SAÚDE
Ministério da Saúde reforça mutirões do “Agora Tem Especialistas” e empossa novo diretor do INTO no Rio de Janeiro
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e o diretor de programa da Secretaria Executiva, Nilton Pereira, participaram nesta sexta-feira (31) da posse do novo diretor-geral do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), José Paulo Gabbi. A cerimônia ocorreu na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
Durante o evento, o secretário-executivo destacou a importância do INTO como referência nacional em ortopedia e traumatologia e sua integração estratégica com a rede SUS. “O governo federal, junto com o município, está recompondo o papel da rede hospitalar que integra o sistema de saúde do Rio de Janeiro. Fortalecer institutos federais, como o INTO, é parte essencial do programa Agora Tem Especialistas. Nosso objetivo é aprimorar o cuidado especializado, reestruturando a lógica de gestão e garantindo núcleos de cuidado mais resolutivos no SUS”, afirmou Massuda.
No início de outubro, o INTO deu início ao mutirão de cirurgias ortopédicas eletivas, dentro do Agora Tem Especialistas. Já foram realizados mais de 300 atendimentos voltados ao tratamento de quadril, incluindo cirurgias de alta complexidade e consultas de acompanhamento. A segunda etapa, acontece até 4 de novembro, e beneficiará mais de 140 pacientes com cirurgias de joelho e procedimentos ortobiológicos, técnica que utiliza recursos regenerativos do próprio organismo para tratar doenças articulares como a artrose.
“Estamos investindo em medicina regenerativa, que representa um avanço importante no SUS. Essa abordagem reduz custos, acelera a recuperação e evita cirurgias mais invasivas, como a prótese total do joelho”, destacou o novo diretor, José Paulo Gabbi.
Sobre o novo diretor e o papel do INTO
Médico formado pela Faculdade de Medicina Souza Marques, Gabbi é membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.No INTO, atuava desde 2023 como coordenador assistencial, e atualmente é também diretor nacional da SBOT.
Reconhecido pela excelência e inovação, o INTO é a única instituição brasileira 100% pública a integrar a International Society of Orthopaedic Centers (ISOC), que reúne os 25 melhores centros de ortopedia do mundo.
Em 2024, o Instituto foi responsável por mais de 60% das cirurgias ortopédicas de alta complexidade realizadas no município do Rio de Janeiro e 46% das cirurgias no estado. Julianna Valença Ministério da Saúde.
Julianna Valença
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
SUS: Sangue raro cruza o país em voo comercial para atender paciente em estado grave
O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou, nesta quinta-feira (9), o segundo transporte de sangue raro na cabine de um voo comercial, por meio de uma parceria do Ministério da Saúde com as companhias aéreas. A bolsa de sangue, coletada no Ceará, foi enviada na quinta-feira (9) e chegou nesta sexta-feira (10) a Juiz de Fora (MG), onde um paciente em estado grave aguardava uma transfusão. A iniciativa permite reduzir o tempo de transporte e agilizar o atendimento a pacientes que necessitam de tipos sanguíneos raros, seguindo o modelo já adotado para o transporte de órgãos destinados a transplantes. Até então, as bolsas de sangue raro eram transportadas como carga, modalidade sujeita a prazos mais longos e restrições.
“O transporte de sangue raro envolve situações clínicas que exigem articulação e colaboração entre diferentes instituições. A inclusão desse serviço na parceria entre o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), a Anac e as companhias aéreas permitirá agilizar o atendimento a pacientes em qualquer estado do país e viabilizar tratamentos que, de outra forma, poderiam não acontecer. Essa iniciativa fortalece a rede de solidariedade que faz do Brasil e do SUS uma referência para o mundo”, afirma a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Maria de Barros Carlos.
Com a atualização do acordo, o transporte de sangue raro poderá ser realizado com mais agilidade, inclusive à noite, nos fins de semana e feriados, garantindo que o material chegue em tempo oportuno aos pacientes que necessitam de transfusão. A iniciativa envolve o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as companhias aéreas brasileiras.
Entenda o caso
O paciente, que passou por um transplante renal, está internado em Minas Gerais. Durante os testes pré-transfusionais, foi identificada a presença do anticorpo anti-Jsb, o que dificultou a localização de sangue compatível. Diante da situação, a rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), que permitiu localizar um doador no Ceará.
O doador compareceu ao hemocentro, e a bolsa de sangue foi coletada e liberada no mesmo dia. Devido à gravidade do quadro clínico do paciente, o material será acondicionado em embalagem apropriada, com controle rigoroso de temperatura, e transportado gratuitamente na cabine de uma aeronave comercial até Minas Gerais. Outros doadores também estão sendo convocados para garantir o atendimento às necessidades de transfusão do paciente.
Transporte de São Paulo para o Piauí
Em 12 de setembro, o Ministério da Saúde viabilizou, pela primeira vez no Brasil, o transporte gratuito de uma bolsa de sangue raro na cabine de uma aeronave comercial, de São Paulo para o Piauí. O material foi destinado a um paciente com doença renal crônica, em estado grave, que necessitava de transfusão. Após exames identificarem uma combinação sanguínea extremamente rara, a rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR) e localizou um doador compatível em São Paulo. A transfusão foi realizada com sucesso e, segundo a equipe responsável pelo atendimento, o paciente apresentou bom estado de saúde após o procedimento.

Foto: Paulo Cavalcanti/HEMOCE
Busca por sangue raro
Além dos sistemas sanguíneos mais conhecidos, como ABO e Rh, existem outros antígenos presentes na superfície das hemácias. Um perfil sanguíneo é considerado raro quando ocorre em menos de uma a cada mil pessoas testadas. Nesses casos, encontrar sangue compatível para uma transfusão pode exigir buscas em diferentes estados do país. Exames como a fenotipagem e a genotipagem permitem identificar características específicas do sangue de pacientes e doadores, facilitando a localização de unidades compatíveis.
Esse atendimento depende da atuação integrada da rede de hemoterapia, responsável por identificar e localizar doadores, armazenar as bolsas de sangue e organizar o transporte. Entre os avanços previstos estão a ampliação da identificação de pessoas com perfis sanguíneos raros, a estruturação de laboratórios de referência e a implantação do congelamento dessas bolsas, técnica que permitirá armazená-las por até dez anos. Outra frente é a adesão do Brasil à rede mundial de sangue raro, prevista para este mês, que permitirá ao país solicitar bolsas a outros países, quando necessário, e contribuir com o atendimento de pacientes no exterior.
Cadastro Nacional de Sangue Raro
Criado pelo Ministério da Saúde em 2013, o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR) reúne atualmente 2.032 doadores e já contribuiu para o atendimento de mais de 300 pacientes. Quando um hemocentro não encontra sangue compatível no próprio estado, pode acionar o cadastro, coordenado pela Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde. A partir dessa solicitação, a equipe identifica possíveis doadores em outros estados, articula a convocação para a coleta e apoia a organização do transporte, garantindo que o sangue chegue ao paciente em tempo oportuno.
Transporte aéreo
O Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Saúde e as companhias aéreas já garante o transporte gratuito de órgãos destinados a transplantes. Em 2025, a Central Nacional de Transplantes intermediou 2.016 transportes, sendo 1.716 em voos comerciais e 300 em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).
Com a inclusão do sangue raro no acordo, essa estrutura também poderá ser utilizada para levar bolsas compatíveis de um estado a outro com mais rapidez, mesmo quando o doador estiver a milhares de quilômetros do paciente.
Bruna Queiroz e Camila Marques
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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