SAÚDE

Ministério da Saúde promove encontros online sobre controle da sífilis

O Ministério da Saúde abriu, nesta quarta-feira (1º), a série de webinários do Outubro Verde, mês dedicado à mobilização nacional contra a sífilis. O primeiro encontro abordou o manejo da sífilis adquirida, em gestantes e em crianças expostas à doença, oferecendo qualificação a profissionais de saúde em diagnóstico, tratamento e acompanhamento de casos, como parte das ações para fortalecer a resposta do país à doença.

Segundo Pâmela Cristina Gaspar, coordenadora de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Departamento de HIV, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, “o Outubro Verde é um momento de articulação entre estados, municípios, governo federal, sociedade científica e civil, unindo esforços para ampliar a conscientização sobre a testagem precoce, o tratamento correto, a cura da doença e a prevenção da transmissão vertical da sífilis em todo o país”.

O Dia Nacional de Enfrentamento à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro, neste ano no dia 18 de outubro, foi instituído a partir da mobilização da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), fundada pelo professor Mauro Romero, e endossada pelo Ministério da Saúde, servindo como referência para todo o mês e reforçando campanhas, ações educativas e a divulgação de dados sobre a doença.

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Participaram do primeiro encontro, o infectologista Marcos Davi Gomes de Souza, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que abordou a sífilis adquirida; o ginecologista-obstetra Geraldo Duarte, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), que falou sobre o manejo em gestantes; a pediatra e neonatologista Ruth Guinsburg, professora da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), que abordou crianças expostas à sífilis e sífilis congênita; e Mauro Romero Leal Passos, médico venereologista e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), que conduziu o debate. Na moderação, estiveram Pâmela Cristina Gaspar e Mayra Aragón, da Coordenação Geral Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis.

A série de webinários do Outubro Verde segue ao longo do mês – toda quarta-feira, das 10:30h às 12:00h, com outros encontros temáticos, abordando prevenção da sífilis com os desafios da equidade e os determinantes sociais, avanços no diagnóstico, vigilância qualificada e a eliminação da sífilis congênita, reforçando o compromisso do Ministério da Saúde com a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da doença. Além dos webinários, está previsto o lançamento da Campanha Nacional 2025, voltada a jovens, gestantes e profissionais de saúde, e do Boletim Epidemiológico da Sífilis, com dados atualizados e informações sobre políticas públicas.

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Os webinários são abertos à população. Para conhecer a programação e/ou acompanhar as atividades, basta clicar aqui.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas

O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027. 

Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito. 

Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição. 

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Fatores de risco 

Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais. 

Políticas públicas 

Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira. 

Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão. 

Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele. 

Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. 

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João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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