SAÚDE

Ministério da Saúde lança curso sobre o acompanhamento de saúde de mães e crianças na primeira semana de vida

O Ministério da Saúde disponibilizou o curso de consulta da criança e da mulher/pessoa no puerpério na primeira semana de vida na Atenção Primária à Saúde. A iniciativa busca fortalecer o cuidado integral e qualificado desde os primeiros dias de vida do bebê, etapa fundamental para a saúde da criança, da mulher no puerpério e de suas famílias. A formação é voltada a gestores e profissionais de saúde.

Pensado para dialogar com as vivências e os desafios do cotidiano dos serviços, o curso parte do entendimento de que o primeiro contato da criança e da mulher/pessoa no puerpério com a equipe da atenção primária deve ocorrer de forma precoce, preferencialmente na primeira semana de vida. Esse atendimento deve ser conduzido com escuta qualificada, conhecimento técnico e atuação articulada entre diferentes saberes e setores.

O curso tem como objetivo central a promoção da saúde, o gerenciamento precoce de fatores de risco e a prevenção de doenças e reúne conteúdos baseados, também, em diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). A proposta é apoiar os profissionais na resposta às necessidades das crianças e das mulheres/pessoas no puerpério, contribuindo para um cuidado mais resolutivo e humanizado.

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As inscrições estão disponíveis pela plataforma da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS).

Conteúdo e abordagem

Ao longo da formação, são abordados temas como acolhimento, vínculo, avaliação do estado de saúde, planejamento do cuidado e trabalho em equipe multiprofissional e intersetorial. O curso também aprofunda a importância da atenção integral e integrada ao recém-nascido entre o 3º e o 5º dia de vida e à sua família, destacando o papel estratégico da atenção primária nesse processo.

Fazem parte do conteúdo:

  • atendimento de forma sistematizada, contemplando o cuidado ao recém-nascido, à mulher/pessoa no puerpério e à amamentação;
  • identificação de sinais de alerta e estratificação de risco do recém-nascido e da família, com proposição de intervenções precoces;
  • reconhecimento da importância da família e da rede de apoio para a saúde da criança e da mulher/pessoa no puerpério;
  • valorização da visita domiciliar na primeira semana de vida e os passos para realizar a ação.

O curso utiliza diferentes recursos educacionais, como vídeos instrutivos e informativos com especialistas, infográficos, fluxogramas, imagens e textos de apoio. As indicações de leituras e vídeos sobre situações relacionadas à temática também favorecem a aplicação prática dos conteúdos no dia a dia dos serviços.

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A instituição responsável pela oferta e pela certificação é a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde. Serão 15 mil vagas disponíveis até novembro de 2026.

Thaís Ellen da S. Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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