SAÚDE

Ministério lança primeira cartilha para consumo de alimentos tradicionais indígenas por pacientes acolhidos nas Casai

O ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (9/02) a primeira cartilha sobre alimentação adequada e saudável para indígenas acolhidos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI). O guia, que tem o objetivo de instruir os profissionais de saúde indígena que atuam nesses espaços, apresenta diretrizes para a organização do cuidado alimentar e a promoção da alimentação adequada, respeitando aspectos culturais de cada etnia para fortalecer a vigilância alimentar e nutricional e oferecer cuidado integral aos indígenas em tratamento fora de seus territórios.

Intitulado “Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Casas de Apoio à Saúde Indígena”, o documento tem linguagem didática, orientadora e será utilizado em estratégias de educação em saúde com os pacientes indígenas, uma vez que contém orientações sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados e os seus impactos no desenvolvimento e crescimento infantil, por exemplo. A cartilha também aborda temas como: bebidas com alto teor de açucares e a substituição de alimentos com aditivos químicos por opções naturais e saudáveis.

Em todo o país, as Casai já consideravam os chamados alimentos tradicionais – pratos e produtos ligados a cultura de uma região, usando ingredientes locais e métodos de produção passados por gerações – e a alimentação saudável como componente terapêutico do cuidado em saúde para os pacientes acolhidos. Mas, pela primeira vez, as orientações foram organizadas em uma cartilha que orientará a vigilância alimentar e nutricional em todas as Casai dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

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Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária a Saúde Indígenas da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, o cuidado alimentar está diretamente associado à melhora do quadro do paciente e pode ser um fator determinante para a sua recuperação.

“A organização do cuidado alimentar nas CASAI contribui diretamente para a prevenção de agravos nutricionais ao garantir que a alimentação seja planejada, acompanhada e integrada ao cuidado em saúde. Quando as refeições são organizadas de forma regular, equilibrada e adequada às necessidades individuais, é possível manter ou recuperar o estado nutricional, evitando a perda de peso, a piora de quadros de desnutrição e outras condições relacionadas à alimentação”, afirmou.

A diretora acrescenta que as técnicas e os modos de preparo das refeições respeitam os significados culturais da alimentação no contexto indígena com o objetivo de favorecer a aceitação das refeições e reduzir recusas alimentares, além de contribuir para a ingestão adequada de alimentos.

A Casai é um estabelecimento de saúde essencial dentro do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Nas unidades, os indígenas deslocados das aldeias para os centros urbanos para atendimento na rede referenciada do SUS são acolhidos sem renunciar hábitos naturais e nutricionais.

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No Brasil, existem 70 Casai localizadas em cidades referência para os territórios indígenas, no contexto de atendimento de média e alta complexidade médica. Duas delas são consideradas estabelecimentos nacionais, por terem capacidade de acolher indígenas de todo o país e estão localizadas em São Paulo e Brasília.

Acesse a cartilha Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Casas de Apoio à Saúde Indígena

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde lança guia para ampliar acesso de startups ao Sistema Único de Saúde

Startups, pesquisadores e empresas de tecnologia em saúde passam a contar com um novo instrumento de orientação para levar soluções inovadoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). Criado pelo Ministério da Saúde, o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS reúne informações sobre regulação, incorporação tecnológica, financiamento e desenvolvimento de dispositivos médicos voltados à rede pública de saúde.

A publicação foi lançada durante a Feira Hospitalar 2026, um dos maiores eventos de saúde da América Latina, que reúne anualmente novidades, tendências e soluções inovadoras do setor. Durante o evento, o Ministério da Saúde participou de debates sobre a importância da produção nacional e da integração entre governo, indústria, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica.

O diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério, Igor Bueno, destacou que o guia foi elaborado para reduzir as barreiras enfrentadas por startups e pequenas empresas no acesso ao mercado público de saúde.

“Essas empresas desempenham papel estratégico no ecossistema de inovação em saúde, ao impulsionarem o desenvolvimento de soluções tecnológicas, ampliarem a competitividade nacional e contribuírem para a sustentabilidade do SUS. A publicação inédita consolida, em um único documento, uma visão integrada de todas as etapas do processo, do fomento à pesquisa, do desenvolvimento até a incorporação no SUS”, explicou o diretor.

Dispositivos médicos

Os dispositivos médicos fazem parte da rotina dos serviços de saúde e incluem desde produtos simples, como curativos e ataduras, até tecnologias de alta complexidade, como marca-passos, próteses ortopédicas, cirurgias robóticas e equipamentos com inteligência artificial.

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Segundo dados citados no guia, existem atualmente mais de 2 milhões de tipos diferentes desses dispositivos no mundo, utilizados para prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças.

O avanço tecnológico tem ampliado as possibilidades de atendimento e contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além dos equipamentos utilizados em hospitais, o setor também cresce no desenvolvimento de dispositivos voltados para uso doméstico e pessoal (home care).

De acordo com a publicação, o mercado brasileiro de dispositivos médicos cresce acima da média mundial. Apesar disso, o Brasil ainda depende da importação de equipamentos e insumos de alta complexidade. Hoje, grande parte da produção nacional está concentrada em produtos de média e baixa complexidade tecnológica.

Entre os principais desafios do setor estão os custos para inovação, a dependência tecnológica externa e a necessidade de maior integração entre pesquisa científica, política industrial e demanda do sistema público de saúde.

Dados apresentados no X Fórum da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde apontam que o mercado global de dispositivos médicos movimenta mais de US$ 540 bilhões e segue em expansão. No Brasil, o setor também tem impacto econômico relevante. Os segmentos que lideram o mercado são os dispositivos terapêuticos (25,8%), seguidos pelos implantáveis (24,3%) e pelo diagnóstico in vitro (15,9%).

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Os números citados no guia demonstram que, em 2024, a indústria de dispositivos médicos criou quase 6 mil novos empregos diretos, alcançando mais de 85 mil postos de trabalho no país. O desempenho representa um crescimento de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior, evidenciando a relevância econômica e a expansão do complexo industrial da saúde.

Tecnologias na rede pública

O Ministério da Saúde tem atuado no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) que reúne setores produtivos, tecnológicos e de serviços. A iniciativa busca estimular o mercado nacional, reduzir a dependência de produtos importados, ampliar o acesso a tecnologias seguras e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos.

O lançamento do guia ocorre nesse cenário de expansão das iniciativas de saúde digital, fortalecimento da cadeia produtiva nacional e incentivo à inovação tecnológica no SUS. Assim, além de orientar startups e empresas, o material destaca a importância estratégica dos dispositivos médicos para melhorar o atendimento à população e explica, de forma acessível, como funcionam os processos e etapas para incorporação dessas tecnologias ao sistema público.

O documento também reforça que, para que a tecnologia seja financiada e utilizada em larga escala pelo SUS, é necessário cumprir critérios técnicos, científicos, regulatórios e econômicos.

 Confira o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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