convencionais, entre membros do Diretório Estadual e delegados municipais, responsáveis por deliberar sobre o posicionamento do partido na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026.

O cenário evidencia a disputa interna entre o grupo liderado pelo senador Jayme Campos e a ala comandada pelo ex-governador Mauro Mendes, atual presidente estadual da legenda.

Nos bastidores, aliados de Jayme afirmam contar com 36 dos 50 votos aptos à convenção, o que garantiria maioria para defender uma candidatura própria do União Brasil ao Governo do Estado. Já Mauro Mendes mantém o entendimento de que a sigla deve apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), posição que tem provocado um intenso debate dentro do partido.

Entretanto, mesmo que uma decisão seja tomada pela convenção estadual, ela poderá não representar o ponto final da disputa. Em caso de divergência, o assunto ainda poderá ser analisado pela direção nacional da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), instância que possui competência para deliberar sobre questões envolvendo a federação.

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Caso seja derrotado na votação estadual, Jayme Campos ainda poderá recorrer à Executiva Nacional do União Brasil, presidida por Antônio Rueda, buscando reverter eventual decisão.

A relação dos convencionais reúne algumas das principais lideranças da política estadual, entre elas o próprio Jayme Campos, Mauro Mendes, Virgínia Mendes, Júlio Campos, Fábio Garcia, Dilmar Dal Bosco, Vander Masson, Bruno Mena, Tatá Amaral, além de prefeitos, deputados, ex-parlamentares e representantes municipais espalhados por diversas regiões de Mato Grosso.

A expectativa é de que a convenção seja decisiva não apenas para definir a posição do União Brasil na corrida ao Palácio Paiaguás, mas também para medir a força política dos dois principais grupos que disputam o comando da legenda. O resultado poderá influenciar diretamente as futuras alianças da federação e o desenho do cenário eleitoral de 2026 no Estado.

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POLÍTICA MT

CCJR aprova LDO de 2027 e analisa mais de 30 matérias

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou parecer favorável à proposta que trata das diretrizes orçamentárias para o orçamento de 2027, o Projeto de Lei nº 692/2026 (PLDO 2027). O colegiado realizou reunião ordinária na tarde desta terça-feira (14).

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece metas e prioridades da administração pública e orienta a elaboração do orçamento estadual. A proposta deve ser submetida à primeira votação em plenário nesta quarta-feira (15). Depois disso, receberá emendas parlamentares.

A comissão analisou ainda outras 33 matérias. Nove proposições receberam parecer favorável e cinco tiveram parecer contrário. No encontro, foi aprovada a redação final do PL nº 743/2026, que altera a Lei nº 12.431/2024 para ampliar o Fundo Estadual de Apoio à Melhoria das Condições de Oferta da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. A mudança permite financiar reformas, ampliações, adequações estruturais e melhorias em escolas estaduais de ensino médio.

Entre as matérias examinadas também estavam dez vetos do Poder Executivo. A CCJR recomendou a derrubada de oito e a manutenção de dois. Os pareceres ainda serão submetidos ao plenário. Um dos pareceres pela derrubada foi dado ao Veto Total nº 64/2026, referente ao Projeto de Lei nº 1.033/2025, que inclui pessoas com deficiência entre os beneficiários do Programa CNH Social em Mato Grosso.

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Também foi recomendada a derrubada do Veto Total nº 61/2026 ao Projeto de Lei nº 1.871/2024, que acrescenta dispositivo à legislação sobre uso, produção, comércio, armazenamento, transporte, aplicação e fiscalização de agrotóxicos no estado. A proposta pretende ampliar de dez para 30 dias o prazo para que empresas prestadoras de serviços com agrotóxicos comuniquem as atividades realizadas ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).

Muitos dos projetos analisados na reunião tratavam de declarações de utilidade pública. Segundo a Consultoria da CCJR, nessas matérias o parecer da comissão tem caráter terminativo e seguem para publicação. As demais proposições continuam tramitando na Assembleia Legislativa.

A expectativa é que as reuniões ordinárias da CCJR sejam retomadas em agosto, com previsão de quatro encontros ao longo do mês e análise média de 20 a 30 matérias por reunião. Segundo a Consultoria da comissão, até o dia 4 de agosto ainda poderão ocorrer reuniões extraordinárias para a apreciação de proposições urgentes.

Fonte: ALMT – MT

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