SAÚDE
Fortaleza sedia Fórum Regional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes
Fortaleza sediou, nos dias 26 e 27/03, o primeiro de uma série de fóruns regionais promovidos pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz, sobre Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. A iniciativa teve como tema central “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”.
Com a participação de 222 representantes dos estados do Nordeste, entre profissionais da saúde, educação e assistência social, gestores públicos, movimentos sociais e usuários da Rede de Atenção Psicossocial, o Fórum resultou na elaboração da Carta de Fortaleza, com os encaminhamentos feito durante a reunião, que serão levados para o Fórum Nacional, previsto para junho. Os próximos fóruns regionais já têm data marcada: Goiânia, nos dias 22 e 23 de abril, e Vitória, nos dias 28 e 29 de maio. O Fórum Nacional será realizado em Brasília, nos dias 29 e 30 de junho.
Participação direta de adolescentes marca o encontro
Um dos principais destaques foi a participação ativa de adolescentes na construção das discussões. Eles não apenas acompanharam as atividades, mas também ocuparam espaços próprios de fala e decisão.
No primeiro dia, os jovens participaram dos debates junto com os demais participantes. Também houve um espaço exclusivo para adolescentes, com presença mínima de adultos, para garantir um ambiente seguro de escuta e expressão.
No segundo dia, uma mesa foi conduzida pelos próprios adolescentes, que apresentaram demandas, experiências e propostas para a política pública de saúde mental. “Precisamos garantir que o ambiente digital também seja seguro para crianças e adolescentes. Eles estão conectados, mas é fundamental saber com quem estão falando e ter proteção nesse espaço. Política pública só se constrói com a participação de quem vive essa realidade”, afirma Jorge Araújo, participante do Fórum e representante do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes de Jaguaretama/CE.
Propostas para fortalecer o cuidado no SUS
As discussões foram organizadas em cinco eixos temáticos, com foco em desafios atuais que afetam crianças e adolescentes. Entre os temas debatidos estão o uso de álcool e outras drogas, incluindo jogos, apostas e uso de telas, a promoção da equidade considerando raça, gênero e território, o enfrentamento das violências e a articulação entre saúde, educação e assistência social.
Kathlen Amado
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas
O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027.
Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito.
Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição.
Fatores de risco
Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais.
Políticas públicas
Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira.
Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão.
Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele.
Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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