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Ministério da Saúde publica política para aprimorar decisões baseadas em evidências

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Com o objetivo de utilizar informações, dados e indicadores para aprimorar a gestão pública, fortalecer o controle social e qualificar o processo de formulação, monitoramento e avaliação de políticas, programas, redes e estratégias em saúde, o Ministério da Saúde publicou em 03/11, por meio da Portaria GM/MS nº 8.585, de 29 de outubro de 2025, a Política de Monitoramento e Avaliação do Ministério da Saúde (PMA-MS).

A PMA-MS abrange todas as intervenções sob responsabilidade do Ministério da Saúde e prioriza ações estratégicas a serem definidas em um Plano Anual de Monitoramento e Avaliação, aprovado pelo Comitê Consultivo de Monitoramento e Avaliação do SUS (CCMA-SUS). A política visa garantir monitoramento e avaliação contínuos das intervenções, promovendo o bem-estar da população e assegurando que decisões sejam baseadas em evidências.

Segundo a portaria, a PMA-MS estabelece princípios como transparência, eficiência, equidade, inovação e participação social, e diretrizes que incluem integração institucional, utilização de indicadores mensuráveis, capacitação continuada de trabalhadores e gestores, além da promoção da educação permanente no processo de trabalho em saúde.

Monitoramento, avaliação, gestão e transparência

O monitoramento, coordenado pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS) da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), envolve o acompanhamento da implementação de políticas, programas, redes e estratégias, construção de sistemas informatizados e análise de indicadores estratégicos. Já a avaliação é realizada com base em metodologia que permite analisar desempenho, resultados, impactos e sustentabilidade das intervenções, com geração de recomendações para aprimoramento contínuo.

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O acompanhamento periódico da política será quadrienal, podendo haver avaliações intermediárias, e os resultados serão divulgados de forma pública no site do Ministério da Saúde, garantindo transparência e ampla participação social. A PMA-MS prevê ainda a possibilidade de realização de pesquisas avaliativas em parceria com instituições de ensino e pesquisa, visando qualificar o processo de avaliação.

Com a nova portaria, o CCMA-SUS teve suas competências atualizadas, incluindo a proposição de iniciativas para viabilizar a PMA-MS, estruturar sua estratégia de implementação, avaliar intervenções estratégicas, sugerir linhas de pesquisa e aprovar o Plano Anual de Monitoramento e Avaliação.

Compromisso

A medida reforça o compromisso do Ministério da Saúde com decisões baseadas em evidências, maior transparência e participação social, contribuindo para um Sistema Único de Saúde mais eficiente, qualificado e capaz de responder aos desafios da saúde pública no Brasil.

“Com a publicação da PMA, mais do que concretizar um objetivo de longa data, estamos estabelecendo um marco estratégico fundamental para o Ministério da Saúde. O monitoramento e a avaliação são pilares centrais de uma gestão em saúde orientada por evidências. Dados, por si só, têm pouco valor se não forem transformados em informação estratégica e, sobretudo, em ação. Ao implementar esta Política, estamos fortalecendo a capacidade decisória dos gestores e viabilizando intervenções que promovem um SUS mais eficiente, equitativo e transformador.” — destacou Ana Estela Haddad, Secretária de Informação e Saúde Digital.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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