SAÚDE

Ministério da Saúde ouve gestores municipais e profissionais sobre desempenho do Mais Médicos

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O Mais Médicos inicia hoje (8/9) a pesquisa de satisfação para avaliar a qualidade do programa. A coleta de dados é direcionada para gestores municipais e profissionais ligados a iniciativa e ficará disponível até 8 de outubro, com o intuito de reunir informações para o aprimoramento das políticas de provimento no Brasil. O questionário vai ajudar o Ministério da Saúde a entender cada vez mais as expectativas em relação ao programa e as necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa é realizada anualmente e busca ouvir o público que está diretamente envolvido com a gestão local, além dos médicos que integram as equipes de trabalho do programa Mais Médicos, para compreender os impactos da ação, identificar oportunidades de melhoria, entender com tem sido a experiência do profissional, bem como auxiliar a tomada de decisão.

“A pesquisa é rápida e fácil de responder e todas as informações compartilhadas serão mantidas em total sigilo. A ideia é criar um ambiente seguro, onde gestor e profissional se sintam confortáveis. Nosso intuito é ouvir os atores envolvidos com o Mais Médicos, seguindo com a equipe e o atendimento mais fortalecidos”, pontua a diretora de Gestão e Provimento Profissional para o SUS (DEGEPS) do Ministério da Saúde, Aíla Vanessa de Sousa.

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Para o gestor, o questionário é dividido em eixos que avaliam sua percepção sobre o desempenho dos profissionais do Mais Médicos, a formação oferecida, o impacto do programa no território e a relação com as instâncias de gestão. Além disso, o formulário solicita informações sociodemográficas que ajudarão a entender melhor o perfil da população, dos profissionais que fazem parte do programa e da experiência do município em relação ao programa.

Já para o médico, a pesquisa quer saber como tem sido a sua experiência de trabalho. O questionário está dividido em partes que medem quanto o profissional recomenda o Mais Médicos e a unidade de saúde – na qual ele está atuando, para outros colegas de profissão. O objetivo é avaliar o nível de satisfação do médico em diferentes aspectos da atuação.

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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